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Os 10 melhores ciclistas das Clássicas 2018

José Baptista · 4 min

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Acabou-se um dos mais bonitos momentos do ano: a temporada das Clássicas. Durante o início da Primavera, os ciclistas enfrentam as mais duras provas de um dia, com muito paralelo, estradas estreitas e rampas inclinadas pelo caminho, que, regra geral, nunca fica abaixo dos 200 quilómetros. Em 2018, um equipa dominou em grande parte estas competições, os belgas da Quick-Step Floors, e este ranking dos 10 melhores reflete em muito essa situação.  

10.

Fonte: Grand Prix Cerami

Wout van Aert – O campeão do mundo de ciclocrosse dedicou-se, finalmente, à estrada e com tremendo sucesso. O belga foi sempre um dos melhores e, depois de se apresentar com uma presença no podium na Strade Bianche, finalizou ainda com os melhores na Gent-Wevelgem e na Ronde van Vlaanderen. Em Roubaix, o 13º posto foi excelente para uma estreia, mas não fosse um furo na altura errada e teria até estado na luta pelo terceiro posto.

9.

Fonte: AG2R La Mondiale

Romain Bardet – O francês é essencialmente um trepador e o seu grande foco têm sido as Grandes Voltas, mas nunca escondeu a sua paixão pelas clássicas e esta temporada dedicou-se com mais afinco a estas, provando que também aí tem grande potencial. Ficou a faltar uma grande vitória, mas as idas ao podium na Strade Bianche e na Liège-Bastogne-Liège já lhe dão outro crédito como classicómano. Participou também em provas de um dia mais pequenas no seu país natal com especial destaque para o triunfo na Classic de l’Ardèche Rhône Crussol.

8.

Fonte: Strade Bianche

Tiesj Benoot – Apesar de ainda ter apenas 24 anos, o belga já prometia há várias épocas e não concretizava, começando a correr o risco de ser mais uma promessa eterna adiada. Em 2018, tudo mudou e a uma épica conquista da Strade Bianche seguiram-se vários top10 nas provas do paralelo. Em seguida, rumou às ardenas onde esteve mais apagado e teve um papel mais de apoio a Vanendert e Wellens.   

7.

Fonte: Quick-Step Floors

Julian Alaphilippe – O Mur de Huy é à sua imagem e, finalmente, destronou Valverde para integrar a Flèche Wallonne no seu palmarés. Na Amstel Gold Race correu de forma demasiado conservadora e só ficou com o sétimo e em Liège ficou às portas do podium – quarto -, mas ajudando a destuir a perseguição ao colega de equipa que venceria. Parece pouco para a forma que aparentava ter, mas foi o ciclista mais consistente na semana das colinas e só isso já o colocaria entre os melhores. 

6.

Fonte: Amstel Gold Race

Michael Valgren – Este dinamarquês é um caso curioso, porque passou completamente ao lado de muitas das provas em que participou, mas quando apareceu na frente foi quase impossível pará-lo. Começou da melhor maneira com o triunfo na Omloop Het Nieuwsblad e, depois de vários resultados anónimos, voltou a estar entre os melhores na Ronde, ficando com o quarto lugar. Duas semanas volvidas, surpreendeu na Amstel Gold Race e, juntando a força à tática, somou a segunda vitória da temporada, tornando-se o único a vencer no paralelo e nas colinas.

5.

Fonte: Quick-Step Floors

Philippe Gilbert – Como se consegue ser um dos nomes da temporada sem nenhuma vitória? Gilbert responde: estando sempre entre os melhores e apenas falhando o primeiro lugar porque se presta ao papel de colega de equipa perfeito. Foi segundo no Le Samyn e no E3 Harelbeke e terceiro na Ronde van Vlaanderen, todas elas ganhas por colegas de equipa! Depois dessa forte prestação no paralelo, rumou às ardenas e voltou a estar ao trabalho, sendo outra vez fundamental para a Quick-Step, desta feita no lançar Bob Jungels para o triunfo em Liège.

4.

Fonte: Quick-Step Floors

Bob Jungels – Alcançou a maior vitória da carreira ao chegar isolado a Ana e conquistar o último monumento da Primavera, a Liège-Bastogne-Liège, imitando o que o seu compatriota Andy Schleck havia feito há nove anos. Uma conquista merecida para um ciclista polivalente e ainda muito jovem que passou o resto da semana a dar tudo em prol do colega Alaphilippe.

3.

Fonte: Paris-Roubaix

Peter Sagan – Ainda não foi desta que o tricampeão do mundo venceu a Milano-Sanremo, a prova para qual é sempre favorito e na qual já finalizou entre os dez primeiros por seis vezes. Por outro lado, finalmente conquistou o paralelo de Roubaix com um espetácular ataque a mais de 50 quilómetros da meta e que foi um dos momentos altos do ano. Pelo meio, foi sexto na Ronde van Vlaanderen e tornou-se recordista na Gent-Wevelgem. Não acusou o cansaço do pavè e ainda foi dar uma perninha às colinas com um quarto lugar e mais uma bela exibição na Amstel Gold Race. 

2.

Fonte: Milano-Sanremo

Vincenzo Nibali – Não é todos os anos que um trepador, um homem das Grandes Voltas, vencem aquela que é conhecida como a Clássica dos sprinters. Como se não bastasse, à sua vitória na Milano-Sanremo juntou exibições de gala na Ronde van Vlaanderen, onde esteve na origem do ataque vitorioso de Terpstra, e na Flèche Wallonne, mais uma que não se lhe adaptava da melhor forma, mas em que não se inibiu de estar ao ataque. Só na Liège não esteve ao seu melhor nível, mas não se lhe pode pedir tudo.

1.

Fonte: Quick-Step Floors

Niki Terpstra – Venceu de forma autoritária a Ronde van Vlaanderen e foi ao pódio do Paris-Roubaix, falhando a discussão da vitória mais por erro tático da equipa que por incapacidade. Provavelmente, isso já chegaria para ser a figura das Clássicas, mas não chegava para satisfazer o apetite de Terpstra e o holandês triunfou também no Le Samyn e na E3 Harelbeke, numa campanha quase perfeita.

Foto de Capa: Paris-Roubaix

José Baptista

Redação Bola na Rede · ver artigos