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Tour de France 2018: As equipas (Parte 1)

José Baptista · 5 min

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O Tour de France 2018, a mais importante prova velocipédica mundial, está aí à porta e o Bola na Rede vai analisar todas as equipas presentes individualmente, apontando as suas forças e fraquezas para tentar brilhar em terras gaulesas.

Nesta primeira parte, a BORA-hansgrohe de Peter Sagan e a AG2R La Mondiale de Romain Bardet são os grandes destaques, mas olhamos também para a Lotto Soudal, a Team LottoNL – Jumbo, a Mitchelton-Scott e a Groupama-FDJ.

Parte 2 (Dimension Data, Cofidis, Movistar Team, Direct Energie, Astana, BMC)

Parte 3 (Trek-Segafredo, EF Education First, Team Katusha-Alpecin, Wanty-Groupe Gobert, Team Sunweb)

Parte 4 – Brevemente

Lotto – Soudal

Fonte: Lotto-Soudal

As vitórias parciais são a razão de ser do conjunto belga, que leva à Grande Boucle uma equipa capaz de as alcançar em diferentes cenários de corrida.

Claramente, a principal figura é Andre Greipel, que com o seu poderosíssimo sprint estará certamente na luta pela vitória nas etapas mais rápidas do Tour, contando com um comboio bem oleado para o ajudar.

Ainda assim, outras figuras aparecem com intenções de brilhar, com especial de estaca para Thomas De Gendt e Tiesj Benoot, dois dos mais combativos ciclistas do pelotão e que dão dores de cabeça sempre que integram a fuga do dia. Esta será, aliás, a segunda grande arma da Lotto-Soudal, as escapadas, para as quais contam com muitos ciclistas experientes e que podem transformar um dia na frente num de glória.

Equipa: Andre Greipel, Thomas De Gendt, Tiesj Benoot, Jasper De Buyst, Jens Keukeleire, Marcel Sieberg, Tomasz Marczynski, Jelle Vanendert

Team LottoNL – Jumbo

Fonte: Le Tour de France

Os holandeses apresentar-se-ão em França com uma equipa mista, dividida por objetivos para os dias planos e os dias de montanha.

Para os sprints, o vencedor de 2017 nos Campos Elísios e um dos homens mais rápidos do pelotão, Dylan Groenewegen, quer continuar a época de sucesso (leva já nove vitórias) e assumir o seu lugar entre os grandes da especialidade e conta com metade da equipa para o apoiar, em especial o seu fiel lançador Timo Roosen.

Para atacar as etapas de montanha e talvez até uma boa posição na Geral, há também um forte contingente de trepadores, liderado por Primoz Roglic, que já venceu uma etapa o ano passado e se tem afirmado como um nome a temer nas provas por etapas, e Steven Kruijswijk, que procura voltar ao seu melhor depois de ter decepcionado um pouco nos tempos mais recentes. 

Equipa: Robert Geisink, Antwan Tolhoek, Steven Kruijswijk, Dylan Groenewegen, Primoz Roglic, Paul Martens, Amund Grondahl Jansen, Timo Roosen

BORA-hansgrohe

Fonte: BORA-hansgrohe

Peter Sagan. O campeão mundial é figura incontornável do ciclismo e só o seu nome já diz tudo sobre as ambições da sua equipa. Assim, o eslovaco irá contestar os sprints e as etapas acidentadas em busca de vitórias em etapas e de juntar mais uma camisola verde à coleção. 

O polaco Rafal Majka é o outro nome forte da equipa alemã e deverá ser presença assídua nas fugas em jornadas de montanha, tentando conquistar etapas e talvez voltar a ser o campeão da classificação dos trepadores.

O resto do grupo está claramente alinhado em ajudar os seus líderes, especialmente Sagan, a brilhar e deverá brilhar pelo trabalho feito em prol destes. Ainda assim, nomes como Daniel Oss são a ter em conta para poder aparecer numa escapada e tentar a sua sorte.

Equipa: Peter Sagan, Maciej Bodnar, Marcus Burghardt, Rafal Majka, Gregor Muhlberger, Daniel Oss, Pawel Poljanski, Lukas Postlberger

Groupama – FDJ

Fonte: Groupama-FDJ

O líder desta equipa é o sprinter francês Arnaud Demare, que depois de vencer uma etapa em 2017, onde acabaria por depois desistir por doença ainda cedo na corrida, quererá voltar a ganhar na mais importante das provas.

Por isso mesmo, grande parte dos seus colegas estão destinados a integrar o comboio que guiará o francês nos quilómetros finais de cada etapa para o tentar levar aos tão desejados triunfos. Este ano, esta vertente estará ainda mais afinada com a chegada de Sinkeldam, que em conjunto com Guarnieri, são dois excelentes especialistas neste tipo de trabalho.

Mas não só de sprints vive a Groupama – FDJ, com a integração de Molard, Vichot e Gaudu que deverão marcar presenças nas fugas quando o terreno for mais acidentado. Este Tour é de especial importância para Gaudu, um jovem trepador a quem se aponta um futuro promissor, ganhar experiência para os anos vindouros.

Equipa: Arnaud Demare, David Gaudu, Jacopo Guarnieri, Olivier Le Gac, Tobias Ludvigsson, Rudy Molard, Ramon Sinkeldam, Arthur Vichot 

Mitchelton – Scott

Fonte: Mitchelton-Scott

A equipa australiana apresenta-se com Adam Yates como líder incontestável e o objetivo de chegar ao podium final em Paris. No entanto, a surpresa maior foi a ausência de Caleb Ewan, um dos melhores sprinters da atualidade e que terá falhado a estreia no Tour por dificuldades nas negociações para a renovação do seu contrato.

Ora, se a intenção de levar o britânico aos melhores lugares da Geral já é de difícil concretização, ainda mais o será porque o apoio a Yates na montanha não será do melhor, com apenas Mikel Nieve, vindo do Giro, e Howson para o apoiarem quando o terreno inclinar. Já para os dias menos acidentados, a equipa está muito bem composta.

Assim, a equipa deverá também estar entre as melhores do crono coletivo e estar presente em fugas, tentando alcançar vitórias de etapa. Para este particular, Daryl Impey é o homem a ter em conta. O campeão africano, que já vestiu de amarelo no Tour, está a ter uma época fantástica e tem várias etapas bem ao seu estilo.

Equipa: Adam Yates, Jack Bauer, Luke Durbridge, Mathew Hayman, Michael Hepburn, Damien Howson, Daryl Impey, Mikel Nieve

AG2R La Mondiale 

Fonte: AG2R La Mondiale

O primeiro francês a alcançar dois podiums no Tour desde Richard Virenque (1996 e 1997), Romain Bardet aponta para este Tour à vitória e conta para isso com uma equipa que volta a focar-se exclusivamente em dar-lhe o melhor apoio possível.

Nas jornadas de montanha, o francês não estará desamparado e, mesmo não tendo uma super equipa, conta com ciclistas confiáveis como Latour e Frank para as alturas de maior dureza. Já o contrarrelógio coletivo deverá ser mesmo o maior problema para esta equipa, que poderá minimizar os estragos, mas perderá sempre tempo importante para outros favoritos.

Pelo contrário, nas etapas planas e acidentadas, Bardet contará com gregários de luxo, já que Naesen, Dillier e Gallopin formam uma armada como poucas outras, na tentativa de salvaguardar o seu líder de incidentes de corrida como quedas ou bordures.

Equipa: Romain Bardet, Oliver Naesen, Pierre Latour, Tony Gallopin, Mathias Frank, Silvan Dillier, Alexis Vuillermoz, Axel Domont

Foto de Capa: Le Tour de France

José Baptista

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