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Spanoulis para Deus Grego! | Basquetebol

Gonçalo Correia Tomás · 2 min

Spanoulis
Foto: Olympiacos BC

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Depois do anúncio do regresso à seleção da Grécia, seis anos depois, para ajudar na qualificação para os Jogos Olímpicos, uma lesão põe um ponto final não só no regresso à seleção, como na carreira do histórico Vassilis Spanoulis.

Numa publicação feita nas redes sociais, o jogador do Olympiacos referiu a importância do Basquetebol na sua vida: “Deu-me tudo e eu dei-lhe tudo”.

Com 38 anos e uma carreira cheia de títulos, tanto a nível de seleções, como de clubes, termina assim a carreira do atleta grego, com o sentimento de que ainda poderia ajudar o seu país na qualificação para os Jogos Olímpicos.

Num percurso marcado, essencialmente, pela passagem pelo Basquetebol helénico, onde foi figura no Panathinaikos e Olympiacos, Spanoulis conta ainda com uma curta passagem pela NBA, nos Houston Rockets.

No seu palmarés, destacam-se títulos como a medalha de ouro no EuroBasket, em 2005, a conquista por três vezes da Euroliga, e ainda sete campeonatos gregos.

Sendo, claramente, uma das grandes figuras do Basquetebol europeu dos últimos 20 anos, e um dos rostos de uma geração de ouro do Basquetebol da Grécia, cumprirá assim todos os requisitos para a candidatura a “Deus Grego”?

Se vai chegar ao estatuto de Deus? Muito dificilmente. Mas, certamente, que estamos a falar de um futuro companheiro de Fasoulas e Giannakis (dois ex-jogadores gregos) naquele que é o maior reconhecimento do Basquetebol mundial, o Hall of Fame da FIBA.

E, neste ponto, acredito que é só uma questão de tempo até ser anunciado numa classe para ingressar no mesmo e, quem sabe, juntamente com outra grande figura do Basquetebol grego, Dimitris Diamantidis que, apesar de já ter terminado a carreira há alguns anos, foi outra grande figura do Basquetebol grego nesta geração de ouro.

Será sempre um tema que pode gerar muito debate e diversas opiniões, mas estamos a falar de alguém que, nos últimos 20 anos, esteve presente quase sempre nas grandes decisões das competições de clubes e seleções. Um atirador exímio, que se destacava pela sua simplicidade e incrível frieza nos momentos decisivos.

É certo que não vingou na sua passagem pela NBA, ao contrário do seu compatriota Giannis Antetokounmpo, mas creio que é aí que a sua dimensão se torna indiscutível, porque mesmo com o insucesso na melhor liga do mundo, conseguiu construir um percurso cheio de títulos coletivos e individuais e um estatuto intocável no Basquetebol mundial.

Com ou sem o estatuto de Deus, com ou sem Hall of Fame, é certo que o Basquetebol lhe deve um enorme obrigado por toda a magia que espalhou, ao longo destes anos, pelos grandes palcos da modalidade.

Foto de capa: Olympiacos BC 
Artigo redigido por Gonçalo Correia Tomás
Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos
Gonçalo Correia Tomás

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