Volta Ao País Basco: Primoz Roglic um, Tadej Pogacar, zero

- Advertisement -

197 dias depois, Primoz Roglic e Tadej Pogacar voltaram a encontrar-se em contexto de uma prova por etapas, desta feita, na 60ª edição da “Itzulia”, a denominada Volta ao País Basco. Mesmo para os mais céticos, o trono basco estava destinado a ter um rei esloveno… e adivinhem lá? Assim aconteceu.

Não correm só os dois, certo. Não se trata de um mano a mano, mas também não há como retirar todo o favoritismo que merecem em qualquer competição por etapas em que participem. São os dois voltistas mais fortes da atualidade e voltaram a confirmá-lo, contudo, esta modalidade envolve outra componente muito importante. Vamos, por isso, tentar outra vez: Jumbo-Visma um (ou dois na realidade), UAE-Team Emirates e demais equipas… zero.

Mais do que nomes, as jogadas táticas ditaram muito o ritmo da dança basca. O perfil acidentado, as pendentes explosivas, o fervoroso público da região. Os ingredientes, como sempre, estiveram lá. Muito se dançou, estrategicamente e taticamente. Jogadas estudadas, decisões discutíveis, surpresas, vencedores e derrotados: para além do óbvio espetáculo, foram várias as temáticas coletivas que merecem uma análise sustentada.

Como se não bastasse, o cardápio revelou-se bem mais atraente do que aquilo que aparentava. Para além da realeza eslovena, o menu de general contenders e climbers apresentava um lote de ciclistas de primeira linha mundial, tornando o leque de candidatos bem mais abrangente, com destaque para Adam Yates em pico de forma, um Alejandro Valverde incrivelmente regular ou o anfitrião basco Mikel Landa, por exemplo.

Apesar das normais condicionantes em virtude da gestão sobre o controlo da covid-19, foi de perto que os adeptos bascos puderam presenciar seis dias de uma corrida muito bem disputada. À cabeça, a exibição monstruosa da Jumbo-Visma e do seu líder. Noutros pontos de destaque, as exibições dos jovens Vingegaard e Mcnulty, decisivas para o curso da corrida, as vitórias da Astana, com Alex Aranburu e Ion Izaguirre, a dobradinha da Deceuninck Quick-Step em Ondorroa e ainda a vitória de David Gaudu sobre a coroação de Roglic em Arrate.

Foto de Capa: Itzulia Basque Country

Ricardo Rebelo
Ricardo Rebelohttp://www.bolanarede.pt
O Ricardo é licenciado em Comunicação Social. Natural de Amarante, percorreu praticamente todos os pelados do distrito do Porto enquanto futebolista de formação, mas o sonho de seguir esse caminho deu lugar ao objetivo de se tornar jornalista. Encara a escrita e o desporto como dois dos maiores prazeres da vida, sendo um adepto incondicional de ciclismo desde 2011.

Subscreve!

Artigos Populares

Mário Semedo, presidente da FCF, avalia o impacto do Mundial 2026: «Todos agora querem também bater Cabo Verde»

Mário Semedo planeia o futuro desportivo de Cabo Verde e da seleção feminina após disputar o Mundial de 2026.

Anna Gasper diz adeus ao Benfica: «Por vezes a vida abre uma porta pela qual temos de passar»

Anna Gasper deixou o Benfica para alinhar pelo Chicago Stars, nos Estados Unidos. A médio alemã partilhou uma mensagem de despedida.

Pesadelo no UFC 329: Lesão precoce interrompe o tão esperado retorno de Conor McGregor

Conor McGregor sofreu uma lesão no joelho nos primeiros segundos do main event frente a Max Holloway. Dana White descreveu o momento como «inacreditável».

Avanço nas negociações: Eis o ponto de situação entre Benfica, Bayern Munique e João Palhinha

João Palhinha está cada vez mais próximo de jogar no Benfica. O Bayern de Munique já aceita um empréstimo com cláusula de compra.

PUB

Mais Artigos Populares

Alejandro Garnacho pode sair do Chelsea e rumar a Itália: eis a situação

Alejandro Garnacho pode deixar o Chelsea neste mercado de verão. Fica a par da situação a envolver as partes e a AS Roma, que mostra interesse.

Zeno Debast: «Ficar de fora enquanto o teu país luta por um sonho é uma dor que não desejaria a ninguém. Dei tudo para...

Zeno Debast não somou minutos do Mundial 2026 devido a lesão. Defesa da Bélgica reagiu com mensagem nas redes sociais.

Erling Haaland e o Mundial 2026: «Foram as melhores semanas e a melhor jornada que tive em toda a minha vida»

Palavras de Erling Haaland após a derrota da Noruega frente à Inglaterra por 2-1 e consequente eliminação nos quartos de final do Mundial 2026.