Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
A CRÓNICA: AO PENÚLTIMO DIA, VOLTA A DAR CARVALHO
Tal como na edição 2019 da prova rainha do ciclismo nacional, António Carvalho foi o mais forte na penúltima etapa da Volta a Portugal. Para cortar a meta no primeiro lugar em Setúbal e dar à Efapel a segunda vitória desta edição, o trepador teve que enfrentar um dia que contou com a dura passagem pela Arrábida.
A jornada começou rápida, com verias tentativas de fuga e, finalmente, a consolidação de uma escapada de oito corredores, que incluía Luís Gomes, em busca de pontos para ultrapassar McLay na luta pela camisola vermelha.
O homem da Oliveirense venceu as duas primeiras Metas Volantes da jornada e, quando o pelotão liderado maioritariamente pela W52-FC Porto alcançou a fuga ainda longo do final, aguentou-se no grupo para ainda tentar estar na discussão da etapa.
Finalmente, na curta, mas dura, subida para a Arrábida, surgiram alguns ataques, com, finalmente, António Carvalho e Luís Fernandes a estabelecerem a cabeça de corrida isolados, com um grupo perseguidor com os favoritos já bem reduzido.
Com poucas equipas representadas em número no grupo de trás, a perseguição não foi a fundo e o duo resistiu, com António Carvalho a conseguir bater o homem boavisteiro e somar a sua segunda vitória da carreira numa etapa da Volta, mesmo que Luís Gomes tenha saltado com imensa velocidade na reta da meta e quase alcançado os dois da frente.
Com as classificações dos pontos e da montanha virtualmente fechadas – Luís Gomes e Hugo Nunes apenas têm que terminar – e Simon Carr com vários minutos de liderança na Juventude, falta decidir a Geral no contrarrelógio final.
O CICLISTA DO DIA
Ver esta publicação no Instagram
Luís Gomes – Se ainda houvesse quem tivesse dúvidas de que Luís Gomes é um dos melhores ciclistas portugueses da atualidade, esta Volta tirou-as todas. Na etapa de hoje, o homem da Kelly lançou-se na fuga para ir buscar pontos às metas volantes, aguentou num grupo extremamente restrito na subida à Arrábida e ainda sprintou para um terceiro posto na jornada, que bem poderia ter sido primeiro se tivesse algum colega para ajudar na perseguição ao duo da frente.
A DESILUSÃO DO DIA
Frederico Figueiredo – Surpresas acontecem, mas é muito pouco expectável que, com a tabela classificativa atual, Frederico saia de Lisboa com a camisola amarela. Por isso, cabia ao líder da Atum General – Tavira tentar ganhar pelo menos uns segundos nesta última etapa com alguma dureza. Não o fez e terá de defender o podium com um contrarrelógio que o tem deixado ficar mal no passado.











