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Com a lista já feita, não se pode deixar de notar o domínio da Boels Dolmans e dos Países Baixos, que reflete aquele que é a realidade do ciclismo feminino atual. Quanto às equipas, ainda são poucas as verdadeiramente de topo e a Boels Dolmans tem uma profundidade no seu plantel bastante acima do apresentado pelas suas rivais, o que se reflete nos resultados ao longo da época. Também em termos de países continua a haver um que se destaca, mas começa a notar-se um aproximar de outras nações que deixa adivinhar no futuro uma maior competitividade. Ainda assim, o presente é o que é e basta olhar para os resultados dos Campeonatos do Mundo deste ano para perceber o diferencial que ainda existe.
E, pronto, estas foram as melhores de um espetacular 2017. Venha daí 2018 e que nos dê ainda mais ciclismo de qualidade para apreciar.
10.

Chantal Blaak – A holandesa confirmou a sua presença nesta lista mesmo no final da época, ao sagrar-se campeã do mundo na prova de fundo em Bergen. Antes, tinha já demonstrado a sua capacidade nestas corridas em junho quando conquistara o título de campeã nacional, o que tem especial relevo quando o país de que falamos é a maior potência do ciclismo feminino. O resto da época foi também produtivo com vários top10, incluindo um podium na Ronde van Vlaanderen. Foi ainda peça chave na máquina oleada da Boels Dolmans, integrando a equipa que venceu 3 contra-relógios coletivos e a prata nos Mundiais da especialidade, bem como prestando auxílio.
9.

Megan Guarnier – A época de Megan Guarnier fica marcada pela regularidade e os seus bons resultados ganham especial relevância quando consideramos que passou grande parte do ano a trabalhar em prol de colegas. Foi assim a ajudar van der Breggen no Tour of Califórnia, onde ganhou uma etapa, e no Giro Rosa, em que foi 4ª da geral e ganhou uma etapa individual e o contra-relógio coletivo, e a apoiar Deignan na La Course, onde terminou em 4º. No Tour of Norway foi a líder da Boels Dolmans e alcançou uma etapa e a 2ª posição da geral final. Fez também parte do alinhamento que alcançou a medalha de prata no contra-relógio por equipas dos Campeonatos do Mundo de Bergen.8.

Elizabeth Deignan – Mais uma ciclista da Boels Dolmans e mais uma que alcançou resultados de excelência mesmo quando não era a principal arma da equipa. A britânica foi uma das mais fortes e consistentes em provas de um dia durante toda a época, vencendo o GP Plouay, o Tour of Yorkshire e a prova de fundo dos campeonatos nacionais. Foi ainda 3ª na Strade Bianche e 2ª nas três clássicas das Ardenas, em todas atrás da colega de equipa van der Breggen, e na La Course.
7.

Marianne Vos – Já não é a dominadora de outros tempos, mas continua a ser presença assídua entre as melhores do mundo. Este ano, no World Tour, venceu o Tour of Norway e fez vários top10 ao longo da época. Mas não se ficou por aí e foi campeã europeia de fundo, venceu o prestigiado BeNE Ladies Tour e 2 etapas e ainda triunfou em mais 3 provas de um dia de menor dimensão. É claro que, comparativamente, é uma sombra do que já foi, no entanto, a qualidade continua lá e os bons resultados e as vitórias vão sempre aparecendo em quantidades generosas.
6.

Jolien D’Hoore – Em termos de sprint puro, Jolien D’Hoore foi o nome mais forte da temporada e a comprová-lo tem as 11 vitórias e os muitos outros lugares entre os melhores que alcançou ao longo do ano. O mais sonante dos seus triunfos foi o do Madrid Challenge, mas a belga levou de vencidas etapas no Giro Rosa, no OVO Energy Women’s Tour e no Tour of Norway a juntar a uma exibição imperial no Tour of Chongming Island, onde conquistou a Classificação Geral e 2 das 3 etapas da prova chinesa. Foi também campeã nacional belga.
5.

Elisa Longo Borghini – Apenas três vitórias para Longo Borghini esta temporada: logo no início do ano triunfou na Strade Bianche e depois venceu os campeonatos nacionais italianos tanto em contra-relógio como na prova de fundo. No entanto, não só de primeiros lugares se faz a qualidade e a regularidade. A líder da Wiggle High 5 demonstrou toda a sua classe com uma grande exibição no Giro Rosa, em que finalizou em 2º da Geral e na La Course em que foi 3ª. Durante o restante da época, também não abdicou de deixar a sua marca com um bom número de presenças no top 10 em provas World Tour.
4.

Katarzyna Niewiadoma – Este foi o ano de afirmação da jovem polaca como um dos nomes grandes do ciclismo. Começou bem a época com o 2º lugar na Strade Bianche e deu continuidade com a presença no lugar mais baixo do pódio nas três clássicas das Ardenas. Seguiu-se a maior vitória da carreira com a Geral do OVO Energy Women’s Tour, o que confirmou o seu novo estatuto no pelotão e lhe permitiu liderar a classificação do ranking World Tour, e um 6º lugar no Giro Rosa. Na segunda metade da temporada esteve mais discreta, mas ainda faria um lugar entre as 10 melhores na La Course, na Geral do Boels Rental Ladies Tour e na prova de fundo dos Campeonatos do Mundo.
3.

Coryn Rivera – No seu primeiro ano a correr na Europa, a americana foi uma bela surpresa na forma como rapidamente se afirmou como uma das mais fortes do pelotão, especialmente nos sprints, mas também em algumas provas mais duras. As suas vitórias foram ao mais alto nível, no Trofeo Alfredo Binda, na Ronde van Vlaanderen e na Ride London e fechou top10 na Amstel Gold Race, na Flèche Wallonne e na Madrid Challenge, onde só foi batida por D’Hoore. No regresso à América, venceu uma etapa e conseguiu um lugar entre os melhores na Geral do Tour of Califórnia. Para fechar com chave de ouro, fez parte da equipa da Team Sunweb que surpreendeu a super favorita Boels Dolmans e alcançou o título mundial de contra-relógio coletivo.
2.

Annemiek van Vleuten – A veterana líder da ORICA-Scott teve um temporada consistente, sempre nos lugares cimeiros e que começou logo em janeiro com a vitória na Cadel Evans Great Ocean Race. No período das clássicas também se mostrou a bom nível, finalizando entre as 5 melhores da Strade Bianche, da Ronde van Vlaanderen e da tripla das ardenas. Depois veio o Giro Rosa em que, mesmo perdendo a possibilidade de vencer numa etapa com cortes devido ao vento forte em que a sua equipa foi incapaz de a proteger, conseguiu ainda ser 3ª da Geral e vencer 2 etapas, a classificação dos pontos e a classificação da montanha. Seguiram-se as vitórias nos Campeonatos Nacionais de contra-relógio, na La Course, a clássica organizada pelo Tour de France que este ano teve uma chegada em alto no Col d’Izoard, e na Geral do Boels Rental Ladies Tour. Finalmente, nos Mundiais, venceu a medalha de ouro na prova de contra-relógio e foi 4ª na prova de fundo, integrada na equipa da vencedora.
1.

Anna van der Breggen – Foi uma época de sonho para a líder da Boels Dolmans que começou por fazer a tripla das ardenas, vencendo Amstel Gold Race, Flèche Wallone e Liège-Bastogne-Liège na mesma semana para de seguida ir ao Tour de Califórnia vencer a Geral por 1 segundo, conquistando a liderança na última etapa através das bonificações. No Giro Rosa, a prova rainha do ciclismo feminino, a sua equipa venceu o contra-relógio coletivo inaugural e Breggen assumiu a liderança logo ao segundo dia para não mais largar, estando sempre entre as melhores. Foi aos Europeus conquistar o bronze no contra-relógio e depois ao Boels Rental Ladies Tour ficar em 2º na Geral e vencer uma etapa. Nos Campeonatos do Mundo, levou para casa duas medalha de prata nas provas de contra-relógio, coletivo e individual, e foi à prova de fundo ajudar Chantal Blaak a ganhar, acabando ainda também ela dentro das 10 melhores. A sua regularidade e qualidade dos resultados foi confirmada com a vitória na classificação individual do ranking WorldTour.
Foto de Capa: Giro Rosa












