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Chris Froome, o vencedor do Giro d’Italia 2008, bem como de duas Vueltas e quatro Tours, anunciou que, após uma década repleta de sucessos, deixará a Team INEOS (que foi Team SKY durante a maior parte da estadia de Froome) e seguirá caminho na Israel Start-up Nation.
O principal objetivo que o britânico diz ter para o resto da carreira é chegar à quinta vitória no Tour de France, igualando os recordistas Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e Miguel Indurain.
No entanto, este autor não acredita que tal venha a acontecer e estas são as cinco principais razões para essa opinião.
Foto de Capa: Le Tour de France
5.
Super happy to be out on the road again 😁☀️ #cycling #ridingsolo pic.twitter.com/4Zueqo95xE
— Chris Froome (@chrisfroome) May 12, 2020
Idade – Neste momento, Chris Froome tem 35 anos. Ora, se essa idade não é impeditiva de alcançar grandes resultados – Valverde é o mais claro exemplo disso mesmo -, é, ainda assim, um corte temporal importante para quem pretende vencer provas de três semanas.
Aliás, em toda a história, só dois ciclistas venceram Grandes Voltas depois dos 34 anos de idade, Firmin Lambot (Tour de France 1922) e Chris Horner (Vuelta a España 2013). A idade não perdoa nem mesmo aos maiores dos campeões e, vindo Froome de uma gravíssima lesão, mais provável é que sofra esses efeitos.
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Welcome to our family, CHRIS FROOME!
ברוך הבא , כריס
Full statement : https://t.co/kXkZy3Uogq pic.twitter.com/eUKlwdWpdG— Israel Start-Up Nation / Israel Cycling Academy (@YallaIsraelSUN) July 9, 2020
Equipa – Uma das razões que dá à INEOS um poderio enorme no mundo do ciclismo é a sua estrutura. Quer pelos bolsos bem fundos, quer porque, uma e outra vez, já demonstrou estar sempre um passo à frente em termos organizativos. Os seus afamados “marginal gains” já foram alvo de muitas piadas, mas a verdade é que a equipa não perde uma oportunidade de dar aos seus ciclistas as melhores condições para vencer e os resultados estão à vista de todos.
Por outro lado, o conjunto israelita tem uma história algo diferente. Desde um conjunto de contratações um pouco incompreensíveis – quase como se acreditando que contratando o maior número possível de sprinters de segunda linha, algum acabará por ganhar algo – a resultados desportivos que nunca deslumbraram. Adicionalmente, a subida para o World Tour surgiu após uma fusão com a Katusha, talvez a equipa pior organizada do escalão. Muito terá que mudar para dar a Froome o apoio necessário.
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When the seven-time Grand Tour winner helps you straighten out your race numbers. @Andrey_Amador is quickly finding out what a great guy @chrisfroome is #UAETour pic.twitter.com/5VCOTWvxz3
— Team INEOS (@TeamINEOS) February 26, 2020
Gregários – Mas, não é só a nível organizativo que se fará sentir a mudança de equipa. Na INEOS, havia sempre gregários de luxo disponíveis. De Boasson Hagen a Luke Rowe, de Richie Porte a Mikel Landa, Froome esteve sempre protegido ao máximo em todos os terrenos nos Tours que ganhou.
O mesmo não se poderá dizer, para já, da Israel Start-up Nation. O plantel do conjunto israelita é muito mais frágil e nem a presença de alguns nomes fortes como Dan Martin ou Nils Politt chega para enganar. Ao não ser que a equipa faça uma revolução no mercado – o que não parece provável, já que ainda há dias renovou com Matthias Brandle -, Froome terá ao seu dispor uma equipa bem mais modesta do que o que sempre esteve habituado.
2.
🇨🇵#Tour2020@tom_dumoulin, @rogla, @s_kruijswijk to the Tour as team leaders.
“We’re going to do everything to conquer the yellow”, @merijnzeeman💛#samenwinnen pic.twitter.com/FyE1t1A7mZ
— Team Jumbo-Visma cycling (@JumboVismaRoad) December 20, 2019
Adversários – O primeiro grande problema de Froome é que passará a correr contra a INEOS. A equipa britânica é uma máquina extremamente bem oleada no Tour, com dois ciclistas que já venceram a prova, Thomas e Bernal, e recheada dos melhores gregários que se pode ter. Não é por acaso que venceu sete das últimas oito edições do Tour e com quatro ciclistas diferentes.
Mas, também de outros lados virão perigos cada vez maiores. A Jumbo-Visma em crescimento está a criar um monstro de três cabeças com Dumoulin, Roglic e Kruijswijk, Thibaut Pinot está a chegar ao pico da carreira, a UAE Emirates finalmente encontrou o seu homem Tadej Pogacar,…
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🥋🆚 ⚽️ So who’s wearing the best outfit?
🥋🆚⚽️ Alors qui porte la meilleure tenue ?#SaitamaCriterium pic.twitter.com/iKrVRNKx1b
— Tour de France™ (@LeTour) October 26, 2019
Aliados – No ciclismo nem tudo se resolve com colegas de equipa. Desde os favores entre Contador e Tiralongo à malfadada oferta de roda de Gerrans a Porte ou ao trabalho de Eisel para Cavendish nos Mundiais, o que não faltam são exemplos de como no pelotão há que contar também com ajudas de amigos de outras cores.
No entanto, Chris Froome não pode contar com muitos. Dono de uma personalidade complicada, o britânico não é muito amado no pelotão e não só não contará com grandes auxílios em horas de aperto, como terá muitos que não hesitarão em fazer os possíveis para lhe dificultar ainda mais a vida.











