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Colbrelli obtém vitória categórica no Paris-Roubaix | Ciclismo

André Filipe Antunes · 3 min

Colbrelli
Foto: Paris Roubaix

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O italiano Sonny Colbrelli sagrou-se, este domingo, vencedor da 118.ª edição do Paris-Roubaix, batendo Mathieu Van der Poel e Florian Vermeersch no sprint. Foi a sua primeira participação na prova francesa e logo a fechar com chave de ouro.

Depois do interregno de 2020, a prova voltou à estrada, com condições climatéricas favoráveis a complicações, visto que a chuva e a lama foram uma constante durante o dia.

Para além de ser um dos cinco monumentos, o Paris-Roubaix é, para muitos, a prova de um dia mais bela do calendário internacional. Os trilhos de empedrado, o cenário envolvente, a euforia do público e a dureza do percurso colocam a prova noutro patamar – um verdadeiro “Inferno do Norte”!

Foi uma edição que trouxe a chuva, 18 anos depois, para causar ainda mais dificuldades aos ciclistas. Foram 258 quilómetros com muitas quedas e furos à mistura, mas, no final, foram apenas três a discutir o triunfo.

Vários nomes importantes ficaram afastados da discussão final devido a infortúnios. Foi o caso de: Stefan Kung, Peter Sagan, Edward Theuns, Mads Pedersen, Florian Senechal, Lampaert, Asgreen e Jasper Stuyven. O português André Carvalho também foi ao chão quando até estava a realizar uma boa prova.

A corrida começou a intensificar-se a 62 quilómetros do fim, quando Gianni Moscon, Tom Van Asbroeck e Florian Vermeersch seguiam isolados na frente. Após nove quilómetros, o italiano Moscon despachava os seus colegas e seguia numa jornada a solo. Mathieu Van der Poel vinha atrás juntamente com Boivin e Colbrelli.

Wout Van Aert seguia num terceiro grupo, visto que não conseguiu responder às movimentações de MVDP no setor 17 de empedrado. O ataque do holandês estragou as contas a vários nomes importantes, quando ainda faltava muita corrida.

A vantagem de Moscon para os perseguidores, a 30 quilómetros do final, era de pouco mais de um minuto. Mas depois vieram os problemas, pois o italiano furou a 30 km do final e caiu 4000 metros depois, devido a uma escorregadela numa zona lamacenta.

Com Asbroeck para trás e com a queda de Boivin, eram apenas três na perseguição, chegando depressa a Moscon, que viu a sua vantagem a esfumar-se.

Foto de capa: Parix Roubaix

Moscon ficaria para trás, deixando o pódio completo na frente. Ainda houve algumas tentativas de longe, mas acabou tudo resumido ao sprint final.

Depois do último setor de pavé, foi Mathieu Van der Poel quem assumiu a liderança do grupo, praticamente até à entrada do Velódromo de Roubaix, juntamente com Colbrelli e Vermeersch.

O jovem belga da Lotto Soudal lançava o sprint, mas o campeão europeu de estrada fez sentir a sua presença com nova vitória na “bagagem”. Vermeersch fecharia em segundo lugar, enquanto o titã MVDP acabava em terceiro. Moscon ainda arrebatou um honroso quarto posto.

Talvez possamos afirmar que os grandes derrotados foram os elementos da Deceuninck-Quick Step. Desde 2012 que a equipa belga Quick Step vinha a colocar pelo menos um elemento no pódio da corrida.

A equipa Trek-Segafredo também tinha várias cartas para jogar, mas, com tantos azares, saiu tudo “furado”. Apesar do sétimo lugar, Wout Van Aert atingiu a sua melhor classificação na prova.

Os portugueses André Carvalho e Rui Oliveira não terminaram a prova.

Sonny Colbrelli conseguiu amealhar a sua oitava vitória da temporada, depois de já ter sido campeão nacional italiano e europeu de estrada. Aos 31 anos, o corredor natural da região da Lombardia, mais especificamente da província de Brescia, atinge a sua melhor época de sempre.

“Inacreditável, este foi o meu primeiro Paris-Roubaix e acabei por ganhá-lo. Não sei, estou muito feliz. Hoje foi um dia lendário aqui em Roubaix, com tanta chuva e mau tempo desde o início e um ataque a 90 km do final, depois de Arenberg. Eu segui apenas o Van der Poel na parte final e, nos metros finais, tive um super-sprint. Segui o Mathieu, mas o corredor da Lotto Soudal foi quem começou a sprintar a 200 metros do fim. Penso que o ultrapassei para a vitória apenas a 20 ou 25 metros da linha de meta”, referiu o italiano da Bahrain-Victorious.

“Eu estava no meu limite no final. Foi super difícil, porque eu tive de prestar atenção às quedas nos primeiros setores e depois houve sempre stress para estar bem posicionado à entrada dos setores de empedrado. Este ano está a ser o meu ano. Estou muito feliz”, disse Colbrelli.

Artigo revisto por Andreia Custódio

André Filipe Antunes

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