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Estão aí as clássicas da Primavera e com elas chegam os incríveis Monumentos para todos apreciarmos da melhor forma como alguns dos melhores ciclistas do mundo preparam esta fase. A primeira chega já agora, com a 109.ª edição da italiana Milan-Sanremo. Com 291 quilómetros, é a maior clássica do calendário e uma nota importante sobre esta corrida, é que ela primeira vez a UCI utilizará um juiz de vídeo que acompanhará a prova de um camião repleto de monitores conectados a RAI (rede de TV italiana que transmitirá a prova). Esse juiz acompanhará a prova e analisará, em tempo real, todas as situações da prova, desde a má conduta até a mudanças de bicicleta suspeitas.

Esse ano, como já é costume, o tricampeão do mundo é o claro favorito. Peter Sagan vem forte e deve ter aprendido muito com a chegada do ano passado onde acabou por não conseguir corresponder às elevadas expetativas que havia sobre ele. Greg Van Avermaet não teve o inicio de ano que gostaria, mas tem trienado muito e tem nas clássicas os seus maiores desafios este ano. Outro ciclista que se mantém forte é o belga Philippe Gilbert, que será um dos capitães, juntamente com Alaphilippe, da Quick-Step-Floors, umas das melhores equipes nas clássicas. Entre os velocistas teremos a presença dos bem conhecidos Marcel Kittel (que faz a sua estreia na prova) e Elia Viviani. Para esses resta esperar que que consigam estar no grupo depois das montanhas com mais dificuldade do dia. Se ainda estiverem no pelotão depois disso, poderemos ter. Além destes nomes, outros que já ganharam aqui podem ser acrescentados à lista: Mark Cavendish (2009), Simon Gerrans (2012), Alexander Kristoff (2014), John Degenkolb (2015), Arnaud Démare (2016) e Michal Kwiatkowski (2017). Uma teórica lista com vários nomes interessantes para perceber que realmente poderá haver muito espetáculo no meio destas provas.

Na Clássica que se segue, como se o paralelo não bastasse para fazer sofrer os ciclistas, o Tour de Flandres junta-lhe as subidas, daquelas curtas e explosivas que tanto espetáculo dão. Depois de uma edição decidida num ataque de (muito) longe por Gilbert e numa queda de Sagan & Co., este ano os favoritos deverão ser os mesmos, com Peter Sagan em busca de aumentar o seu curto palmarés nos Monumentos e Greg van Avermaet a tentar finalmente conquistar aquela clássica que ele até diz ser a que mais lhe assenta.

Naesen tens os olhos postos no seu primeiro Monumento
Fonte: AG2R La Mondiale

No entanto, há outras figuras. Um claro destaque é Oliver Naesen, o Campeão Belga que deverá querer dar à camisola o mesmo uso que o seu predecessor, Gilbert. O ciclista da AG2R tem vindo a crescer nos últimos anos e em 2017 esteve na seleção feita por Sagan, mas que viria a ir ao chão, e este ano junta-se aos dois já mencionados no topo das apostas. Entre os outros, além do sempre candidato – mas que nunca realmente ganhou – Sep Vanmarcke, o prodígio Tiesj Benoot e as várias lanças da Sky (Kwiatkowski, Moscon, Stannard e Van Baarle) também são nomes a ter em conta.

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