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Ronde van Drenthe: Loucura do Norte

José Baptista · 2 min

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Depois da jornada inaugural em Itália, o World Tour viaja para norte para enfrentar, nos Países Baixos, um desafio bem diferente. Apesar de não tão aclamada como a Strade Bianche, a Ronde van Drenthe é uma prova histórica e sempre capaz de proporcionar bons momentos de ciclismo.

Os principais momentos de interesse são os sete setores de paralelo e as ascensões ao VAM Berg – uma curta, mas explosiva subida que foi feita pelo Homem. No entanto, também o vento de alguns setores e as estradas estreitas nas passagens pela floresta serão fatores a ter em conta para definir o grupo que disputará a vitória.

Em 2018, chegou junto à meta um grupo ainda grande para o que é habitual nesta clássica, com Amy Pieters a levar a melhor sobre Alexis Ryan ao sprint.

Pieters regressa este ano numa Boels-Dolmans que parte como super-favorita, já que todas as suas seis atletas são potenciais candidatas à vitória, integrando as vencedoras das últimas quatro edições. Christine Majerus e Jip van den Bos deverão ser sacrificada em prol das colegas, mas ainda haverá Chantal Blaak, Jolien D’Hoore e Amalie Dideriksen, o que dá à equipa excelentes opções, tanto para estar ao ataque como para um eventual sprint.

Em termos coletivos, as maiores ameaças serão a Trek, de Lotta Lepisto, Ellen van Dijk e Letizia Paternoster (contando ainda com Lauretta Hanson como uma outsider) e a Sunweb de Lucinda Brand e Janneke Ensing, bem como da jovem Floortje Mackaij. A esquadra americana tem armas para qualquer situação, enquanto as holandesas devem apostar nos ataques porque ao sprint dificilmente discutirão o primeiro posto.

Capaz de estar na luta em qualquer circunstância é Marta Bastianelli, a líder da Virtu que tem uma temível ponta final, mas também sabe jogar ao ataque e que demonstrou na Strade Bianche estar em excelente forma.

A última grande favorita é Marianne Vos, outra ciclista bastante polivalente e que já ganhou aqui por três vezes. A ex-campeã do mundo é uma atleta excecional e conta com uma boa equipa para ajudar, com especial destaque para lorena Wiebes.

Finalmente, há também alguns nomes com menor favoritismo que, nas circunstâncias certas, podem também estar na decisão da corrida. A dupla da WNT-Rotos, Wild e Brennauer, e o trio da Canyon-SRAM, Barnes, Ryan e Klein, bem como Gracie Elvin, Lotte Kopecky e Elisa Balsamo entram neste lote.

Favoritas

*** Chantal Blaak, Marta Bastianelli, Marianne Vos

** Amalie Dideriksen, Jolien D’Hoore, Lotta Lepisto

* Amy Pieters, Lucinda Brand, Kirsten Wild

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de  Capa: Cylance Pro Cycling

José Baptista

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