Esta será a 12.ª vez em que o Giro irá começar fora de Itália. Em relação a totais, portanto, serão 3463,1 quilómetros em 21 etapas, com a média a ser de 164,9 kms por etapa, sendo que 61,1 kms deste Giro serão em contrarrelógio. Sem dúvida, muitas oportunidades propícias a um excelente espetáculo.

Será que o Tubarão irá voltar a festejar no final de um Grand Tour?  Fonte: The Guardian
Será que o Tubarão irá voltar a festejar no final de um Grand Tour?
Fonte: The Guardian

Em termos de favoritos para vencer esta prova, tal como disse, iremos ter três principais nomes para tal. Vincenzo Nibali está num restrito grupo de elite que já venceu as três grandes voltas. Vincenzo está de regresso ao seu país para a sua prova predileta, visto que no ano passado se concentrou no Tour. O Tubarão “joga em casa” e tem a experiência de saber vencer um Giro; são estas as suas grandes “armas” para esta prova. Começou o ano por vencer a Volta a Omã, mas tem vindo a perder algum fulgor e com resultados pouco bem conseguidos tendo em conta as expetativas. Mas o italiano também costuma estar assim e depois fazer excelentes provas nos Grand Tours, se realmente estiver focado no objetivo.

Além da vitória em 2013, o ciclista de 31 anos tem ainda outros dois pódios, com dois terceiros lugares, em 2010 e 2011. Além disto, na minha opinião, tem a equipa mais forte, para as montanhas, a seu lado. A Astana, mais uma vez, vem extremamente bem apetrechada para esta prova, com ciclistas como Fuglsang, Scarponi ou Kangert para ajudaram o italiano a conseguir o seu objetivo principal.

O principal adversário do já vencedor de um Giro será o “estreante” Alejandro Valverde. Esta será a primeira vez que o espanhol irá fazer a Volta à Itália, estando, por isso, um “degrau” abaixo em termos de favoritismo para Nibali. Em termos de vitórias em grandes voltas, Valverde apresenta a vitória na Vuelta em 2009 (tendo mais cinco pódios na prova espanhola), mas tem muitos outros resultados de eleição, que fazem do espanhol um dos melhores ciclistas deste século. É um dos mais completos ciclistas da atualidade e tem tudo para brilhar numa prova italiana com várias vertentes e com algumas etapas bem ao estilo do murciano.

O ciclista de 36, apesar de não ser tão bom trepador como Nibali, tem uma melhor leitura de corrida e uma melhor ponta final, algo que poderá ser crucial para ganhar segundos importantes e que poderão ser decisivos no final. Além disso, também ele tem à sua volta uma excelente equipa. A Movistar leva ciclistas como Andrey Amador, 4.º classificado no ano passado, Giovanni Visconti, vencedor da classificação da montanha do Giro no ano passado, ou Carlos Betancur, ciclista que poderá ser uma das maiores surpresas da prova, tendo em conta um passado recente menos famoso e algo controverso.

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Valverde irá procurar a sua segunda vitória na geral de uma Grande Volta  Fonte: roadcyclinguk.com
Valverde irá procurar a sua segunda vitória na geral de uma Grande Volta
Fonte: roadcyclinguk.com

A juntar a estes dois grandes nomes, temos Mikel Landa, ciclista que terminou no pódio da edição anterior deste Giro e que promete lutar até ao fim pela prova, mesmo tendo em conta os seus conhecidos problemas com os contrarrelógios (certamente, compensará muitas das perdas na montanha, mas veremos se será suficiente ou não). O basco de 26 anos também ganhou duas etapas nessa prova, mas como corredor da Astana. Desta vez, encontra-se numa equipa como a Sky e parte como o líder da equipa. Após uma boa vitória no Giro del Trentino, é esperada muita luta por este excelente trepador. A Sky tem no seu elenco ciclistas como Mikel Nieve, Nicholas Roche ou David Lopez, que poderão ser de grande ajuda para Landa, principalmente em terrenos mais inclinados.