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Campeonato Nacional de Contrarrelógio: Emirates voa para a dobradinha

José Baptista · 2 min

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A CRÓNICA: RITMO COMPETITIVO FAZ TODA A DIFERENÇA

Foi sem grandes surpresas que a UAE Team Emirates conquistou o título nacional de contrarrelógio. Surpreende um pouco, sim, que o tenha sido com Ivo Oliveira e não com Rui Costa, mas os atletas da equipa World Tour partiam em clara vantagem.

Desde a pandemia, os ciclistas da équipa do Médio Oriente foram dos poucos presentes nos nacionais com competição, e as pernas apuradas pelo Tour de Pologne fizeram-se notar.

O primeiro bom tempo até foi o de Tiago Machado, mas, pouco depois, apareceria Ivo Oliveira para assumir a liderança. O jovem de 23 anos, que começou a época de forma negativa ao falhar o apuramento olímpico, aproveitou a sua oportunidade para dar a volta ao texto e alcançar o seu maior resultado até ao momento como profissional.

Já campeão da especialidade em Sub23 e juniores, Ivo Oliveira sagrou-se também campeão nacional, após ver nomes mais estabelecidos como José Neves, José Gonçalves e o seu colega de equipa falharem na tentativa de bater o seu registo. O ex-campeão do mundo de fundo, Rui Costa, foi dos últimos a partir para a estrada e tinha sobre si o favoritismo, mas acabou nove segundos mais lento.

Guilherme Mota deu à Kelly/InOutBuild/UD Oliveirense o título de Sub23
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

Nos Sub23, Guilherme Mota esteve em grande nível (o seu tempo daria para top-15 entre os Elites) e impôs-se a Daniel Dias, que, apenas no seu primeiro ano na categoria, começa a afirmar-se como um nome a ter muito em conta para o futuro, e aos emigrantes Pedro Andrade, Daniel Viegas e Iuri Leitão.

Foto de capa: José Baptista/Bola Na Rede

CICLISTA DO DIA

Tiago Machado – Poucos esperariam ver o veterano da Efapel nesta posição depois da desilusão que foi a época de 2019. No entanto, o trabalho específico na ‘cabra’ compensou e o famalicense arrecadou um bronze que o consagra como o melhor dos que correm por cá. A repetição do título de 2009 ficou perto e Tiago Machado sai de cabeça erguida desta batalha.

DESILUSÃO DO DIA

Rafael Reis – É difícil apontar o quarto classificado como a maior desilusão, mas, depois de ter lutado ao segundo com Rui Costa pela triunfo no crono de reabertura na Anadia, esperava-se que viesse dele a maior ameaça ao domínio da UAE Team Emirates. Ainda assim, não foi. Os 26 segundos que o separaram do ouro são uma eternidade para quem tarda em conquistar um título que, em mais jovem, parecia um dado certo que alcançaria.

Artigo revisto por Mariana Plácido

José Baptista

Redação Bola na Rede · ver artigos