Depois de novo dia de descanso, voltaremos a ter os principais candidatos a lutarem entre si numa etapa com uma chegada a subir. Será um bom testar de pernas depois de um CR cansativo e desgastante e o já mencionado dia de descanso. Seguidamente, voltamos às etapas que poderão terminar num frente a frente entre os homens mais rápidos do pelotão, sendo que a 11.ª etapa será mesmo praticamente plana e uma boa oportunidade para os líderes das equipas gerirem bem o esforço e “descansarem”.

As etapas 13 e 14 poderão ser decisivas na seleção dos favoritos à conquista da maglia rosa. Quem não estiver bem nestes dias, poderá dizer adeus, em princípio, à oportunidade de conseguir um resultado de topo na tabela classificativa. A etapa 14, principalmente, será mesmo um verdadeiro teste à qualidade de trepador de cada um dos ciclistas presentes. Iremos ter seis subidas, começando em Passo Pordoi (9,2 kms a 6,9% de inclinação) e terminando em Passo Valparola (11,5 kms a 5,8% de inclinação). Será, sem dúvida, um sábado bastante interessante e promissor.

No domingo, teremos a já referida crono escalada, com pouco mais de 10 kms, mas um CR bastante duro e que poderá servir de “tie-breaker” entre alguns dos candidatos. Depois dessa etapa, voltaremos a ter um dia de descanso.

Este Giro terá vários momentos de montanha, como o Cima Coppi, representado na imagem  Fonte: dorsal51.wordpress.com
Este Giro terá vários momentos de montanha, como o Cima Coppi, representado na imagem
Fonte: dorsal51.wordpress.com

Chegamos, então, à terceira e decisiva semana da prova, com três oportunidades para os favoritos, duas para os sprinters e uma etapa onde uma fuga poderá ter real sucesso (poderão ser poucas as oportunidades para tal neste Giro). A primeira dessas etapas montanhosas terá “apenas” 132 kms, com o seu final a ser numa contagem de terceira categoria e antecedida por outra de segunda, com cerca de 10 kms a 7,25% de inclinação. Há que ter em atenção esta etapa, porque nunca é demais recordar que, no último ano, Fábio Aru provavelmente terá perdido aqui (e na etapa seguinte) o Giro para Alberto Contador, devido à diferença que faz o dia de descanso (por vezes, o descanso acaba por ser mais negativo do que positivo).

Na 17.ª etapa teremos, em princípio, chegada ao sprint com os homens mais rápidos que ainda “sobrarem” depois de várias etapas de montanha e de contrarrelógios exigentes. A etapa seguinte irá ser marcada por ser a etapa com mais quilómetros da prova: mais de 240. Sendo uma etapa plana até metade e com algumas “pequenas” subidas no final e tendo em conta que as duas etapas seguintes terão bastante montanha, poder-se-á prever a possibilidade de uma fuga vingar.

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Chegamos à etapa 19 e ao bem conhecido Cima Coppi, subida mais alta de toda a prova, com 2744 metros de altura, e “colocado” a meio da etapa. O final será em Risoul, subida final com 12,8 kms e a 6,9% de inclinação. Depois disso, teremos a etapa 20 e que irá percorrer os Alpes, mais propriamente entre a francesa Guillestre e a italiana Sant’Anna di Vinadio. A etapa terá três subidas bastante desgastantes e uma subida final de terceira categoria que acredito que não faça tantos “estragos” como a penúltima subida.

Este Giro irá terminar em Turim numa etapa, novamente, com final esperado ao sprint e entre os homens mais rápidos que conseguiram superar toda a exigência desta prova e aqueles que ainda estarão na luta pela camisola dos pontos, se o vencedor desta ainda estiver em aberto. Será, igualmente, uma etapa de consagração para o homem mais forte da edição que antecederá a prova centenária deste Grand Tour em terras italianas.