Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Os recentes incidentes que envolveram Conor McGregor abalaram, mas não destruíram, o passado evento do UFC. Depois do ataque ao autocarro perpetrado por Conor e o seu grupo, Dana White teve de fazer uma ginástica incrível para manter o evento de pé, não defraudando os anunciantes e os adeptos que pagaram para ver a nata da MMA. Este incidente provocou lesões em alguns atletas e obrigou ao cancelamento de três combates do cartaz.
À procura de um Wally para Khabib
A lesão de Tony Fergunson (que, diga-se, não foi provocada por Conor) a uma semana do evento gerou desconfiança e apreensão. Afinal de contas, tratava-se de um combate por um título, em que o campeão interino não teria forma de participar. Ao contrário do que seria de esperar, a organização do UFC decidiu manter o combate. A questão era: Quem poderá substituir Tony a uma semana do evento?
Max Holloway, campeão da divisão Featherweight, decidiu voluntariar-se para enfrentar o russo. Dana White reconheceu, como é lógico, o potencial do combate e decidiu aceitar a proposta de Holloway. Infelizmente, a comissão técnica impediu a realização do combate por considerar, após sucessivos testes, que o corte de peso do havaiano não o tinha deixado nas melhores condições físicas para se apresentar no octógono. Resultado? A um dia do evento, Holloway é afastado do cartaz.

Fonte: MMA Fighting
Sem Tony e sem Holloway, quem poderia aceitar combater Khabib com um dia de antecedência? Afinal de contas, Khabib passou por um intenso campo de treino. Portanto, sair do sofá e lutar com um atleta que apresenta um record de 26 vitórias e 0 derrotas, não seria algo concretizável. Nesse sentido, a decisão acabou por ser selecionar um atleta que estava perfilado para combater no evento. O escolhido foi Al Iaquinta, o número 11 da divisão Lightweight que não pisava o octógono há quase um ano. O combate entre Iaquinta e Paul Felder foi, por isso, cancelado, numa decisão que não agradou a Felder, dado que as suas intensas semanas de treino acabaram por ser em vão. Ainda assim, Felner não censurou Iaquinta por ter aproveitado a oportunidade.
Finalmente Khabib
O combate não surpreendeu. Khabib dominou por completo. Ainda assim, muitos ficaram surpreendidos com a performance de Iaquinta, que acabou por expor algumas fragilidades no jogo de striking do russo.

Fonte: MMA Fighting
Ao final dos cinco assaltos, os juízes consideraram, por unanimidade, que Khabib era o legitimo vencedor. O cinturão que em tempos foi de McGregor, está agora à cintura do lutador do Daguestão.
Conor não manda aqui!!!
Sim, McGregor é a principal figura do universo UFC. Sim, é uma estrela do desporto, vende bilhetes como ninguém, é uma fonte de receitas garantida e é um dos melhores lutadores da história da MMA.
Mas o que ficou provado, a meu ver, com a edição 223 do UFC, é que a organização vai continuar pujante mesmo que o irlandês insista em arranjar problemas em pubs ou a tentar agredir de forma bárbara um colega de profissão. Independentemente das suas motivações, McGregor não poderia nunca ter feito o que fez. Talvez se julgue invencível, acima da lei, acima do mundo. Talvez sinta que o mundo se moldará sempre às suas exigências. Talvez tenha perdido a humildade que o seu difícil início de vida lhe terá certamente providenciado.

Fonte: MMA Fighting
A postura de i don´t give a f#*### é ótima em conferências de imprensa, serve na perfeição os esforços de promoção de um evento desportivo, mas não se enquadra naquilo que são os valores de uma arte-marcial.
Obrigado a Al Iaquinta e a Khabib por terem mostrado ao irlandês que o respeito pelo outro é um dos principais valores das artes marciais.
Foto de Capa: UFC
Revisto por: Rita Manique











