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E assim, três semanas após o Royal Rumble, teve lugar o Elimination Chamber e o resultado acabou por ser o esperado.
Os dois combates sinónimos com o evento foram agradáveis, um deles mesmo histórico. No entanto, o resto do evento não acrescentou muito à caminhada rumo à Wrestlemania.
Para ser justo, The Boss N’ Hug Conection e Kofi Kingston merecem o devido destaque, mas alguns combates deixaram um pouco a desejar, o que faz com que o evento não seja, injustamente, memorável.
Nota do evento: 6,5/10
Sasha Banks e Bailey escreveram história

O evento começou da melhor maneira com a Elimination Chamber pelos Women’s Tag Team Championship. O combate começou com o embate entre Sonya Deville, Mandy Rose e a Boss N’ Hug Conection.
A primeira metade do combate foi muito previsível: sempre que entrava uma equipa, esta dominava por um certo tempo até que entrasse a equipa seguinte. Deste período, quero destacar as Iconics. Para além do bom trabalho como Tag Team, foram a equipa mais agradável de se ver em todo o combate, e a primeira a conseguir uma eliminação.
Só quando a última equipa entrou – a Irristible Force – é que o combate começou a animar. Estas dominaram qualquer uma que lhes fizesse frente, e não demoraram muito a eliminar as Iconics.
Após um duplo crossbody do topo de uma das pods, a Riott Squad dava um ar da sua graça, mas rapidamente saíram de combate devido, novamente, a Nia Jax e Tamina. Estas estavam em alta, e a vitória parecia aproximar-se.
Jax cometeu um enorme erro quando quis castigar Bailey, mas acabou por ir contra uma pod e ficar fora de combate. Com isto, Deville, Rose, Bailey e Banks aproveitaram para eliminarem Tamina e a sua parceira.
E assim sobravam as duas equipas que começaram o combate. A lesão de Sasha era preocupante para a sua equipa, mas mesmo assim Bailey quase venceu o combate após um Bailey to Belly em Sonya Deville.
No entanto, esta cometeu um enorme erro quando quis aplicar um spear em Banks, mas acabou por castigar a sua própria parceira. Com Mandy Rose fora de ação, Banks aplicou uma versão modificada do Banks statement em Deville, e desta maneira venceu os títulos de Tag Team para a sua equipa.
O combate começou demasiado lento, mas acabou por ter um bom ritmo e todas as eliminações foram credíveis e bem feitas. No final, ganhou a equipa mais merecedora, e assim a Women’s Revolution deu mais um passo importante na sua história.
Nota do combate: 7,5/10
The Usos são SmackDown Tag Team Champions

Este combate surpreendeu-me pela positiva. Estava à espera de uma vitória para Shane McMahon e The Miz (sobretudo devido à detenção de Jimmy Uso durante a semana), mas tal não aconteceu.
O combate começou com Jimmy e Miz em ringue, mas, assim que este fez o tag, deu oportunidade a Shane para brilhar devido ao seu rápido striking. A “Melhor Tag Team do Mundo” trabalhava muito bem e mostrava estar à altura da sua designação.
Tendo o combate dominado, Shane decidiu arriscar com um Coast to Coast a cada um dos gémeos. Mas foi ao segundo que Jey o apanhou com um superkick e um splash. Nesta altura valeu The Miz, que salvou o seu parceiro da contagem de três.
No entanto, e não satisfeito com o falhanço anterior, Shane aplicou um elbow-drop do topo das cordas em Jimmy Uso, que estava estendido na mesa de comentadores.
Estando contente com o que via, Miz quis acabar o combate e conectou o Skull Crushing Finale em Jey Uso no meio do ringue. Mas durante o assentamento, Uso surpreendeu e aplicou um crucifix, que lhe deu a vitória e os títulos de Tag Team.
Este combate foi ótimo e a maior surpresa da noite em termos de qualidade e resultado.
Nota do combate: 8/10
Finn Bálor é o novo Campeão Intercontinental

Este combate Handicap só teve um propósito: dar o título a Bálor sem que Lashley sofresse o pin. Deste modo, o objetivo foi conseguido. No entanto, o combate deixou algo a desejar, sobretudo devido à qualidade dos lutadores envolvidos.
Todos sabemos as qualidades tanto de Lashley, como de Bálor, mas também Lio Rush é um atleta fenomenal, como se pôde ver no seu combate contra Bálor no Monday Night Raw, há duas semanas. O problema é que a WWE não aposta nele, o que faz com que pareça um pouco idiota.
Após Lashley dominar a maior parte do combate, e sem Bálor dar grande resposta, Rush trocou as voltas ao seu parceiro quando fez um tag inesperado. Após falhar o frog-splash, Bálor aproveitou a oportunidade para vencer o combate.
Atacou os adversários com um suicide-dive e bastou aplicar um dropkick seguido do Coup de Grâce em Rush para conseguir a vitória.
Como expliquei, o combate soube a pouco. Mas pelo menos tivemos um vencedor justo e Bálor pode aproveitar para ter um reinado credível para depois, quem sabe, aspirar a voos mais altos.
Nota do combate: 6/10
Becky Lynch castigou as suas maiores rivais

Sendo este um combate que envolvia Ronda Rousey, e tendo Charlotte Flair a assistir de perto, era de esperar que Becky Lynch também aparecesse. E o público até já cantava pelo seu nome antes de o combate começar.
Como esperado, Ruby Riott não esteve à altura da “Baddest Woman on the Planet” e nem durou cinco minutos em ringue com a campeã. Bastou um Piper’s Pit e um Amrbar para Ronda reter o seu título.
Nota do combate: 5,5/10
Após a vitória, Charlotte confrontou a campeã, até que apareceu Becky Lynch pelo meio do público. Mesmo não conseguindo andar, The Man quis marcar a sua posição e fê-lo ao atacar violentamente Rousey e Charlotte com as suas canadianas.
Fica assim a impressão que o combate para a Wrestlemania será entre Ronda Rousey, Becky Lynch e Chralotte Flair. E simplesmente não podíamos pedir melhor.
Braun Strowman é totalmente dizimado

Este combate “No DQ” era perfeito para Strowman finalmente se vingar de Baron Corbin e ganhar algum ímpeto rumo à Wrestlemania. No entanto, a noite esteve longe de ser perfeita para o “Monster Among Men”.
Enquanto o combate foi um contra um, muito não acontecera até que Strowman aplicasse em Corbin o Powerslam através de uma mesa. Mas aí é que começaram os problemas, com o aparecimento de Drew McIntyre e Bobby Lashley.
A partir desse momento, o combate ficou arruinado. Strowman não deu luta nenhuma, e Corbin conseguiu uma simples vitória após um triplo powerbomb através de duas mesas.
A única coisa a retirar deste combate é a questão: qual será o papel de Braun Strowman na Wrestlemania? Será de destaque, ou de comédia (como no ano passado)? Uma coisa é certa, a WWE parece estar aos poucos a retirar toda a credibilidade a uma das suas principais estrelas.
Nota do combate: 4/10
Kofi Kingston fica a centímetros de vencer o WWE Championship

À entrada para esta Elimination Chamber, apercebi-me de que qualquer um dos seis lutadores era merecedor de vencê-la e de ser campeão da WWE – algo que é raro nestes combates.
Com isto dito, o combate começou com Samoa Joe e Daniel Bryan e ambos evidenciaram as qualidades que fazem deles dois dos melhores wrestlers do mundo. Há que destacar as excelentes transições entre submissões por parte de Joe e as trocas de chops, que me deixaram a desejar um combate no futuro entre os dois.
Em terceiro lugar, entrou a estrela do combate e o favorito do público: Kofi Kingston. E causou logo impacto ao deixar-se cair do topo da Chamber para cima dos dois adversários.
Depois entrou AJ Styles, um dos favoritos a vencer o combate. O ex-campeão não perdeu tempo e distribuiu DDTs e Phenomenal Forearms em todos. Um desses castigou Samoa Joe e causou a primeira eliminação do combate.
De seguida entrou Jeff Hardy, que castigou bem Styles e aplicou a maior manobra do combate. Estando AJ estendido no topo do canto, Hardy subiu para cima de uma pod e aplicou o Swanton Bomb. No entanto, isto abriu a oportunidade para Bryan aplicar o Running Knee e eliminar o “Charismatic Enigma”.
Logo a seguir entrou Randy Orton, que, com o seu estilo metódico, atacou todos os lutadores ainda em combate. E quando Styles tentou mais um Phenomenal Forearm, Orton apanhou-o com o RKO e colocou-o fora de combate.
Tendo Orton todo o ímpeto, virou-se para Kofi Kingston. Mas acabou por ser surpreendido pelo Trouble in Paradise e foi mesmo eliminado num abrir e fechar de olhos. E assim restavam Daniel Bryan e Kofi Kingston.
Kofi tinha todo o ímpeto do mundo, desde o SmackDown anterior onde combateu durante 60 minutos, até agora, onde tinha a oportunidade de ser pela primeira vez campeão da WWE. E não perdeu tempo até aplicar o SOS, mas seria preciso mais para vencer “O Novo” Daniel Bryan.
Este tentava de tudo até que, após ir de cabeça contra o metal várias vezes, conseguiu conectar um Running Knee, mas, para choque geral, Kofi Kingston escapou do pin.
Quando ia para outro Running Knee, Kofi deu-lhe as voltas e conectou o Trouble in Paradise. Quando parecia que tínhamos novo campeão, Bryan escapou ao último segundo.
Para Kingston, era altura de arriscar tudo. Estando Bryan estendido no ringue, Kofi saltou do cimo de uma pod, mas falhou o splash. Deste modo, Bryan aplicou um segundo Running Knee e finalmente conseguiu a vitória.
Este combate foi muito bem montado em torno da resiliência e coração de Kofi Kingston. Embora tenham havido (na minha opinião) algumas eliminações prematuras, o resultado final foi excelente e resultou num dos melhores combates que tivemos este ano.
Nota do combate: 8,5/10
Texto revisto por: Mariana Coelho
Foto de Capa: WWE









