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Altura das grandes decisões na Vuelta

André Filipe Antunes · 4 min

Altura das grandes decisões na Vuelta
Foto: INEOS

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Com a chegada da última semana de Volta a Espanha (La Vuelta), chega também a altura das grandes decisões. A faltar 6 etapas, o equatoriano Richard Carapaz lidera com uma vantagem de 10 segundos para o esloveno Primoz Roglic.

Uma Vuelta recheada de montanha, com poucas oportunidades para os homens mais rápidos, fez desta edição o cenário ideal para trepadores. No entanto, a luta pelo primeiro lugar está em aberto, com 1m50s a separar o primeiro do quinto lugar.

A semana final começa com um contrarrelógio de 33,7 quilómetros entre Muros e o Mirador de Ézaro. Os últimos dois quilómetros são duríssimos porque existem rampas a mais de 16% de inclinação. Este é o cenário ideal para Roglic passar para primeiro lugar, recuperando a camisola vermelha a Carapaz, visto que o esloveno é um dos melhores do mundo na especialidade. Por outro lado, o equatoriano sente dificuldades no esforço individual da montanha. Do top dez, Roglic, Enric Mas e Wout Poels poderão ser os beneficiados no final do dia.

A etapa 14, apresenta algumas dificuldades, com três contagens de terceira categoria ao longo do percurso. Esta conta também com uma chegada empinada, com o quilómetro final a ter 6,5% de inclinação média. É uma jornada extensa de 204,7 quilómetros, entre Lugo e Ourense.

A etapa seguinte é a mais longa da competição. Trata-se de uma ligação de 230,8 quilómetros entre Mos e Puebla de Sanabria. O terreno será novamente ondulado, com cinco contagens de montanha de terceira categoria. A última contagem estará, aproximadamente, a cerca de 20 quilómetros da meta, com a parte final a ser em descida/terreno plano.

A etapa 16 trata-se de uma ligação de 162 quilómetros entre Salamanca e Ciudad Rodrigo. Ao longo do percurso, os ciclistas vão passar por uma contagem de segunda categoria, com 13,8 quilómetros a 4.4% de inclinação média para depois enfrentar a subida de primeira categoria de El Robledo, de 11,7 quilómetros, com 3.8% de pendente média. As últimas dificuldades estarão a mais de 20 quilómetros do final, o que abre a possibilidade para vários desfechos.

A etapa 17 será a etapa decisiva, onde se podem marcar grandes diferenças. Uma jornada de 178,2 quilómetros, entre Sequeros e Alto de la Covatilla. A primeira dificuldade será 35 quilómetros após a partida, com o Alto Portillo de Las Batuecas, subida de 10,1 quilómetros, a 6,5% de inclinação média. Depois segue-se o Alto de San Miguel Valero, com uma extensão de 12 quilómetros a 3,4%.

A terceira categoria de Alto de Cristóbal é a seguinte, com 6,2 quilómetros a 4,7%. O Alto de Penacaballera estará aos 134,6 quilómetros, com 4,6 quilómetros a 5,3%. Por fim, resta a segunda categoria do Alto de la Garganta, com 12 quilómetros a 4,8%, e a categoria especial de Alto de la Covatilla, uma subida de 11,4 quilómetros com 7,1% de pendente média. Os ciclistas estarão no final do dia, praticamente, a 2000 metros de altura.

A etapa 18 será o dia da consagração, com uma viagem de 124,2 quilómetros entre o Hipódromo de la Zarzuela e Madrid. Esta é uma etapa traçada maioritariamente para os sprinters.

Este ano, a Vuelta não conta com as habituais 21 etapas, que passaram para apenas 18. São menos dias de competição, mas a prova espanhola permanece com um nível de dureza elevado. As etapas 14, 15 e 16 são boas tiradas para uma fuga escapar com sucesso e chegar à vitória, mas tudo irá depender do trabalho das equipas dos homens da geral no pelotão.

O homem mais forte parece ser Roglic que, após ter perdido o Tour no último dia, quer dar uma resposta positiva à equipa. O líder da Jumbo já venceu por três ocasiões nesta edição, mostrando-se em forma para renovar o título de 2019, de vencedor da Vuelta.

Carapaz tem dado luta ao ciclista da Jumbo-Visma, mas ganhou pouco tempo na etapa do alto do Angliru, terá a derradeira chance no alto de la Covatilla, visto que deverá perder bastante tempo no contrarrelógio. Hugh Carthy tem estado a um nível nunca visto, situando-se num surpreendente terceiro lugar, resta saber como será a sua terceira semana.

Palpite: Roglic recupera a camisola vermelha no contrarrelógio, não largando mais até ao final da competição. A camisola verde será também do esloveno. Enric Mas irá estar no pódio final da classificação geral, levando também a camisola da juventude.

TOP 10 APÓS SEGUNDA SEMANA DA VUELTA

 

1.º lugar- Richard Carapaz ( Ineos Grenadiers) 48h29m27s

2.º lugar- Primoz Roglic (Team Jumbo Visma) +10s

3.º lugar- Hugh Carthy (EF Pro Cycling) +32s

4.º lugar- Dan Martin (Israel Start-Up Nation) +35s

5.º lugar- Enric Mas (Movistar Team) +1m50s

6.º lugar- Wout Poels (Bahrain-Mclaren) +5m13s

7.º lugar- Felix Grosschartner (Bora-Hansgrohe) +5m30s

8.º lugar- Alejandro Valverde (Movistar Team) +6m22s

9.º lugar- Aleksandr Vlasov (Astana) +6m41s

10.º lugar- Mikel Nieve (Mitchelton-Scott) +6m42s

Camisola dos Pontos- Primoz Roglic (Jumbo Visma) 147 pontos

Camisola da Juventude- Enric Mas (Movistar Team) 48h31m17s

Camisola da Montanha- Guillaume Martin (Cofidis) 76 pontos

Classificação por equipas- Movistar Team  45h46m13s

André Filipe Antunes

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