Volta a Portugal 2016: A fuga de Vinhas

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Chegava a terceira etapa e com ela um acontecimento inesperado para um possível desfecho da Volta a Portugal. A fuga ganhou vários minutos de avanço e o pelotão cometeu o erro de deixar um ciclista bem colocado entrar nessa fuga. Rui Vinhas, da W52-FC Porto, conseguiu entrar nessa mesma fuga. A vitória da etapa foi discutida entre William Clarke, da Drapac, e Marco Frapporti, da Androni. Clarke venceu com uma vantagem de dois segundos para o italiano e de 54 segundos para o resto dos homens da fuga.

Entre esses homens estava, então, Vinhas, o novo líder da Volta a Portugal, com mais de três minutos de avanço sobre toda a concorrência. Incrível situação que se passou nesse dia. Não fosse o trabalho da Efapel, provavelmente o ciclista da W52-FC Porto teria ganho ainda mais tempo a todos. A verdade é que isto foi inesperado para todos, até para a sua própria equipa, visto que, como é conhecido, Gustavo Veloso era/é o líder indiscutível. Veremos como a equipa e o próprio Vinhas abordarão a segunda metade da corrida, mas, até agora, ao dia de hoje, o português tem aguentado.

Surpresa inesperada para Rui Vinhas, conseguindo a camisola amarela e uma boa vantagem para todos os concorrentes  Fonte: Volta a Portugal
Surpresa inesperada para Rui Vinhas, conseguindo a camisola amarela e uma boa vantagem para todos os concorrentes
Fonte: Volta a Portugal

Após tudo isto, nada melhor do que chegar à etapa da Senhora da Graça, quarta etapa, e tirar algumas dúvidas acerca da situação da corrida. Estaria Rui Vinhas preparado para manter a camisola? Ou Gustavo Veloso continuaria a ser o único líder e o único ciclista protegido da equipa? Que decisão a W52-FC Porto iria tomar daqui para a frente? Será que os maiores adversários poderiam aproveitar toda esta situação? Provavelmente eram algumas perguntas que passavam pela mente dos ciclistas e dos fãs de ciclismo e desta Volta.

Gustavo Veloso não poderia ter dado uma melhor resposta a quem pudesse ter dúvidas sobre se iria deixar que Vinhas mantivesse a camisola. Após um bom ataque de Daniel Silva, o espanhol e Joni Brandão (o único a conseguir estar, até agora, tal como no ano passado, próximo do nível do último vencedor da Volta a Portugal) foram em perseguição do português. Joni tinha trabalhado muito e não aguentou uma aceleração da parte de Veloso, que conseguiu chegar ao pé do ciclista da Rádio Popular Boavista e inclusive ultrapassá-lo, vencendo uma das duas etapas mais míticas da prova.

Nota para o domínio da equipa do líder, com três ciclistas no Top5 da etapa e quatro ciclistas no Top10 da mesma. Uma autêntica “Sky” da Volta a Portugal – com as devidas diferenças, claro. Mostrou que é a equipa mais forte e com mais recursos em toda a prova; não tem sido nada fácil para os outros ciclistas contornar esta situação. Ainda mais importante do que isto: há que destacar que Rui Vinhas também esteve à altura dos acontecimentos, dando igualmente uma boa resposta a quem duvidasse da sua capacidade de se manter com a amarela depois desta etapa, e só perdeu 35 segundos para o seu colega de equipa, mantendo, assim, a camisola amarela.

Nuno Raimundo
Nuno Raimundohttp://www.bolanarede.pt
O Nuno Raimundo é um grande fã de futebol (é adepto do Sporting) e aprecia quase todas as modalidades. No ciclismo, dificilmente perde uma prova do World Tour e o seu ciclista favorito, para além do Rui Costa, é Chris Froome.                                                                                                                                                 O Nuno escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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