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Revista do Ano 2014: Ciclismo

Rafael Lapa · 2 min

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Com o ano de 2014 prestes a terminar, o Bola na Rede faz uma viagem pelos últimos 365 dias. Numa série de artigos, destacar-se-ão os protagonistas que marcaram um ano repleto de momentos que permanecerão na memória de todos os amantes de Desporto.

No ciclismo, 2014 foi um ano muito interessante. Não só porque as três grandes provas do circuito mundial tiveram muitos motivos de interesse, mas também porque houve provas menos populares que tiveram um alto nível de qualidade, como por exemplo o Critérium du Dauphiné. O Giro reafirmou-se como a prova mais dura do mundo, o Tour passeou a sua popularidade por terras britânicas e a Vuelta foi a competição mais disputada. Houve ciclismo para todos os gostos, e isso só pode ser bom!

Tendo agora uma perspectiva mais portuguesa, é impossível não olhar para 2014 como o ano de estreia de Rui Costa como líder de uma equipa de classe mundial. Não teve o desempenho que se sonhava nas grandes provas, também devido a alguns prolbemas de saúde, mas venceu novamente a Volta à Suiça e, sabendo que o primeiro ano de transição para chefe de fila nunca é fácil, Rui Costa deixou-nos esperançados num futuro muito bom. No geral, se 2015 for pelo menos tão bom como 2014, já fico feliz.

nairo quintana
Nairo Quintana: de promessa a certeza
Fonte: nuestrociclismo.com (Flickr)

 

A prova do ano: Il Giro

Apesar de La Vuelta ter sido mais disputada e espectacular, Il Giro cada vez mais se afirma como a melhor e a mais dura prova do mundo. Não só por ter um melhor traçado, tendo as montanhas mais difícies de ultrapassar, mas também por ter variações climáticas tão brutais. Il Giro foi uma prova talhada para ser vencida para um puro trepador e menos por um especialista em contra-relógio, o que me parece bastante positivo para o ciclismo e para o espectador.

A afirmação do ano: Nairo Quintana

Depois de vencer o Giro com exibições formidáveis, e chegados ao final de 2014, quase ninguém se lembra que o ciclista colombiano começou o ano como uma mera esperança do ciclismo mundial. Um jovem com muita qualidade e potencial, mas cuja preferência dada pela Movistar em detrimento do nosso Rui Costa ainda era vista por muitos com desconfiança. Em apenas um ano já nada disto faz sentido, e o mundo olha para Quintana como um dos melhores ciclistas e trepadores da actualidade.

As revelações do ano: Rafal Majka e Fabio Aru

Aqui, perdoem-me, nas não consigo destacar apenas um ciclista. Tenho de destacar dois ciclistas nesta categoria. Majka com o seu sexto lugar no Giro e com a vitória da classificação de montanha no Tour e Aru com um terceiro lugar no Giro e um quinto na Vuelta conseguem impor-se, de um ano para o outro, ao mais alto nível!

O ciclista do ano: Vicenzo Nibali

Não há muito a dizer, quando um ciclista vence o Tour pela primeira vez na carreira tem de ser automaticamente destacado. Então se com essa vitória se junta a uma pequena elite de ciclistas que conseguiram vencer as três grandes provas, para o italiano, o ano foi de sonho!

 

Foto de capa: www.instants-cyclistes.fr (Flickr)

Rafael Lapa

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