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Cabeçalho modalidadesTem sido uma Volta a Portugal interessante, onde o ponto alto, como esperado, até agora, foi mesmo na etapa que terminou no alto da Senhora da Graça. Gustavo Veloso mostrou que está realmente num nível à parte, por enquanto, e venceu uma das etapas mais importantes da prova portuguesa.

Mas quem está ainda de amarelo é o seu colega de equipa Rui Vinhas, que, devido a uma fuga bem-sucedida e a algum desleixo do pelotão, conseguiu ficar com mais de três minutos de vantagem para todos os mais diretos adversários. Outro dos destaques tem sido Vicente de Mateos: o ciclista que já tem no seu historial da prova uma expulsão em tido boas razões para estar muito mais feliz nesta edição – já venceu uma etapa e terminou todas as etapas, até agora, no Top10, inclusive na subida ao alto da Senhora da Graça.

Como tem sido hábito, tudo começou por um prólogo. Gustavo Veloso e Alejandro Marque, dois dos principais favoritos, tiveram alguns problemas e nem no Top10 terminaram. Joni Brandão e Rinaldo Nocentini, pelo contrário, estiveram nos dez melhores e começaram da melhor forma esta Volta. No pódio da etapa ficaram José Gonçalves, o próprio Joni e o vencedor da etapa, o especialista em contrarrelógio Rafael Reis, que dava aqui a primeira vitória à equipa da W52-FC Porto.

A primeira etapa, como previsto, iria terminar no sprint, apesar de as dificuldades ao pé do final, com duas subidas, terem tirado alguns ciclistas da disputa pela vitória. Com um grande trabalho de Filipe Cardoso, da Efapel, o seu companheiro de equipa Daniel Mestre mostrou que é capaz de vencer ciclistas teoricamente mais rápidos do que ele, como Davide Vigano (2.º) ou Samuel Caldeira (4.º). José Gonçalves também tentou e voltou a ficar com o terceiro lugar da etapa. A camisola amarela foi, então, para o vencedor da etapa, visto que Rafael Reis trabalhou bastante para a sua equipa e não conseguiu aguentar as tais subidas que referi.

Daniel foi um verdadeiro “Mestre” nesta discussão ao sprint  Fonte: Volta a Portugal
Daniel foi um verdadeiro “Mestre” nesta discussão ao sprint
Fonte: Volta a Portugal

Na segunda etapa, depois da passagem inédita pelo Salto da Pedra Sentada, local de passagem bem conhecido no Rali de Portugal, vimos uma batalha interessante pela vitória entre alguns sprinters e puncheurs. Quando um excelente ataque de José Gonçalves (aqueles ataques típicos do ciclista da Caja Rural) quase fazia prever que fosse o português a vencer, Vicente de Mateos consegue persegui-lo e dar-lhe “luta” pela vitória.

Quem aproveitou esta situação foi Francesco Gavazzi. O bem conhecido italiano (dos ciclistas mais conhecidos em prova para quem também acompanha o ciclismo internacional – este ano já esteve, por exemplo, no Tirreno Adriático e, no ano passado, no Giro d’Itália) veio de trás de ambos e sprintou para a vitória, a primeira para ciclistas estrangeiros e equipas estrangeiras nesta edição, a Androni, neste caso. Vigano chegou em quarto lugar e Veloso voltou a sprintar com os homens mais rápidos do pelotão. Além disso, Daniel Mestre continuava de amarelo.

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