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O Tour de France 2018, a mais importante prova velocipédica mundial, está aí à porta e o Bola na Rede vai analisar todas as equipas presentes individualmente, apontando as suas forças e fraquezas para tentar brilhar em terras gaulesas.
Nesta segunda parte, o destaque principal é o tridente da Movistar, mas também a candidatura à Geral de Richie Porte e da BMC e a velocidade da Dimension Data de Mark Cavendish. Olhamos ainda para a Cofidis, a Astana e a Direct Energie.
Parte 1 (Lotto-Soudal, Team LottoNL-Jumbo, BORA-hansgrohe, Groupama-FDJ, Mitchelton-Scott, AG2R La Mondiale)
Parte 3 (Trek-Segafredo, EF Education First, Team Katusha-Alpecin, Wanty-Groupe Gobert, Team Sunweb)
Parte 4 – Brevemente
Dimension Data

Uma das equipas (se não mesmo a) mais modestas do World Tour, o conjunto africano estará em procura de conseguir um triunfo de etapa, objetivo que tem conseguido concretizar nas últimas participações.
Para isso, a melhor aposta é sempre Mark Cavendish, o sprinter britânico que conta com 30 etapas do Tour e uma camisola verde no palmarés. O antigo campeão do mundo tem tido um ano difícil com várias lesões e, depois de ter sido forçado a desistir da edição de 2017, quererá transformar essas dificuldades em vitórias que o ajudem a aproximar-se do recorde de vitórias de etapa de Eddy Merckx. No entanto, ao contrário de outros anos, já não parte como favorito para os sprints e o seu comboio, apesar de capaz, também começa a mostrar sinais de envelhecimento.
Assim, a disposição da equipa é de comprometimento com o comboio do míssil de Manx, onde Julien Vermote e Mark Renshaw serão fundamentais, mas há também lugar a outras ambições. Edvald Boasson Hagen já ganhou três etapas no Tour e deverá ter alguma liberdade para tentar aumentar esse número, enquanto Tom-Jelte Slagter deverá ser aposta para as jornadas mais duras.
Equipa: Mark Cavendish, Edvald Boasson Hagen, Julien Vermote, Mark Renshaw, Reinardt Janse van Rensburg, Serge Pauwels, Tom-Jelte Slagter, Jay Thompson
Cofidis

A principal ocorrência é uma ausência, a de Nacer Bouhanni. O sprinter francês está em rota de colisão com o novo Diretor da equipa e falha assim a maior prova do calendário, uma decisão controversa de Cedric Vasseur que priva a equipa da sua melhor arma.
Quem beneficia com isto é o jovem Christophe Laporte que assim será líder indiscutível nos finais rápidos. Mais polivalente que Bouhanni, deverá andar na luta por uma etapa até mesmo em fugas em dias menos montanhosos.
Num conjunto que tem como principal foco a conquista de uma etapa, destacam-se também os trepadores espanhóis Jesus Herrada e Daniel Navarro, que poderão também entrar na luta pela camisola da montanha. O resto da equipa vai pelo pelo mesmo prisma ofensivo, com todos a serem candidatos a passarem bastantes quilómetros escapados do pelotão.
Equipa: Cristophe Laporte, Dimitri Claeys, Nicolas Edet, Jesus Herrada, Daniel Navarro, Anthony Perez, Anthony Turgis, Julien Simon
Movistar Team

A aposta da Movistar é clara: ganhar o Tour. A equipa espanhola leva aquele que pode muito bem ser o tridente mais temível do ciclismo nos nossos dias, mas conseguirão Quintana, Landa e Valverde entender-se na estrada?
Por isso, muito do que esta equipa conseguirá ou não fazer ficará dependente de como conseguir tirar partido dessa força coletiva. Por outro lado, uma preocupação que terá é o contrarrelógio coletivo, onde terá de se defender das equipas teoricamente mais fortes neste esforço como a Sky ou a BMC.
Quanto aos gregários à disposição do trio, há boas alternativas para todos os terrenos com uma equipa polivalente que, pelo menos à partida, dará ao famoso tridente todo o apoio que este possa necessitar. E, se olharmos em particular para Soler e Amador, percebemos que a Movistar tem finalmente equipa para ombrear com a Sky nas montanhas.
Equipa: Nairo Quintana, Mikel Landa, Alejandro Valverde, Marc Soler, Andrey Amador, Daniele Bennati, Imanol Erviti, José Joaquín Rojas
Direct Energie

Os anos passam e esta equipa continua a vir ao Tour lutar por uma etapa, mas a qualidade não abunda e os anos de ouro com Rolland e Voeckler já lá vão.
Por isso, com aquela que é talvez a mais fraca das formações presentes, será difícil de repetir o feito de 2017 e o único em que se pode acreditar para o fazer é mesmo Calmejane, o homem que salvou o Tour à equipa na época transata com a conquista da oitava etapa. Este ano, tentará de novo apanhar-se na frente numa das etapas de transição.
Quanto ao restante do grupo, Sylvain Chavanel já passou dos seus melhores anos, mas deverá marcar presença assídua nas fugas, enquanto vários dos seus colegas tentarão agir do mesmo modo. Entre eles, especial atenção para Boudat, um homem rápido que tem alguns resultados interessantes no circuito continental.
Equipa: Lilian Calmejane, Sylvain Chavanel, Rein Taaramae, Jerome Cousin, Romain Sicard, Damien Gaudin, Fabien Grellier, Thomas Boudat
Astana Pro Team

Muito do sucesso desta equipa ficará condicionado à capacidade de Jakob Fuglsang discutir um lugar entre os melhores da Geral. O dinamarquês tem vindo a demonstrar capacidade para andar com os melhores tanto na montanha como no crono, mas falta confirmar esse nível numa Grande Volta.
Bom, se é verdade que os apoios podiam ser melhores, já que não há nenhum gregário de alto estatuto, também há que admitir que o conjunto é bastante versátil e com ciclistas capazes de prestar um bom apoio nos mais variados cenários.
Como qualquer equipa, não é descurada a possibilidade de tentar vencer etapas e para isso os cazaques trazem um leque alargado de ciclistas combativos, nos quais se destacam Fraile, Valgren e Leon Sanchez. Magnus Cort é o homem rápido da equipa, mas não deverá ter ponta final para se intrometer junto dos homens mais rápidos do Tour.
Equipa: Jakob Fuglsang, Magnus Cort, Dmitry Gruzdev, Omar Fraile, Jesper Hansen, Tanel Kangert, Luis Leon Sanchez, Michael Valgren
BMC Racing Team

Richie Porte quer subir ao podium final do Tour. O australiano parece ter em si as pernas, mas o azar tem-no perseguido, com um furo na altura errada em 2016 e uma queda em 2017 a tirarem-lhe essa possibilidade. Este ano, focou-se novamente neste objetivo e tentará acabar com a má sorte.
Em seu redor terá um conjunto forte, que lhe dará o apoio necessário tanto nas montanhas, com van Garderen e Caruso, como nas etapas menos acidentadas, com Kung ou o veterano Gerrans. Além do mais, é uma das candidatas a vencer o contrarrelógio por equipas e ganhar aí tempo aos adversários.
Também de não descartar é a possibilidade de outros elementos virem a vencer etapas, com especial atenção para Greg van Avermaet nas etapas de colinas e de Kung no crono individual.
Equipa: Richie Porte, Tejay Van Garderen, Patrick Bevin, Damiano Caruso, Simon Gerrans, Stefan Kung, Michael Schar, Greg van Avermaet
Foto de Capa: Le Tour de France









