Última horaRelatório e Contas: FC Porto SAD apresenta saldo negativo de 21,1 milhões de euros em 2025/26
Publicidade

O carrasco de Neemias | March Madness

Diogo Silva · 3 min

O carrasco de Neemias | March Madness
Foto de Capa: NCAA

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Neemias Queta participou pela segunda vez na March Madness onde, à semelhança da primeira, a continuidade na competição revelou-se efémera. Utah State nunca foi uma universidade proeminente pelos grandes talentos coletivos e individuais, contudo, a presença do português alimentou alguma esperança para o «grande torneio».

Dito isto, nos últimos tempos o poste português tem vindo à baila de forma recorrente – e não era por menos – visto que o jovem está a cada mês que passa, mais perto de atingir a NBA.  Apesar disso, o jogo contra Texas Tech revelou-se complicado, e os esforços do português foram insuficientes para passar à próxima ronda do torneio.

O que falhou? Neemias sofre no Draft 2021 com esta derrota?

Foto de Capa: NCAA March Madness

MALDITO JOGO EXTERIOR

O hype em torno da segunda participação do poste incrementou uma esperança quimérica de que seria possível Utah State chegar longe. Neemias é uma estrela em Utah, porém é curto objetivar o sucesso da equipa em redor do jovem – que mesmo sendo muito bom para o nível college – ainda carece em vários aspetos do jogo. E carece Neemias e carece a equipa: Utah State tem muitas dificuldades a criar jogo e muito se deve à escassez de criativos no perímetro.

O jogo exterior do Utah State sofreu imenso com a saída de Sam Merrill e o plano coletivo uniformizou-se de forma excessiva para o jogo interior, onde se encontra Justin Bean e Neemias Queta. Na conferência Montain West, a dimensão física dos jogadores não abunda, e a dupla Queta-Bean serviu (quase) na perfeição. Diante Texas Tech, a equipa de Utah até enfrentou um cinco inicial baixo, mas foram perfeitamente capazes de suster de forma inteligente o poderio atlético, aliçercando a isto um processo ofensivo muito competente.

A competência, irreverência e qualidade individual de Texas, surtiu numa vitória previsível e justa. Os principais jogadores até principiaram desaparecidos do jogo, mas avivaram quando era mais preciso. Entre os destaques individuais, três bases: Mac McClung, Shannon Jr e Kyler Edwards. Curiosamente a  posição onde Utah claramente não tem referências, e todavia tenha conseguido travar os três em momentos distintos, não chegou. McClung terminou com 16 pontos, Edwards com 12 e Shannon Jr com 10.

Em adição, a quantidade de lançamentos que a equipa de Utah concedia ao adversário era castrador e por norma, quem lança mais, está mais perto de vencer. Mas isto justifica-se de forma fácil, – o número elevado de turnovers dos aggies (22) – ofereciam inúmeras oportunidades de lançamento para a equipa comandada por Chris Beard, que juntou a isso uma habilidade natural para responder em transição. Em contraste com Utah State, os texanos só tiveram oito turnovers. De resto, é a consequência natural de quem tem jogadores com maior capacidade para tratar (bem) a bola. Neemias Queta, por exemplo, todavia o seu número muito interessante de assistências (6), tem igualmente um número «feio» de turnovers (5), que acaba por sublinhar a importância exorbitante do poste na criação de jogo da sua equipa.

Um dado onde Utah State foi superior, foi no volume de ressaltos. Os aggies alcançaram um total de 38 ressaltos – mais 10 que Texas (28) – não obstante pouco tenha servido para obter mais lançamentos que o oponente.

COMBALIR DE PÉ

O seu lugar na tabela do Draft não deverá sofrer grandes mutações, mesmo com a saída prematura da March Madness.  Ou seja, independentementemente do resultado, Neemias Queta só tem que se sentir feliz pelo que fez.

O jogador foi verdadeiramente quem mais procurou lutar contra o adversário e terminou com uma folha estatística invejável: 11 pontos, 13 ressaltos, 7 (!) desarmes de lançamento e 6 assistências. Tudo dito, este jogo perante atletas de calibre topo no mundo da universidade só reforça a posição do jovem no mundo do scouting.

2021 pode não ser o melhor ano da história para o basquetebol português, mas ficará, com toda a certeza, marcado por ser o ano do primeiro jogador luso a pisar terreno na NBA.

Diogo Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.