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Estamos em plena Nova Era na WWE. Um dos marcos importantes foi o Draft, que aconteceu no dia 19 de julho, e nesse episódio do Smackdown Live, ficaram definidos os plantéis de Raw e Smackdown.
Campeões foram divididos, novos títulos foram criados, novas superstars emergiram, novas estrelas se formaram, e passado oito meses, é altura de fazer uma revisão geral às consequências do Draft e ao estado atual da WWE.
Assim, escolhi quatro fatores que mudaria na WWE atualmente, que decorrem fundamentalmente, mas não só, do WWE Draft.
Plantéis mais equilibrados
O primeiro problema que o Draft colocou prendeu-se logo pelas regras. Foi anunciado que, por ser um show de três horas, o Monday Night Raw teria direito a três escolhas, enquanto o Smackdown teria duas, pela duração do show ser duas horas. ERRADO!
Porque razão vamos estabelecer uma distinção entre Raw e Smackdown? Só por causa da duração dos dois programas? Que importância têm a duração dos shows? NENHUMA!
Logicamente, esta distinção colocaria o Raw em vantagem, por ter mais escolhas que o Smackdown Live. Assim foi!

Fonte: WWE
Atualmente, todo o star power está na marca vermelha, enquanto a marca azul tem um plantel mais reduzido, com poucas opções, e por isso, com poucos recursos para criar novas histórias, interessantes e cativantes.
A minha solução para o próximo Draft é que acabem com esta distinção entre Raw e Smackdown, e ambas as marcas tenham o mesmo número de escolhas, que resulta em plantéis mais uniformizados. O star power também tem de ser melhor gerido, de modo a ficar em igual número em ambos os shows.
Destaque igual a todos os lutadores
Este problema não resulta exclusivamente do Draft, mas tornou-se mais acentuado com a divisão dos plantéis. É uma questão que apareceu muito antes sequer do anúncio do Draft.
Esta questão aplica-se a todas as divisões, feminina, masculina, tag teams e Cruiserweights, onde é dado maior destaque a um grupo restrito de talentos, em vez de se pensar em todo o talento disponível.

A título de exemplo, na divisão feminina do Raw, é dado maior destaque a quatro mulheres: Charlotte Flair, Bayley, Sasha Banks e Nia Jax, ao invés de se pensar que existe uma Dana Brooke e Alicia Fox, para não falar de Emma, que andam completamente perdidas na divisão, quando todo o destaque vai para as quatro mulheres acima referidas. São elas que têm direito às grandes histórias, a oportunidades pelo título, enquanto as restantes são postas de parte, chegando-se a questionar se fazem parte da divisão.
Do outro lado, no Smackdown Live, todas as mulheres têm o seu papel, e o mesmo destaque. Não são esquecidas, quero eu dizer! E são talentos que, há uns anos, não estavam sequer a disputar grandes rivalidades ou a desafiar campeãs. O Smackdown é a marca das oportunidades! E porque razão o Raw não poderá ser também?
Demasiados títulos e muitas trocas
Outro problema decorrente do Draft foi a criação de títulos para quase todas as divisões e a criação de programas para tudo e mais alguma coisa. Falo do Cruiserweight Classic, que originou a criação do Cruiserweight Championship, e o United Kingdom Tournament, com o United Kingdom Championship como prémio.
Na WWE, criou-se o Universal Championship, Smackdown Women´s e Tag Team Championship, Cruiserweight Championship, e nomeou-se o Raw Women´s e Tag Team Championship.
Do nada, passamos de seis/sete títulos para dez! Na verdade, 14 se quisermos incluir o NXT! 14 títulos! Dá que pensar não é?

A principal questão com a criação destes títulos resulta na existência de poucos candidatos para desafiar os campeões. Resulta, fundamentalmente, do destaque que se dá a um grupo restrito de lutadores, que faz com que sejam sempre os mesmos a lutar pelos títulos. Eventualmente, há um, dois candidatos por título, mas acaba por não mudar muito!
Outra situação que acaba por acontecer é a troca constante de títulos e a pouca consolidação de reinados. Ultimamente, os reinados têm sido curtos, e a troca tem sido frequente. Questiono-me quanto a isto, e acho que a melhor solução é consolidarem cada campeão, e apenas trocar de título, quando assim se justificar. E não fazerem trocas sem nexo algum, porque isso só estraga a linhagem de um título, e desilude os fãs de wrestling, que acabam por não gostar e consumir menos o produto.
O caso que me estou a lembrar agora foi quando a Naomi ganhou o Smackdown Women´s Championship na Elimination Chamber, derrotando Alexa Bliss. Fiquei desiludido, porque a Alexa tinha ainda muito para dar, e merecia levar o título até à Wrestlemania, na minha opinião
Acabei por me conformar com a decisão, mas passado uns dias, a Naomi deixou o título vago, devido a uma lesão. E a Alexa voltou a ganhar o título!
Sinceramente, não percebo o porquê de isto ter acontecido. Só estragou a linhagem do título, para além de ter sido uma troca sem nexo algum.
Subidas frequentes
Fã de wrestling gosta de novidade! Eu não sou exceção! E acho que a novidade passa por haver subidas constantes do NXT ou mesmo regressos ou estreias de outras estrelas.

Neste momento, e estamos na altura da Wrestlemania, a novidade e as subidas são o que os fãs mais querem ver!
Para tal, é preciso as estrelas estarem preparadas para subir e, sinceramente, acredito que estão. A título de exemplo, The Revival, Shinsuke Nakamura, Asuka, Tye Dillinger são alguns nomes que a WWE poderia fazer subir nos próximos tempos. Aproveitar a estrada para a Wrestlemania para o fazer!
Por este motivo pode deduzir-se que existam histórias interessantes para cada talento. Eu não sou booker de wrestling mas, ultimamente, tenho analisado bastante a forma como os talentos são bookados, e não estou particularmente satisfeito.
Lá está, é necessário a novidade, algo que agite e que mude a forma como as coisas estão neste momento.
Foto de capa: WWE Smackdown Live
Artigo revisto por: Diana Martins







