Publicidade

Nova temporada começa com Alberto Bettiol no degrau mais alto do pódio | Ciclismo

Ricardo Rebelo · 2 min

Nova temporada começa com Alberto Bettiol no degrau mais alto do pódio | Ciclismo
Foto: Tour Down Under

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

modalidades cabeçalho

É oficial, a temporada de ciclismo de estrada 2023 está lançada depois de Alberto Bettiol ter vencido o prólogo inaugural do Santos Tour Down Under, a competição australiana que volta a acolher o início da época ao nível World Tour.

O ciclista italiano da EF Education-EasyPost percorreu os cinco quilómetros e 500 metros pelas estradas de Adelaide em seis minutos e 19 segundos, menos oito segundos que Magnus Sheffield (Ineos-Grenadiers) e dez segundos que Julius Johansen (Intermaché-Circus-Wanty). O ex-companheiro de equipa de Rubén Guerreiro, que agora corre pela Movistar Team, admitiu que o estado do tempo e a ordem cronológica de saída dos principais candidatos à etapa de hoje foi decisivo para esta vitória.

André Carvalho, o único português em prova e a correr pela Cofidis, não esteve entre os melhores, ocupando a 92ª posição numa prova em que se espera que o português possa surpreender numa fuga ou preste o seu apoio a nomes como Bryan Coquard em finais rápidos ou a Victor Lafay na tentativa de vencer uma etapa.

À semelhança de outros anos, onde nomes como Daryl Impey, Simon Gerrans e Richie Porte venceram esta competição, os favoritos a levar o troféu relativo à 23ª edição da prova precisarão de ser competentes no terreno acidentado que vai marcar as cinco etapas restantes.

Dentro do lote de nomes apontados à vitória, sai deste prólogo em vantagem um grupo constituído por Jay Vine (UAE Team Emirates), Ethan Hayter (Ineos-Grenadiers), Simon Yates (Team Jayco-AlUla) ou Max Schachmann (Bora-hansgrohe): ciclistas que se encontram abaixo dos 30 segundos de diferença para Alberto Bettiol, que pode dar uma boa réplica deste resultado nas próximas etapas, seguindo de perto a lista de favoritos a vencer esta competição.

Do lado dos derrotados, nomes como o ex-vencedor da prova Daryl Impey (Israel-Premier Tech), Jai Hindley (Bora-hansgrohe) ou Michael Storer (Groupama-FDJ) terão que se reinventar nas próximas etapas para cobrir diferenças bem elevadas para outros ciclistas que se encontram melhor posicionados para ameaçar a liderança de Alberto Bettiol.

Este primeiro dia de Santos Tour Down Under significa também o início da temporada no principal escalão do ciclismo internacional. Para além da competição australiana, este mês ainda poderemos ver os grandes campeões do pelotão em provas de nível inferior, como a clássica “comunitat valenciana” no próximo dia 22 de janeiro ou a Volta a San Juan, na Argentina, a começar também no mesmo dia. Para finalizar o mês em cheio, a segunda prova World tour: Cadel Evans Great Ocean Road Race.

A realizar em Geelong, a nova clássica do calendário, apesar de acidentada, assenta que nem uma luva aos homens rápidos, muitos que já estão na austrália a queimar os primeiros cartuchos.

Desta forma, está iniciada mais uma temporada depois de um longo interregno. O Bola na Rede deseja a todas as equipas e respetivos ciclistas uma boa época.  

Ricardo Rebelo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.