Última horaTorreense ‘Til I Die On The Beach
Publicidade

Yoel vs Rockhold ou Cuba vs EUA no evento UFC 221

João Pedro Chitas · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesEsta rivalidade, se é que se pode chamar isso ao que Yoel Romero e Luke Rockhold “têm”, não é certamente tão intensa quanto aquela que os países de origem dos cabeças de cartaz do evento da UFC 221 travaram durante décadas. Ainda assim, está em jogo o título da divisão mais enérgica, imprevisível e emocionante da UFC: a divisão Middleweight. Se este evento é tão importante quanto a rivalidade entre Fidel Castro e JFK? Bom, provavelmente não. Ainda assim, para um fã de UFC, trata-se de um evento no mínimo entusiasmante.

Yoel Romero
O cubano não encaixa muito bem no perfil de veterano. Yoel tem potência, explosão e flexibilidade. O atleta da conhecida terra dos charutos, é um wrestler experiente que curiosamente não se faz valer dessas suas competências para exercer superioridade sobre os seus adversários. É que, não nos equivoquemos, o cubano conquistou uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sidney, realizados no ano 2000. Yoel gosta do jogo de striking, gosta de voar e de aproveitar o voo para desferir uma potente e bem colocada joelhada. Que o diga Chris Weidman, também ele um forte pretendente ao título que em tempos possuiu. Não sei se Yoel era íntimo de Fidel, mas quem assistiu ás suas discussões com Bisping não conseguirá acreditar que este combate não terá pelo meio uma boa dose de orgulho cubano.
A única derrota de Yoel no seu percurso na UFC ocorreu no seu último combate, em que teve pela frente Robert Withaker

O perigoso joelho de Yoel Romer0 Fonte: FloCombat
O perigoso joelho de Yoel Romer0
Fonte: FloCombat

Luke
Luke está de volta. Agora que acabou o desconforto de ser confrontado com o duelo entre DC (seu amigo e companheiro de equipa durante largos anos) e Volkan Oezdemir (atual colega de equipa), o antigo campeão da divisão Middleweight quer voltar a ter o cinturão de campeão na sua cintura, depois de o ter perdido para Michel Bisping em 2016. Fisicamente, Luke terá um adversário à sua altura. Será interessante analisar as opções estratégicas do americano. Eu arriscaria que Luke fará uso do seu fortíssimo jogo de pernas. Os middle kicks e high kicks de Rockhold são demolidores, e perante Yoel, este será um dos poucos capítulos em que terá vantagem. Isto porque, e apesar de ser faixa azul em jiu-jitsu brasileiro e de ter praticado igualmente wrestling e judo, o americano terá pela frente o wrestling de nível olímpico do cubano.
Luke vem de uma vitória sobre David Branch, que sucede a uma penosa derrota por knockout frente a Michael Bisping. A derrota custou-lhe o título que agora poderá reaver.

Os pontapés de Rockhold Fonte: si.com
Os pontapés de Rockhold
Fonte: si.com

Quem vencer tem à sua espera uma larguíssima lista de espera, que inclui nomes como Robert Withaker, Chris Weidman ou Jacaré Souza. Mas por agora, o melhor mesmo é desfrutar de um combate em que os voos e potência de Yoel e o jogo de pernas de Luke terão certamente um papel decisivo.

Foto de Capa: Combat Docket

João Pedro Chitas

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.