Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

WWE Backlash: Faltou emoção ao primeiro PPV pós-Wrestlemania

Redação BnR · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O Backlash desiludiu pela previsibilidade e poucas surpresas. Apesar do excelente Rollins vs Miz, que foi o melhor combate da noite, os restantes combates não superaram as expetativas. Para a história, ficam as defesas de título bem sucedidas por parte de Hardy, Carmella, Styles, Jax e Rollins.

Ruby Riott derrotou Bayley

Ruby Riott levou a melhor sobre Bayley
Fonte: WWE

No combate de Kickoff, Ruby Riott, acompanhada por Liv Morgan e Sarah Logan, derrotado Bayley, após ter feito o mesmo Sasha Banks no último Raw.

A exibição foi semelhante à que Ruby teve com Sasha e contou a interferência previsível das Riott Squad. Bayley esforçou-se, mas foi insuficiente para vencer o combate. Os últimos acontecimentos e essa vitória serviram para apimentar ainda mais a rivalidade entre Sasha e Bayley, que espero que arranque em força nas próximas semanas.

Miguel Santos

Seth Rollins derrotou The Miz (WWE Intercontinental Title)

O “Kingslayer” foi o homem da noite no Backlash
Fonte: WWE

O PPV abriu com o melhor combate da noite. Rollins e Miz construíram uma batalha digna de Wrestlemania e fizeram as delícias do Universo WWE. Rollins mostrou o seu lado mais agressivo, enquanto Miz adotou a postura cínica e fria que o caracteriza.

Apesar de todos estarem à espera da vitória do “Kingslayer”, Miz deu a impressão que o resultado poderia ser diferente, expondo as fraquezas do atual campeão Intercontinental. Miz focou a sua atenção no joelho de Seth, uma parte importante no arsenal do ex-membro do Shield.

Perto do fim, Rollins iniciou a sua recuperação e terminou o combate com um decisivo Stomp, mantendo-se como campeão. Um excelente combate para abrir o PPV, apesar da previsibilidade do resultado.

João Filipe Coelho

Nia Jax derrotou Alexa Bliss (WWE Raw Women’s Championship)

A força de Nia Jax foi decisiva
Fonte: WWE

Mais uma vez, o Backlash ofereceu-nos um resultado previsível. A única surpresa foi a duração do combate, visto que foi ligeiramente mais longo do que se esperava. Nia entrou forte, tentando acabar com a luta nos minutos iniciais. A ex-campeã ainda deu luta, projetando a sua adversária contra os postes e até para fora do ringue. No entanto, a força de Nia Jax foi um trunfo decisivo para a campeã, que venceu após um Samoan Drop.

Um combate aborrecido, devido à previsibilidade da vencedora. Não faria sentido tirar o título de Nia tão cedo, apesar de Bliss estar cada vez melhor nos promos. Aliás, a WWE tem aproveitado esta rivalidade para promover a sua campanha contra o bullying, por isso faria todo o sentido garantir a continuidade do reinado da “Irresistible Force”.

João Filipe Coelho

Daniel Bryan derrotou Big Cass

Daniel Bryan venceu, mas foi Big Cass quem saiu por cima
Fonte: WWE

O coração do Smackdown Live!, Daniel Bryan, encontrou o novo monstro da marca azul, Big Cass, numa autêntica batalha de David contra Golias.

Quando tudo dava a entender que Cass iria vencedor no Backlash, Daniel Bryan provou o contrário, ao ser mais resiliente e ao arrecadar a vitória com o Yes Lock. No final, Cass atacou Bryan, indicando que a rivalidade não irá ficar por aqui.

A exibição foi curta e cumpriu com o próprio de um primeiro combate entre os dois. Bryan saiu vencedor, mas Cass ficou por cima no segmento final.

Miguel Santos

Carmella (c) derrotou Charlotte Flair (WWE Smackdown Women’s Championship)

Carmella conseguiu reter o Smackdown Women’s Championship
Fonte: WWE

Na primeira defesa de título de Carmella como campeã feminina do Smackdown, encontrou em Charlotte Flair uma candidata desejosa de voltar a ter o título em sua posse.

O combate foi curto e surpreendente. Charlotte carregou a exibição e Carmella cumpriu com o seu papel, de atacar quando era realmente necessário. Sem qualquer interferência, venceu Charlotte com um roll-up. Surpreendeu-me porque estava à espera de uma interferência das Iiconics, o que não aconteceu.

Estou verdadeiramente expectante para este reinado de Carmella e mal posso esperar pelos próximos desenvolvimentos.

Miguel Santos

AJ Styles vs Shinsuke Nakamura terminou em No Contest

AJ e Nakamura continuam a sua rivalidade
Fonte: WWE

A disputa entre Nakamura e Styles não tem fim à vista. No Backlash, os dois ex-NJPW protagonizaram mais um bom combate e mais um no contest, à semelhança do que aconteceu no Greatest Royal Rumble. Num combate (relembro, era um No Disqualification match) em que a primeira arma apareceu já com dez minutos de combate, Nakamura cortou a face de Styles com um Knee to face.

Após uns minutos de relativo equilíbrio, surgiu um final, digamos, peculiar. Ambos os wrestlers aplicaram low blows ao adversário, fazendo com que os dois não conseguissem levantar-se após a contagem de dez.

Percebo o resultado, visto que esta rivalidade tem tudo para continuar até ao SummerSlam, mas (mais uma vez) esperava um pouco mais dos dois lutadores. Será que veremos um Five Star Match num futuro próximo?

João Filipe Coelho

Jeff Hardy derrotou Randy Orton (WWE United States Championship)

Hardy derrotou o “Viper” e continua como campeão
Fonte: WWE

Um combate relativamente simples, muito dentro daquilo que se esperava. A rivalidade entre Hardy e Orton tem sido pouco explorada, visto que começou à pouco tempo (Jeff moveu-se para a blue brand no Superstar Shake-Up).

Num combate equilibrado, Jeff fez a diferença ao aplicar o seu famoso Swanton Bomb para vencer o combate e continuar como campeão. Na minha opinião, este foi o resultado correto, visto que Jeff precisa de se cimentar como um campeão credível.

Acredito que veremos novamente um heel Orton nos próximos tempos, uma faceta que demonstrou em alguns momentos deste combate.

João Filipe Coelho

Bobby Lashley e Braun Strowman venceram Kevin Owens e Sami Zayn

A equipa de Bobby e Braun saiu como vencedora deste combate
Fonte: WWE

Não haveria outra possibilidade senão dar a vitória a Bobby e Braun neste combate. Zayn e Owens são lutadores de elevada qualidade, mas têm sido completamente deixados de parte pela equipa criativa da WWE. Por outro lado, Bobby Lashley não tem tido o melhor regresso possível, visto que ainda não encontrou uma rivalidade individual e não luta por qualquer título.

Quanto ao combate, não se esperava outra coisa: os vencedores dominaram de início ao fim e venceram o combate. Nada mais a acrescentar relativamente a este combate, que teve um final fraco e que não fascinou o Universo WWE.

João Filipe Coelho

Roman Reigns venceu Samoa Joe

Um main event fraco, num PPV fraco
Fonte: WWE

Não percebo porque é que a WWE colocou este combate no main event do Backlash. A rivalidade entre Reigns e Joe não tem sido das mais intensas da WWE e não há qualquer título em disputa, ao contrário da luta entre Styles e Nakamura. Para ajudar à “desgraça”, o combate foi pobre.

A luta entre Joe e Reigns foi bastante longa, o Universo WWE presente em Newark não mostrou um “pingo” de interesse e Reings não mostrou que consegue ser um “babyface” puro. A culpa é dele? Claro que não. Roman tem feito de tudo para impressionar, mas é notório que ninguém quer ver o “Vince’s boy” no topo da cadeia da WWE. Por outro lado, Joe (que pode ser um digno candidato ao título da WWE) precisava de uma vitória após o seu regresso, mas sucumbiu perante o Big Dog.

No que toca ao combate propriamente dito, não há muito a acrescentar. Apesar da boa réplica de Joe, Reigns venceu após um Spear, que capitalizou, na minha opinião, o PPV mais fraco de 2018.

João Filipe Coelho

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.