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A 83.ª edição da Volta a Portugal irá para estrada de 4 a 15 de agosto, ao longo de 1559,7 quilómetros divididos entre as dez etapas e o prólogo inicial. No primeiro dia, os 5,4 quilómetros iniciais irão divulgar o primeiro camisola amarela da prova, na chegada à Praça do Império, em Lisboa, enquanto que as últimas decisões estão guardadas para o contrarrelógio final em Vila Nova de Gaia.
Foto de Capa: Volta a Portugal
PERCURSO
Uma das maiores novidades acontece na 5.ª etapa, com chegada a Miranda do Corvo, na zona centro do país, num local inédito: Observatório do Parque Eólico de Vila Nova. Irá ser uma etapa dura, com uma subida à Serra da Lousã durante dez quilómetros, com pendente média de 9%. O local de partida para esta etapa também é novidade, pois o município da Mealhada não recebia a Volta, como local de partida, há 44 anos!
Prólogo: Tudo começa com o já habitual prólogo de abertura para definir o primeiro líder da prova. Tal como no ano passado, a cidade de Lisboa volta a receber o privilégio de abrir a prova.
1.ª etapa: Ao segundo dia, ainda dentro do distrito de Lisboa, o pelotão parte para a primeira etapa do concelho de Vila Franca de Xira. O município já não recebia uma partida desde 2017, na altura com ligação a Setúbal. Desta vez fará conexão com a cidade de Elvas, no distrito de Portalegre, numa extensão de 193,5 quilómetros. A etapa terá três metas volantes e duas contagens de montanha: MV-Vendas Novas (56,6 km), 4.ª categoria Montemor (79,7km), MV-Arraiolos (102km), 4.ª cat. Vila Boim (172,8km) e a última meta volante já dentro de Elvas (182,6km). Esta será a etapa mais longa da prova, com uma previsível chegada ao sprint.
2.ª etapa: Uma jornada que se espera calorenta! Partida da cidade de Badajoz, já dentro de Espanha, com chegada expectável à cidade de Castelo Branco. Serão 181,5 quilómetros, com três metas volantes instaladas e três contagens de montanha: MV Campo Maior (14,3 km), MV Portalegre (83,5 km), 3.ª cat. Monte Paleiros (91,1 km), 3.ª cat. Serra de S. Miguel (145,5 km), MV Vila Velha de Rodão (151,7 km) e prémio de montanha em Retaxo (168,3 km). Etapa plana com grandes chances de acabar em sprint.
3.ª etapa: Saída da bonita vila da Sertã, a repetir a partida do ano passado, também à terceira etapa e com ligação ao mesmo local de chegada, o temido alto da Torre! Sempre uma das jornadas mais duras da competição e onde são feitas as primeiras grandes diferenças, muitas vezes definitivas. O ponto mais alto de Portugal continental recebe assim a primeira chegada de montanha desta edição. Serão 159 quilómetros, com quatro prémios de montanha e três metas volantes: 2.ª categoria em Serra de Alvelos (40 km), MV Oleiros (46,6 km), seguida de uma 4.ª categoria aos 60,8 km, 3.ª cat. na aldeia do Orvalho (72,7 km), MV Fundão (119 km), MV Covilhã (138,8 km) e uma contagem de categoria especial a coincidir com o final na Torre (159 km).
A mítica subida à Torre é já no dia 7 de Agosto! 🚴🏻
O pelotão da Volta a Portugal @Continente_PT parte da Sertã até ao ponto mais alto de Portugal continental! 🇵🇹
De 4 a 15 de Agosto acompanhe a 83ª Volta a Portugal Continente em Bicicleta 🇵🇹 pic.twitter.com/56Mtwt7w2s
— Volta a Portugal (@VoltaPortugal) July 30, 2022
4.ª etapa: Ligação entre as cidades de Guarda e Viseu, numa extensão de 169,1 quilómetros, antecedendo o dia de descanso. Um dia com três contagens de montanha e três metas volantes: MV-Pinhel (29,2 km), 3.ª categoria em Broca (56,3 km), 4.ª cat. em Penedono (90,2 km), MV-Sernancelhe (108,2 km), e 4.ª cat. em Aguiar da Beira (123,8 km) e MV-Sátão (147,7 km). Espera-se uma chegada para os homens mais rápidos, mas como sucede à etapa da Torre e antecede o dia de descanso até pode dar para a fuga do dia.
5.ª etapa: Uma das maiores novidades desta edição, com partida na Mealhada e chegada a Miranda do Corvo, mais concretamente ao Observatório de Vila Nova. Serão 165,7 quilómetros, com três metas volantes e duas contagens de montanha: MV-Cantanhede (29,6 km), MV-Condeixa-a-Nova (90,8 km), 4.ª categoria em Miranda do Corvo (113,9 km), MV- Lousã (142,2 km) e 1.ª cat. na chegada ao Observatório de Vila Nova (165,7 km). Uma tirada para os homens da geral fazerem diferenças na ascensão final.
6.ª etapa: A sexta etapa, no dia 11 de agosto, terá lugar entre Águeda e Maia, numa extensão de 159,9 quilómetros. Haverá espaço para três metas volantes e dois prémios de montanha: MV-Oliveira de Azeméis (59,1 km), MV- Santa Maria da Feira (76,9 km), 4.ª cat. Santa Maria da Feira (81,3 km), MV-Gondomar (122,5 km) e 3.ª cat. Serra de Santa Justa (129,1 km). Uma etapa para homens rápidos no papel.
7.ª etapa: Uma ligação entre Santo Tirso e Braga, 150,1 quilómetros, com dois prémios de montanha e três metas volantes: MV- Póvoa de Varzim (28 km), MV-Esposende (46,6 km), 4.ª cat. em Vila Franca (70,9 km), MV-Ponte de Lima (98,5 km), 2.ª cat. no Sameiro (141,6 km). A subida ao Sameiro, já na parte final da etapa, terá um papel importantíssimo no desfecho da etapa. Espera-se uma subida muito atacada.
8.ª etapa: A entrar na fase decisiva da Volta, o pelotão começa a antepenúltima etapa em Viana do Castelo com rumo à já habitual cidade de Fafe. Serão 182,4 quilómetros com direito a três metas volantes pelo meio e quatro contagens de montanha: MV-Valença (45,2 km), 3.ª cat. Extremo (80km), MV-Ponte da Barca (102,3 km), 3.ª cat. Portela do Vade (113,1 km), 4.ª cat. em Geraz do Minho (147,3 km), MV-Póvoa de Lanhoso (151,1 km), 4.ª cat. em Golães (177,8 km). Uma etapa com muito sobe e desce. Caso uma fuga numerosa se venha a forma será difícil de voltar a alcançá-los. Será uma etapa boa para colocar homens na fuga, visto que é dura e no dia seguinte joga-se a última cartada possível na montanha para os homens da geral.
9.ª etapa: Para muitos a verdadeira etapa rainha da competição! A mítica chegada à Senhora da Graça, numa ligação entre Paredes e Mondim de Basto, com 174,5 quilómetros de extensão. Durante a etapa os corredores terão de passar por cinco contagens de montanha e três metas volantes: 4.ª categoria aos 11,6 km, MV-Paredes (31,2 km), MV-Amarante (66,8 km), 1.ª cat. Serra do Marão (96,7 km), 4.ª cat. Velão (112,1 km), 1.ª cat. Barreiro (133,4 km), MV-Mondim de Basto (162,8 km), 1.ª cat. Mondim de Basto (174,5 km). Serão feitas as últimas diferenças na montanha, aqui, no Monte Farinha, tem de se recuperar o tempo perdido ou proteger as margens ganhas nos dias anteriores. Quem for mau no contrarrelógio tem de se chegar à frente.
10.ª etapa: O contrarrelógio individual final a definir as contas da geral, desta vez com partida no Porto e chegada a Vila Nova de Gaia (18,6 km). É o último dia para mexer nas contas da geral. Não é um trajeto cem por cento plano, tem alguma subida, mas a vitória deverá cair para os melhores contrarrelogistas.
Estão preparados para o que aí vem? 😎
A caravana da 83ª Volta a Portugal Continente está quase quase na estrada 🚴🚴#VP22 pic.twitter.com/2jD0W73cT8— Volta a Portugal (@VoltaPortugal) July 23, 2022
EQUIPAS
Ao todo serão 18 equipas presentes, totalizando 126 corredores em competição. Estarão presentes nove equipas continentais nacionais: Aviludo/Louletano, LA Alumínios/Credibom/Marcos Car, ABTF Betão/Feirense, Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel, Rádio Popular/Paredes/Boavista, Kelly/Simoldes/UDO, Tavfer/Mortágua/Ovos Matinados, Efapel Cycling e Glassdrive Q8 Anicolor.
Juntam-se ainda três ProTeams espanholas, já habituais na prova, e uma americana: Burgos-BH, Caja Rural, Euskaltel-Euskadi e Human Powered Health. Para o pelotão ficar completo faltam as cinco equipas continentais estrangeiras: Wildlife Generation Pro Cycling, Java Kiwi Atlântico, Trinity Racing, Electro Hiper Europa-Caldas e Bai/Sicasal/Petro de Luanda.
Podemos esperar as equipas nacionais na máxima força. As equipas estrangeiras vêm com equipas de segunda linha, maioritariamente, devido à participação simultânea em outras provas. Ao mesmo tempo da Volta a Portugal irá decorrer a Volta a Burgos, onde as equipas espanholas têm elencos mais fortes. A Volta à República Checa também irá desenrolar-se pelas datas da Volta a Portugal, contando com a presença de uma boa parte da equipa da Human Powered Health.
FAVORITOS À VITÓRIA
Saltam logo à cabeça dois nomes que até são da mesma equipa: Maurício Moreira e Frederico Figueiredo (Glassdrive Q8 Anicolor). O primeiro terminou em segundo lugar na Volta do ano transato, enquanto que o segundo fechou em quinto lugar na geral. O uruguaio não esteve a grande nível no início da época, mas venceu há pouco tempo o GP Anicolor, pode ser um indício que a boa forma está a chegar. Frederico Figueiredo tem feito uma temporada à sua medida, conquistando a clássica das Aldeias do Xisto em março, seguindo-se a Volta a Albergaria e o GP de Torres Vedras, onde acabaria por vencer três camisolas e a etapa com final no alto do Montejunto. É um dos melhores trepadores portugueses da atualidade, ficando a faltar-lhe capacidade no contrarrelógio. A Glassdrive, desde já, é a equipa mais bem apetrechada para atacar os diferentes tipos de terreno, começando logo ao primeiro dia com Rafael Reis. Ele que é campeão nacional de contrarrelógio e no ano passado fez um brilharete na Volta, vencendo por quatro ocasiões e conquistando a camisola verde.
Depois surgem vários ciclistas que já finalizaram dentro do top dez, casos de: António Carvalho, Vicente de Mateos, André Cardoso, Henrique Casimiro, Alejandro Marque e Délio Fernández.
Atenção a Tiago Antunes (Efapel), que tem estado a muito bom nível este ano, pode perfeitamente fechar no pódio da Volta. Terá na equipa nomes experientes como Henrique Casimiro, juntando-se ainda Joaquim Silva. A Efapel deverá ser uma das equipas a tentar fazer frente ao poderio da Glassdrive.
De salientar ainda nomes como: César Fonte, Luís Gomes, Luis Fernandes, Gonçalo Leaça, Bruno Silva, Emanuel Duarte, Gaspar Gonçalves, Hugo Nunes, António Barbio e Javier Moreno.
São estas as camisolas Oficiais da 83ª Volta a Portugal Continente! 🚴🏻
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— Volta a Portugal (@VoltaPortugal) July 27, 2022
Há poucos candidatos à geral nas equipas estrangeiras, estando na Volta a pensar sobretudo em vitórias em etapas. Dentro das formações podemos destacar Kyle Murphy, que em “dias sim” pode subir juntamente com os melhores, mas depois das duas vitórias em etapas no ano passado, o ciclista dos EUA poderá estar com outras ideias.
Dentro da Caja Rural, Yesid Pira, Andoni Abetxuko e Joseba Lopez poderão fazer uma gracinha. Este último sagrou-se campeão nacional espanhol de estrada, na categoria de sub-23. Na Burgos temos Pelayo Sanchez, que terminou em 7.º lugar na Volta ao Alentejo, vencendo a classificação da juventude, e Adria Moreno que poderá ser o principal nome. Ele finalizou no 13.º lugar na edição transata. Dentro da equipa Wildlife temos Jonathan Clarke e Noah Granigan.
Na equipa venezuelana da Java Kiwi Atlântico encontra-se um nome a manter debaixo de olho, o espanhol Xavier Cañellas, que tem feito vários resultados interessantes nesta temporada, sobressaindo o seu terceiro lugar na clássica espanhola de Villafranca-Ordiziako, onde ficou apenas atrás de Simon Yates e de Dion Smith, e à frente de Juan Ayuso.
Para a classificação da montanha ter atenção a Hugo Nunes, Bruno Silva, Alberto Gallego, André Cardoso, Gaspar Gonçalves, Luís Fernandes e Luís Gomes.
Na camisola dos pontos, vai ser uma grande incógnita, na ausência de vários sprinters importantes. Vão haver várias chegadas para homens rápidos, mas quem irá ganhar esta classificação será um homem capaz de ultrapassar a média montanha. Luís Gomes, Rafael Reis, Rafael Silva, António Barbio, Tiago Antunes e Maurício Moreira poderão vencer.
Para a juventude, temos nomes como: Hélder Gonçalves, João Medeiros, Sánchez Pelayo e Xabier Isasa.
A classificação por equipas deverá ser ganha pela Glassdrive Q8 Anicolor, visto que têm mais nomes para atacar a geral.
Já é conhecida a lista final de participantes que vão alinhar no Prólogo da 83ª Volta a Portugal Continente! Na Grande Partida vão estar 125 corredores, num total de 18 equipas. pic.twitter.com/hsWJ8sBwjO
— Volta a Portugal (@VoltaPortugal) August 3, 2022
CONCLUSÕES
Será uma Volta que não deverá fugir ao domínio no pelotão por parte de equipas como a Glassdrive Q8 Anicolor, Efapel e Atum General/Tavira. Têm os principais nomes para a classificação geral. Dado o historial do passado, a Glassdrive deverá assumir-se como principal favorita, com Maurício Moreira, Frederico Figueiredo e António Carvalho. Uma edição com menos montanha, serão apenas 26 contagens, menos sete que no ano passado. Dois contrarrelógios, três etapas para sprinters, três de montanha e duas chegadas um pouco mais traiçoeiras, com alguma montanha. As grandes decisões estão guardadas para a etapa da Torre, na chegada a Miranda do Corvo, na Senhora da Graça e no contrarrelógio final. Esperemos que seja um bom espetáculo!












