Última hora2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica
Publicidade

UFC 328: Tensão de cortar à faca

Cristiano Santos · 3 min

UFC 328
Foto: UFC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O UFC 328 é um momento de reflexão sobre o limite do “trash talk” e da linha ténue entre vender uma luta, e a verdade.

Khamzat Chimaev e Sean Strickland defrontam-se em Nova Jersey, mas o que está a roubar toda a atenção nem é o duelo no octógono, mas sim toda a controvérsia que antecede a luta.

Khamzat Chimaev (C) x Sean Strickland (3#)

O americano e o checheno não se podem ver à frente, com ameaças de morte, ataques religiosos, políticos e familiares. Outrora companheiros de treino, agora são inimigos mortais, que exigem segurança extra por parte do UFC, porque cada vez que estão no mesmo ambiente, a tensão é elevada.

A inimizade começou antes mesmo do anúncio da luta, talvez como estratégia de captar atenção e empurrar este duelo ao invés de outros, mas parece que se perdeu o controlo e agora não há volta a dar, e chegam a ponderar estar a vida de algum em risco.

No papel este encontro, a meu ver, não é tão tenso como todo o “build-up”, Chimaev parece imparável com 84kg, e o seu estilo é o melhor para combater a postura de manutenção de distância do americano, que usa os jabs, pontapés na zona do torso, para impedir a aproximação do adversário e ir pontuando.

Mas Khamzat é um pesadelo para esse estilo de jogo, porque ele vai entrar no espaço para a queda, custe o que custar, e não vai permitir ficar-se na distância do jab. E quando conseguir o bodylock clássico, será difícil para o Sean Strickland conseguir sair.

A luta pode tomar outro rumo se esta tensão se refletir na luta, e os planos de luta serem colocados no lixo e entrem numa guerra, aí as chances do americano sobem, embora o seu queixo seja comprometido como todos sabemos.

Joshua Van (C) x Tatsuro Taira (3#)

Depois de vencer o título de forma caricata, com uma lesão do ex-campeão Pantoja nos primeiros 40 segundos, Joshua Van vai agora defender o seu cinturão e ter a sua primeira experiência em lutas pelo cinturão no UFC (visto que na anterior, mal teve tempo para se mostrar).

Terá pela frente a sensação japonesa Tatsuro Taira, que vem de vitória frente ao também ex-campeão Brandon Moreno.

Um duelo que promete trazer uma experiência frenética, a qual a divisão dos pesos-mosca nos tem vindo a habituar.

A meu ver o favoritismo está do lado do japonês, que embora esteja a estrear numa luta por cinturão no UFC, já está habituado à pressão de grandes lutas, por ser uma estrela do MMA japonês, no RIZIN, onde lutou para plateias imensas.

Joshua Van, embora a luta tenha durado apenas 40 segundos, não parecia estar no mesmo nível do Pantoja, e isso por si só não quer dizer nada, porque talvez nem Tatsuro Taira esteja, mas o japonês é mais testado e tem mais credenciais, e acho que sairá vencedor.

O evento ainda contará com o embate de pesos-pesados de Volkov contra “Salsa Boy”, o atleta sensação da categoria (embora agora tenha sido um pouco ofuscado por Hokit), que em caso de vitória categórica, pode intrometer-se no topo da tabela e nas disputas pelo cinturão.

Na luta anterior a essa, temos Sean Brady x Joaquin Buckley, um duelo que irá movimentar o meio do ranking dos pesos meio-médios, e definir o “gatekeeper” da divisão.

O UFC 328 traz um evento principal bastante polêmico, que pode continuar a propagar-se para além da luta no domingo, esperemos que não sejam cometidos atos que manchem o desporto.

Cristiano Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.