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O dinamarquês Jonas Vingegaard venceu pela primeira vez a Volta à França, após concluídas as 21 etapas da 109.ª edição. O antigo detentor do título Tadej Pogacar ficou em segundo lugar, enquanto que Geraint Thomas fechou no terceiro lugar do pódio.
Foi uma última semana de grande nível, com etapas para todos os gostos. A começar logo com a fuga a ter a oportunidade de vencer, com Hugo Houle em evidência, na 16.ª etapa. O ciclista da Israel-Premier Tech obteve a vitória mais importante da carreira, num dia em que jamais irá esquecer. Nas duas etapas seguintes, com muita montanha, as honras foram repartidas entre Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard, uma vitória para cada um. Sempre com muito espetáculo destes dois até ao final da prova, com ataques e contra-ataques, mas acima de tudo houve muito controlo de Vingegaard a Pogacar. Mas não foi só a nível competitivo que se fez o Tour, o fair-play também esteve presente. Após um deslize de Pogacar na estrada, acabando mesmo por cair, o camisola amarela fez questão de esperar pelo esloveno, num momento que não passou despercebido aos amantes da modalidade.
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As etapas 17 e 18 seriam as mais importantes para Pogacar recuperar o tempo perdido, sendo estas as últimas chances na alta montanha. Só que na etapa 17, apesar de ter ganho a tirada, Jonas Vingegaard chegou colado ao esloveno, e na etapa 18 o dinamarquês selou as contas, após ter ganho na chegada ao Hautacam com mais de um minuto sobre o líder da UAE Team Emirates. Só mesmo um grande azar ou percalço retiraria a vitória de Jonas.
Na 19.ª etapa conseguimos assistir a um grande e importante triunfo de Christophe Laporte, após tanto esforço e dedicação em prol dos seus colegas de equipa. O francês assume-se cada vez mais um ciclista de enorme importância no bloco da Jumbo-Visma, e sempre uma peça válida para lutar por etapas, caso não possam contar com Wout Van Aert.
Este último acabaria mesmo por vencer o contrarrelógio final, com uma diferença significativa para os seus rivais, incluindo para o atual campeão do mundo da especialidade, o italiano Filippo Ganna. No entanto foi o camisola amarela que fecharia atrás de si, na segunda posição, a 19 segundos do belga. Na derradeira oportunidade de Pogacar ganhar tempo ao líder, o dinamarquês acabaria por fazer o melhor contrarrelógio da sua carreira e não dava qualquer hipótese de recuperação.
A última etapa nos Campos Elísios, já habitual, não teve grande história, para além da comemoração da vitória de Vingegaard e dos ciclistas que venceram as restantes classificações. No final foi Jasper Philipsen que fechou em beleza esta edição do Tour, somando a sua segunda vitória na prova.
Foi um Tour que revelou fragilidades em Tadej Pogacar, que nunca tinham sido vistas. Já em 2021, Jonas Vingegaard tinha sido o único corredor a conseguir responder e a atacar o esloveno. O homem da Jumbo-Visma não teve medo de fazê-lo, novamente, nesta edição e quebrou a hegemonia de Tadej Pogacar no Tour.
A etapa fulcral para a vitória neste tour foi a 11.ª, com chegada ao Col du Granon, em que Jonas Vingegaard venceu e ganhou mais de um minuto de vantagem para quase todos os seus rivais diretos. Tadej Pogacar perdeu muito tempo nesse dia, ficando a 2m51s do dinamarquês.
💬 “Dit betekent alles voor me. Dat mijn droom nu werkelijkheid is geworden, is niet te beschrijven.” – Jonas Vingegaard
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A Jumbo-Visma foi a equipa sensação da prova após ter conquistado a classificação geral e a camisola da montanha por Jonas Vingegaard e a camisola verde (pontos) por intermédio de Wout Van Aert. A juntar a este “bolo” ainda somaram seis vitórias em etapas, ou seja, cerca de 29% das etapas foram ganhas pela mesma equipa. Primoz Roglic era um dos homens apontados, à partida, como candidato à vitória, mas teve alguns azares e quedas e acabou por abandonar. Não se sabe se vai conseguir alinhar na Vuelta, devido à complexidade das lesões, o que seria um rude golpe para a equipa e para suas aspirações de conquistar a Vuelta pela quarta vez consecutiva.
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Difícil será descrever o que Wout Van Aert fez e continuará, certamente, a fazê-lo. Triunfou em três dias, venceu a camisola dos pontos e ainda andou uma meia dúzia de vezes metido em fugas para ajudar o seu colega à vitória no Tour. É mesmo surreal, apenas feito por um ciclista de outro mundo como Wout Van Aert. Foi um dos principais ciclistas deste Tour, se não mesmo a maior figura.
Uma das figuras, o inevitável dinamarquês Vingegaard que trabalhou numa fábrica de peixe antes de se tornar profissional, conseguiu aguentar-se e resistir a todas as investidas dos adversários para poder coroar-se vencedor do Tour. Se no ano passado era uma revelação, este ano confirmou-se mesmo, e de que forma! Ganhou outro estatuto na equipa com toda a certeza e agora irá dificilmente passará despercebido aos olhos dos seus adversários nas provas que disputar. Vingegaard apenas tinha vencido a geral da Settimana Coppi e Bartali (2.1) a nível de provas por etapas. A sua conquista no Tour foi a sua primeira vitória numa prova por etapas da categoria WorldTour.
Nelson Oliveira desceu várias posições na classificação geral da Volta à França, sendo agora o 84.º. Ruben Guerreiro está na 175.ª posição.
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(foto: Movistar) pic.twitter.com/H2IwTiwm7g— COP (@COPPORTUGAL) July 3, 2022
Estiveram dois atletas portugueses em prova. Ruben Guerreiro foi obrigado a abandonar devido a problemas de saúde, não partindo para a nona etapa, enquanto que Nelson Oliveira finalizou a prova no 52.º posto da geral, a quase três horas do líder.
Le podium final du #TDF2022 !
1️⃣ 🇩🇰 Jonas Vingegaard
2️⃣ 🇸🇮 @TamauPogi
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Foto de Capa: Tour de France









