Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
A 108.ª edição da Volta à França promete muito espetáculo, visto que irão marcar presença vários nomes sonantes da modalidade. Serão 21 dias intensos, em que apenas os melhores permanecerão no sempre apetecível top dez final. Serão 3414,4 quilómetros até Paris, incluindo três chegadas em alto e dois contrarrelógios individuais. Este ano os especialistas contra o cronómetro terão 58 quilómetros para fazerem diferenças.
Esta edição, à partida, parece menos dura do que as competições anteriores, com poucas chegadas em alto e umas generosas oito etapas planas.
Existem equipas com um bloco para a montanha muito forte, casos de Ineos Grenadiers, Jumbo-Visma e UAE Team Emirates. A equipa britânica, provavelmente, será aquela com mais opções válidas para a conquista da prova. Vamos aos nomes dos favoritos para vencer a classificação geral!
Foto de Capa: Le Tour de France
1.

Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) – É corredor dono do dorsal número um e atual detentor em título, após ter vencido a edição de 2020 de forma épica. Começou a época a vencer, uma prova importante para os principais patrocinadores da equipa, o UAE Tour, onde acabou por juntar uma vitória na etapa 3, no alto de Jebel Hafeet. Venceu também a classificação geral do Tirreno Adriático, onde amealhou mais um triunfo, em Prati di Tivo. Em abril, terminou no 3.º lugar da geral da Volta ao País Basco e venceu ao terceiro dia.
Uma época marcada também pela sua primeira vitória em monumentos, com o seu espetacular triunfo na Liège-Bastogne-Liège. Mais recentemente, já em junho, levou de vencida a geral do Tour da Eslovénia, somando-se duas etapas, em modo de preparação para o Tour.
Vem com um bloco forte para a montanha, com o apoio de Brandon Mcnulty, Rafal Majka, Marc Hirschi, Davide Formolo e Rui Costa. Mikkel Bjerg e Vegard Laengen para as partes menos complicadas. Vai ser uma seta apontada ao primeiro lugar.
2.

Primoz Roglic (Jumbo-Visma)- O líder da Jumbo-Visma esteve muito perto de vencer a edição passada, não fosse o contrarrelógio extraordinário de Pogacar, no penúltimo dia. Depois disso, redimiu-se na Vuelta, prova que acabou por vencer. Esta temporada já triunfou por quatro ocasiões, três etapas no Paris-Nice e o contrarrelógio na Volta ao País Basco. Nesta última, venceu a geral, camisola dos pontos e montanha.
Vem com uma equipa forte, apoiado por Steven Kruijswijk, Jonas Vingegaard, Sepp Kuss, Robert Gesink e o fenomenal Wout Van Aert. Para além destes, juntam-se Tony Martin e Mike Teunissen, que podem vir a ser peças importantes.
O percurso é bom para Roglic, com chegadas e contrarrelógio a assentarem-lhe na perfeição. O pódio, se nada de errado acontecer, será o resultado mínimo do esloveno.
3.

Geraint Thomas (Ineos Grenadiers)- Está em boa forma o britânico, tendo já vencido uma classificação geral esta época, na Suiça, com vitória no Tour da Romandia. Em termos de triunfos em etapas, conseguiu alcançar uma tirada no Critérium du Dauphiné, prova em que acabou no 3.º lugar. Já venceu a “Grande Boucle” em 2018 e terminou em 2.º lugar em 2019. Para além de Thomas, a Ineos Grenadiers tem várias opções para jogar, e possivelmente vão aproveitar-se disso.
O ciclista experiente de 35 anos vai para a sua 11.ª participação na prova francesa. Tem no seu bloco Carapaz, Porte e Tao Hart, todos nomes válidos para lutar pela geral. O contrarrelógio será um ponto positivo para poder fazer diferenças para alguns adversários, mas terá de ombrear com os eslovenos. Um ponto fraco é de ser muito vulnerável a quedas.
4.

Richard Carapaz (Ineos Grenadiers)- Se não resulta com um, pode resultar com o outro. A Ineos leva um bloco muito forte, talvez o mais completo para a montanha. Richard vem de um grande resultado na Suiça, depois da sua vitória na geral, onde também acabou por somar uma etapa.
O equatoriano gosta de atacar e não tem receio dos seus adversários. Tem estado cada vez melhor no contrarrelógio, portanto, deverá limitar perdas para os eslovenos.
O bloco da equipa, para além dos homens referência, conta com Castroviejo, Kwiatkowski, Dylan Van Baarle e Luke Rowe. “El Jaguar de Tulcan” tem aqui uma boa oportunidade de brilhar, depois de ter vencido o Giro de 2019. Deve estar a esfregar as mãos para a terceira semana.
5.

Miguel Ángel López (Movistar Team)- O colombiano tem estado a fazer uma época interessante ao serviço da equipa espanhola. Está em crescendo, o líder da Movistar, e deverá estar com os melhores na alta montanha. O espanhol Alejandro Valverde dificilmente aguentará as etapas mais duras com os melhores, enquanto Enric Mas deverá fazer companhia a López, em grupos mais restritos.
Esta temporada, alcançou a vitória na etapa 3 e classificação geral na Volta a Andalucia. Na última prova em que participou, a clássica francesa Mont Ventoux Dénivelé Challenge, acabou por bater a concorrência com uma vantagem enorme no final.
Participou no Tour de França por uma ocasião, em 2020, venceu uma etapa e acabou na sexta posição da geral.
OUTSIDERS
A Ineos Grenadiers conta com 4 opções de valor, incluindo Richie Porte. O australiano tem estado soberbo em 2021. Venceu a classificação geral do Critérium du Dauphiné e alcançou o 2.º posto nas gerais da Volta à Catalunha e da Romandia. Tem combinado muito bem com Geraint Thomas e deverá ser um dos corredores mais resguardados. Em entrevista, já veio a público dizer que não pretende correr para a geral, comprometendo-se a ajudar os companheiros nos objetivos. Tao Hart também pode ser uma opção, para quando a equipa britânica precisar de acelerar a corrida. Nunca se sabe se não tem a liberdade necessária para entrar nas contas da geral. Ele que venceu o Giro de 2020.
Michael Woods will lead a GC challenge and fight for stages at this year’s Tour de France.
Although Primož Roglič, Tadej Pogačar and Ineos Grenadiers look likely to dominate this year’s Tour, Woods knows they can be beaten:#tourdefrancehttps://t.co/fosnj8Ezk6
— VeloNews (@velonews) June 18, 2021
A Israel Start-Up Nation vem com o canadiano Michael Woods como líder. Terá pouco apoio na alta montanha, com o irlandês Daniel Martin a ser a sua melhor companhia possível. Chris Froome é uma boa jogada de marketing, mas não deverá passar disso, visto que se encontra a léguas do que já foi. Woods deixa de lutar pela geral quando é uma “nódoa” no contrarrelógio.
A Team Bike Exchange traz vários nomes fortes. Simon Yates e Esteban Chaves são nomes reconhecidos para a alta montanha e pela luta pelas gerais. Yates já confessou que quer caçar etapas no Tour, deixando a liderança aberta para um jovem em ascensão, Lucas Hamilton. O australiano de 25 anos tem estado a bom nível na presente temporada, e tem aqui a oportunidade de uma carreira.
Na equipa francesa, Groupama-FDJ, o líder deverá ser David Gaudu, para além do sprinter Arnaud Démare. O jovem de 24 anos já venceu por duas vezes esta época, na clássica Faun-Ardèche e na etapa 6 da Volta ao País Basco, na chegada a Arrate. Enric Mas (Movistar) deverá estar com os melhores na montanha e não se safa nada mal no contrarrelógio, portanto deverá fechar nos dez melhores. Já o seu colega de equipa, o experiente Alejandro Valverde, deverá intrometer-se nas contas de algumas etapas, mas sem top dez na geral.
Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick Step) pode assumir um papel importante na corrida, visto que é um corredor extremamente versátil e que anda bem em todo o tipo de terrenos. Nunca se sabe se não “saca” um top dez. Rigoberto Urán (EF Education Nippo) vem de uma vitória surpreendente no contrarrelógio da Volta à Suiça, alcançando o segundo lugar na geral final. É um corredor consistente, tendo já terminado por três ocasiões no top dez. A sua melhor classificação foi um segundo lugar na geral, no Tour de 2017. Não terá o maior dos apoios quando o terreno começar a inclinar, mas Higuita e o português Ruben Guerreiro deverão fazer as honras.
A equipa germânica, Bora-Hansgrohe, conta com Wilco Kelderman e Emanuel Buchmann como líderes, ambos sabem o que é terminar no top cinco de uma grande volta. Na Astana, os líderes serão Jakob Fuglsang e Ion Izaguirre, mas no máximo conseguirão um top dez. O que até será difícil, pois a equipa estabeleceu o objetivo de vencer etapas, e leva um conjunto forte para isso mesmo, com Aranburu e Lutsenko como protagonistas.
We caught up with @jackhaig93 who’s about to lead @BHRVictorious‘s GC campaign at #TDF2021. It’s Haig’s first Grand Tour GC leadership role. https://t.co/WJW3VjC4zZ
— CyclingTips (@cyclingtips) June 25, 2021
Na equipa Bahrain-Victorious, Jack Haig assume o papel de líder pela primeira vez. Está a correr numa equipa sensação do momento. Tem Dylan Teuns, Pello Bilbao e Wout Poels como membros importantes para a montanha. Haig, talvez, consiga almejar um top dez, o que não vai ser fácil, pois existem muitos concorrentes.
POSSÍVEIS SURPRESAS
Can’t believe to line up for Le Tour de France this year! https://t.co/0PnGLfjr2A
— Ben O’Connor (@ben_oconnor95) June 10, 2021
Ben O´Connor (AG2R Citroen Team)- Tem estado a crescer muito como corredor. Tem estado a subir com os melhores em diversas corridas, tendo alcançado vários top dez ao longo da primeira metade da temporada. É um bom trepador e não tem medo de arriscar. Em 2020, venceu pela primeira vez numa grande volta, na etapa 17 do Giro.
Élie Gesbert e Warren Barguil (Arkéa-Samsic)- Deverão assumir um papel importante dentro da equipa Arkéa-Samsic. Nairo Quintana deverá focar-se em etapas, depois de fracassar na geral, e os franceses poderão chegar-se à frente na equipa. Esta época, Gesbert, somou alguns bons resultados, com dois quintos lugares, na Volta à Comunidade Valenciana e Volta ao Algarve, e um sexto na geral da Route d´Occitanie. Barguil tem estado mais apagado, mas pode estar a guardar o melhor para o Tour.
Guillaume Martin (Cofidis)- O francês já teve por várias vezes à porta do top dez, mas nunca conseguiu terminar uma grande volta na primeira dezena. Esta época tem feito algumas corridas interessantes, tendo mesmo vencido uma clássica francesa, à frente de Aurélien Paret-Peintre e de Bruno Armirail. O vencedor da classificação da montanha da Vuelta de 2020, certamente, irá ter a oportunidade de brilhar.
Cristian Rodríguez (Team TotalEnergies)- Fará a sua estreia no Tour. Venceu a geral do Tour do Ruanda e uma etapa. Já este mês, esteve a um bom nível na Route d´Occitanie.
Pierre Latour (Team TotalEnergies)- Quem sabe se não vemos um Latour de 2018, que acabou no 13.º lugar da geral e venceu a juventude do Tour. Tem-lhe faltado consistência, porque qualidade ele tem. Esta época teve alguns lampejos de qualidade em Espanha, principalmente na Volta às Asturias, onde venceu no Alto del Naranco e finalizou no terceiro lugar da geral.









