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Foi um evento esquecível, de clara transição para o SummerSlam, que começará a ser preparado nas próximas semanas e onde reside todas as expetativas.
Para o próximo ano, o melhor a fazer é substituir este evento, pela ausência de estipulações que as últimas edições têm proporcionado e que, na maior parte das vezes, têm desiludido.
Nota do evento: 13/20
Kickoff: Andrade “Cien” Almas derrotou Sin Cara

Fonte: WWE
No Kickoff, tivemos a desforra entre Andrade “Cien” Almas e Sin Cara, no que foi um combate agradável, com mais tempo e boa parte das manobras que os dois apresentaram no Smackdown. “Cien” Almas venceu, com interferência de Zelina Vega, como era esperado.
Espero que este triunfo relançe “Cien” Almas num lugar de maior destaque na marca azul e que isso aconteça de imediato. Quanto a Sin Cara, fez um ótimo trabalho, apesar de não ser favorito a vencer a rivalidade.
Nota: 12/20
Kickoff: SAnitY (Eric Young, Alexander Wolfe e Killian Dain) derrotaram The New Day (Big E, Xavier Woods e Kofi Kingston) (Tables Match)

Fonte: WWE
Achei que este combate poderia, muito bem, acontecer no cartaz principal, não só pela estipulação, mas também pelo potencial envolvido. Como decorreu no Kickoff, foi uma exibição muito a correr, por falta de tempo, com os SAnitY a revelarem a ponta do véu do que podemos esperar deles no Smackdown Live. Os New Day não precisavam de ganhar, uma vez que os SAnitY estavam a fazer a sua estreia em PPV’s da WWE.
O combate foi decente, com a vitória esperada e que resultou entre as duas equipas, apesar de não merecer a posição em que foi colocado.
Nota: 13/20
The B-Team (Bo Dallas e Curtis Axel) derrotaram Bray Wyatt e Matt Hardy © (WWE Raw Tag Team Championship)

Fonte: WWE
O evento abriu com o embate entre os campeões de equipas Bray Wyatt e Matt Hardy e os candidatos Bo Dallas e Curtis Axel, dupla agora denominada de The B-Team. A exibição serviu para entreter o público, que não se mostrou muito interessado.
Depois de um combate minimamente normal, o grande destaque viria a acontecer com a consagração inesperada de Bo Dallas e Curtis Axel como os novos Raw Tag Team Champions, surpreendendo tudo e todos, dando assim seguimento à onda invicta que os antigos parceiros de The Miz têm vindo a colecionar nas últimas semanas.
Este resultado deixa em aberto o atual cenário para a divisão de equipas, pelo qual estou interessado, não só pela prestação dos novos campeões, mas também pelo que se segue para Bray Wyatt e Matt Hardy, que devem permanecer na rota dos títulos.
Nota: 13/20
Finn Bálor derrotou Baron Corbin

Fonte: WWE
Apesar do pouco interesse para esta rivalidade, o combate entre Finn Bálor e Baron Corbin foi decente, sem nada de muito espetacular a fazer-se notar. Ambos cumpriram os seus papéis e a vitória previsível do “Demon” acabou por acontecer, ainda que por roll-up, sem recorrer ao seu golpe final.
Como disse na antevisão, espero que Finn Bálor seja lançado em histórias mais produtivas para a sua carreira e que deixe de ser alvo deste booking sem sentido, como aconteceu neste evento. Se tal acontecer, fico satisfeito e é sinal que o meu desejo foi cumprido.
Nota: 12/20
Carmella © derrotou Asuka (WWE Smackdown Women’s Championship, com James Ellsworth suspenso numa jaula)

Fonte: WWE
A desforra entre Carmella e Asuka foi um dos pontos fracos do Extreme Rules. No Money in the Bank, a exibição resultou e o regresso de James Ellsworth serviu para consolidar o reinado da “Princess of Staten Island”.
Desta vez, a fraca construção levou a que a exibição também fosse fraca. O combate teve apenas cinco minutos e resumiu-se ao facto de Ellsworth estar suspenso na shark cage e em todas as armadilhas que tentou causar a Asuka, até se soltar, ficando com um pé ainda preso.
Este momento despertou o interesse de Asuka, que atingiu Ellsworth com fortes pontapés. Carmella recuperou rápido e atirou Asuka contra a jaula, simbolizando o fim do combate, com o tradicional assentamento.
Mais do que Carmella manter o título, desiludiu-me o facto de Asuka estar numa posição tão fraca, que contrasta com alta invencibilidade e perigo de há uns meses. Tirando isso, espero que Becky Lynch seja a próxima candidata e que tire o título à “Princess of Staten Island” e que a parceria termine, com James Ellsworth despedido de uma vez por todas.
Nota: 10/20
Shinsuke Nakamura derrotou Jeff Hardy © (WWE United States Championship)

Fonte: WWE
A história deste combate foi simples: Nakamura apanhou Hardy desprevenido e aplicou um golpe baixo antes do arranque oficial. Quando o árbitro mandou tocar a campainha, o “King of Strong Style” aplicou o Kinshasa, para a vitória e a conquista merecida do seu primeiro título na WWE. Não me chocou o facto do combate ter apenas seis segundos, mas as constantes lesões de Hardy e a nova personalidade de Nakamura tinham de levar a algo parecido com isto.
O melhor viria a acontecer no final, quando Randy Orton fez o seu regresso, para entusiasmo de todos os presentes. Porém, não se virou contra Nakamura, mas contra o lesionado Jeff Hardy, com mais um golpe baixo. O gesto simbolizou o heel turn de Randy Orton, tão esperado por todos nós.
Não se sabe muito bem se Orton se vai juntar a Nakamura ou se será o seu próximo adversário. Em todo o caso, Jeff Hardy tem uma desforra marcada para o próximo Smackdown, onde acontecerão os próximos desenvolvimentos.
Nota: 13/20
Kevin Owens derrotou Braun Strowman (Steel Cage Match)

Fonte: WWE
O Steel Cage entre Braun Strowman e Kevin Owens foi interessante, com Owens a procurar escapar, mas sem sucesso, permitindo ao “Monster Among Men” atirá-lo para todas as partes de aço que cobria a jaula.
Num ato de pura inteligência, o “Prizefighter” prendeu Strowman com algemas, arranjando uma forma de escapar por cima da estrutura. Strowman mostrou o porquê de ser um verdadeiro monstro e libertou-se. Quando Owens se preparava para fugir, foi atirado, num gesto de pura destruição, de cima da jaula para uma mesa dos comentadores, que se situava fora do ringue. Face à brutal queda, e apesar de ter vencido, foi assistido pelos médicos, enquanto Strowman se manteve de pé.
Já sabemos que Strowman está na rota do título Universal e esta exibição confirmou isso mesmo. Quanto a Owens, não se sabe muito bem o que o futuro lhe reserva, pelo que as próximas semanas serão decisivas para responder a esta interrogação.
Nota: 14/20
The Bludgeon Brothers (Rowan e Harper) © derrotaram Team Hell No (Daniel Bryan e Kane) (WWE Smackdown Tag Team Championship)

Fonte: WWE
A história deste combate começou nos bastidores, com um ataque dos campeões nos candidatos, que ficaram bastante magoados, chegando-se a colocar a hipótese de não haver combate ou de apenas um membro aparecer em ringue.
Acabou por ser a última opção a acontecer, com Daniel Bryan a responder a chamada, criando uma situação de dois contra um, que o antigo campeão da WWE soube controlar. Após alguns minutos, com todos os intervenientes fora do ringue, Kane fez a sua entrada, com o pé visivelmente magoado. Ainda assim, conseguiu aplicar uns golpes decentes e o Chokeslam nos campeões. Porém, a dor que sentia sentenciou o resultado final, apesar dos esforços de Bryan, que não conseguiu impedir a vitória dos Bludgeon Brothers.
Esta situação surpreendeu-me, pela forma como a exibição se desenrolou. Bryan manteve o estatuto de underdog, mas sinto que o regresso da Team Hell No merecia ser tratado de outra forma. De qualquer maneira, a rivalidade que se pretende é entre Daniel Bryan e The Miz, pelo que espero que seja essa a direção e que os Bludgeon Brothers sigam para outros desafios. Quanto a Kane, encontra-se lesionado e acredito que não regressará tão cedo.
Nota: 12/20
Bobby Lashley derrotou Roman Reigns

Fonte: WWE
O embate entre dois dos maiores pesos pesados do Raw foi um misto entre agradável, pela boa qualidade da exibição, e deplorável, pela reação do público, com cânticos sobre outras estrelas da WWE. Em parte, foi idêntico ao combate entre Jinder Mahal e Roman Reigns no Money in the Bank, mas ligeiramente superior.
Os dois entregaram tudo em ringue, conscientes de que uma vitória os elevaria para uma posição de preponderância com vista a uma oportunidade pelo título Universal. Roman Reigns pensou ter o combate controlado, mas foi surpreendido por Bobby Lashley, um adversário à sua altura, que na sequência final obteve a vitória com o mesmo Spear com que o “Big Dog” termina as suas exibições.
Fiquei satisfeito com a exibição, apesar de temer o pior. Tendo em conta que a qualidade dos combates neste evento não foi a melhor, o embate entre Lashley e Reigns conseguiu surpreender, apesar do público estar contra ambos os participantes.
Nota: 14/20
Alexa Bliss © derrotou Nia Jax (Extreme Rules Match pelo WWE Raw Women’s Championship)

Fonte: WWE
O combate entre Alexa Bliss e Nia Jax, que deu nome ao evento pela estipulação a que teve direito, foi mais curto do que se esperava, com apenas sete minutos. Ainda assim, conseguiu condensar todos os elementos necessários: a rivalidade entre Alexa e Nia, que já não é de agora, e as interferências de Natalya, Mickie James e Ronda Rousey, que estava na arena, apesar de suspensa.
Mickie foi uma peça essencial para ajudar Alexa Bliss a reter o título, ao fornecer-lhe instrumentos e, ao mesmo tempo, utilizar outros tantos para ganhar vantagem sobre as adversárias. Essa vantagem acabou por ser crucial para o resultado final, o que deixou Ronda Rousey furiosa e a aguardar pela sua oportunidade ao cinto.
A exibição deitou por terra a rivalidade entre Alexa e Nia e serviu para intensificar a história da campeã com Ronda Rousey, que seguirá para o SummerSlam, em agosto.
Nota: 14/20
AJ Styles © derrotou Rusev (WWE Championship)

Antes do combate principal, o embate entre AJ Styles e Rusev foi bom, com os dois atletas a darem o melhor de si em ringue. Acompanhado por Aiden English, que viria a ser uma peça importante no final da exibição, Rusev realizou uma boa performance e conseguiu, por momentos, fazer-me acreditar que seria o novo campeão da WWE.
Porém, a alta qualidade de AJ Styles esteve presente em todos os segundos e uma distração de English levou a que vencesse e mantivesse, assim, o WWE Championship.
Para esta exibição, é de realçar a boa performance de todos os envolvidos e um erro de Aiden English que saiu caro para o “Bulgarian Brute”, que acabou por perder. Cumpriu o seu propósito e, no final, mantém-se o ótimo reinado de Styles, que segue para novos desafios. Quanto a Rusev, ficou no ar a possível rivalidade com Aiden English, que acredito ser o seu próximo obstáculo.
Nota: 15/20
Dolph Ziggler © derrotou Seth Rollins (30 Minute Iron Man Match pelo WWE Intercontinental Championship)

Fonte: WWE
Os poucos combates Iron Man que já aconteceram seguiram uma linha de pensamento idêntica: o lutador face começa a ganhar, o heel recupera a vantagem e deixa o adversário em apuros.
Nessa exibição, semelhante a esta lógica, Rollins começou por somar três pinfalls, um deles causado por McIntyre, que interferiu e foi expulso. Ziggler recuperou a vantagem, com quatro pinfalls. Os últimos minutos foram de loucos, com o “Architect” a procurar e conseguir o empate. No final do tempo, o empate obrigou Kurt Angle a anunciar morte súbita, com a pinfall seguinte a decidir o vencedor. Esta situação serviu para McIntyre distrair Rollins, permitindo a Ziggler reter o título.
Já era esperado que o desfecho fosse semelhante a este. Ziggler vai continuar campeão, com McIntyre a seu lado, enquanto Rollins segue para o main event, com o sentimento de dever cumprido. No final, resta aplaudir o excelente trabalho que os dois realizaram.
Nota: 15/20
Foto de Capa: WWE












