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Tour de France 2018: As equipas (Parte 4)

José Baptista · 4 min

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O Tour de France 2018, a mais importante prova velocipédica mundial, está aí à porta e o Bola na Rede vai analisar todas as equipas presentes individualmente, apontando as suas forças e fraquezas para tentar brilhar em terras gaulesas.

Na quarta e última parte, a Team Sky do campeão em título Chris Froome é o prato principal, mas há outro vencedor do Tour em Vincenzo Nibali da Bahrain Merida e a equipa com mais vitórias do mundo, a Quick-Step Floors. A UAE Team Emirates e a Fortuneo – Samsic fecham o lote. 

Parte 1 (Lotto-Soudal, Team LottoNL-Jumbo, BORA-hansgrohe, Groupama-FDJ, Mitchelton-Scott, AG2R La Mondiale)

Parte 2 (Dimension Data, Cofidis, Movistar Team, Direct Energie, Astana, BMC)

Parte 3 (Trek-Segafredo, EF Education First, Team Katusha-Alpecin, Wanty-Groupe Gobert, Team Sunweb)

Fortuneo – Samsic

Fonte: Fortuneo – Samsic

Warren Barguil confirmou no Tour 2017 todo o potencial que lhe era apontado, conquistando duas etapas, a camisola da montanha e um lugar no top dez da Grande Boucle. Posto isso, saiu da Sunweb e desceu para o escalão Continental Profissional, para liderar a Fortuneo.

Para já, a experiência não está a correr da melhor forma, com os resultados desejados a ainda não terem aparecido para o francês de 26 anos. De qualquer forma, é ele o líder e é dele que se esperam e exigem resultados para o conjunto bretão.

Os seus colegas dar-lhe-ão o apoio necessário – dar aqui especial nota do veterano Moinard, que até já sabe o que é levar um líder à vitória do Tour (Cadel Evans em 2011) – e deverão também dar a habitual demonstração de combatividade francesa, integrando dia após dia as fugas.

Equipa: Warren Barguil, Amael Moinard, Laurent Pichon, Maxime Bouet, Elie Gesbert, Romain Hardy, Florian Vachon, Kevin Ledanois

Quick-Step Floors

Fonte: Quick-Step Floors Cycling Team/Getty Images

Esta é aquilo que no futebol se diria uma equipa quase só com avançados, já que a grande maioria dos ciclistas escolhidos tem credenciais para procurar triunfos. À cabeça, Gaviria faz a sua estreia no Tour e quer confirmar o estatuto de um dos melhores sprinters do mundo.

Para a Geral, há Bob Jungels, vencedor por duas vezes da Juventude no Giro e à procura do seu primeiro top dez na Grande Boucle. Já Alaphilippe também deverá estar na discussão de etapas mais acidentadas, tal como o ex-campeão do mundo, Philippe Gilbert.

Os especialistas do pavè Niki Terpstra e Yves Lampaert, recém-coroado campeão belga, serão os outros caça etapas do conjunto belga que está a fazer uma época de bater recordes em número de vitórias e que já conquistou cinco no Giro.

Equipa: Niki Terpstra, Yves Lampaert, Philippe Gilbert, Fernando Gaviria, Bob Jungels, Julian Alaphilippe, Maximiliano Richeze, Tim Declercq 

Bahrain Merida Pro Cycling Team

Fonte: Milano-Sanremo

Um de apenas dois ciclistas em atividade a ter conquistado as três Grandes Voltas (e um impressionante total de dez podiums) e vencedor de dois dos cinco Monumentos, Vincenzo Nibali é um sério candidato a vencer o Tour de France 2018.

Para isso, conta com uma equipa feita à sua medida que o poderá ajudar em todos os terrenos. Na montanha, Ion Izaguirre e Pozzovivo são ciclistas que poderiam ter ambições próprias tal é a sua qualidade, mas tentarão antes levar o siciliano à amarela em Paris.

Nos outros terrenos, nomeadamente no plano e na etapa de paralelo – onde é apontado como um dos melhores entre os candidatos à Geral – pode contar com a qualidade e experiência de Haussler e Colbrelli, sendo que este último poderá também ter liberdade para tentar alcançar alguma vitória parcial.

Equipa: Vincenzo Nibali, Ion Izagirre, Gorka Izagirre, Kristijan Koren, Sonny Colbrelli, Domenico Pozzovivo, Heinrich Haussler, Franco Pellozotti

UAE Team Emirates

Fonte: Criterium du Dauphine

Verdadeiramente, esta equipa é mesmo Daniel Martin, Alexander Kristoff e os outros. Apesar dos dois lideres de qualidade, o resto do grupo não está ao nível e isso poderá custar-lhes caro.

Martin é um trepador puro e tem capacidade para lutar por um bom lugar na classificação final, bem como pela vitória em etapas de montanha. Kristoff é um homem rápido e bom no paralelo, que pode estar na discussão das etapas planas da corrida. 

Já os gregários são todos ciclistas cujos resultados mais recentes deixam a desejar ou que ainda pouco provaram e o único com reais credenciais é Darwin Atapuma, mas o trepador colombiano tem estado completamente apagado desde que se mudou para esta equipa no início da temporada passada.

Equipa: Daniel Martin, Alexander Kristoff, Darwin Atapuma, Marco Marcato, Kristijan Durasek, Oliviero Troia, Rory Sutherland, Roberto Ferrari

Team Sky

Fonte: Team Sky

Depois de ganhar o Giro e de ser ilibado do processo que o envolvia, Chris Froome estará no Tour com o objetivo de o ganhar pela quinta vez (quarta consecutiva) e igualar o recorde de vitórias partilhado por Hinault, Merckx, Indurain e Anquetil. Para o caso de acusar a fatiga do Giro, Thomas, recente vencedor do Criterium du Dauphine, partilha consigo a liderança.

Para chegar à sua sexta vitória na Geral do Tour (às quatro de Froome junta-se uma de Wiggins), a Team Sky apresenta aquela que é, pelo menos no papel, a mais forte e completa equipa de entre as que pretendem discutir a prova gaulesa.

Além de serem os teóricos favoritos a conquistar o crono coletivo e ganhar aí tempo aos rivais, na montanha há Poels e o jovem prodígio Bernal e no paralelo Rowe. Além disso, os polivalentes Kwiatkowski e Moscou podem ajudar em qualquer terreno. Partem com o favoritismo e já mostraram que não acusam a pressão, veremos se conseguem continuar o seu domínio por mais um ano. 

Equipa: Chris Froome, Geraint Thomas, Michal Kwiatkowski, Egan Bernal, Jonathan Castroviejo, Luke Rowe, Gianni Moscon, Wout Poels

Foto de Capa: Team Sky

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

José Baptista

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