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O título diz tudo: o Hell in a Cell de 2019 será recordado somente pelo main-event e a forma ridícula como terminou. Numa época em que a WWE voltou a ter alguma competição, isto não é o que deviam fazer com o talento que têm à sua disposição.
Não importa que Becky Lynch e Sasha Banks tenham protagonizado um belo combate, nem que Charlotte Flair tenha conquistado mais um título; ninguém recordará este evento com boas memórias porque, simplesmente, o seu final estragou tudo o que acontecera antes.
É possível que a minha opinião esteja errada, e que isto seja o início de algo fantástico, mas sinceramente não acredito. A WWE fez asneira, uma asneira das grandes.
Nota do evento: 5/10
Óptimo combate a abrir o evento
Sasha Banks começou com tudo e atacou The Man antes do combate iniciar.
Após ouvirmos a campainha, começou uma troca violenta de manobras que contou com vários spots criativos, tais como um Meteora em cima dum escadote e um dropkick numa cadeira presa à cela.
A certa altura, uma mesa foi montada no ringue e Banks aplicou outro Meteora através da mesa e que quase lhe dava o título. Becky Lynch respondeu com um Beck-Sploder em cima de um monte de cadeiras, passando imediatamente para o Disarmer e vencendo o combate por submissão.
Banks e Lynch criaram um belo combate. Infelizmente (ou não), seria mesmo o melhor da noite.
Nota do combate: 8/10
Rowan e Harper não conseguem vencer
O principal destaque deste combate foi a confirmação de que Bryan voltou a ser babyface, algo que agradou o público de Sacramento.
Rowan e Harper ainda causaram muito dano em Reigns e Bryan, sobretudo na primeira parte do combate. No entanto, isso mudou quando o Big Dog aplicou um Spear em Rowan através de uma mesa de comentadores.
Desse modo, Reigns e Bryan começaram a dominar e venceram o combate após outro Spear. De resto, a face–turn de Bryan ficou confirmada quando este e Roman se abraçaram no meio do ringue.
Este combate também representou o medo da WWE em construir novas estrelas. Agora, Rowan e Harper, provavelmente, ficarão perdidos na confusão que é a divisão de Tag Team.
Nota do combate: 6,5/10
Ali e Randy Orton surpreendem
Este combate não fora anunciado antecipadamente, mas isso não impediu que os dois lutadores mostrassem o seu valor.
O domínio inicial de Orton foi capitalizado com dois suplexes na mesa de comentadores e um ataque que levou Lai ao poste do ringue. O “Apex Predator” demonstrava ser isso mesmo.
Ali conseguiu montar alguma ofensiva devido ao seu arsenal voador, mas quando este menos esperava, sofreu um RKO que terminou com o combate.
Nota do combate: 7/10
As Kabuki Warriors vencem WWE Women’s Tag Team Championships
A divisão Tag Team feminina tem andado algo esquecida. Depois de Sasha Banks e Bailey terem perdido os títulos, estes não têm tido muita importância.
Ainda assim, foi bom ver Asuka e Kairi Sane ganharem um combate importante. Após a “Empress of Tomorrow” surpreender tudo e todos com a green–mist, a vitória sorriu à dupla japonesa.
Nota do combate: 6/10
Bom combate termina em DQ
Para este 6-Man Tag Team Match, os Viking Raiders precisavam de procurar um parceiro e esta foi a forma da WWE dar algo que fazer a Bruan Strowman, nesta noite. Tendo em conta a qualidade dos lutadores envolvidos, as expectativas não estavam particularmente baixas.
Ivar foi quem teve o principal destaque devido à sua agilidade anormal. E, assim que Strowman entrou em ringue, o público respondeu de excelente forma. Já Aj Styles teve pouco tempo para brilhar, uma vez que o árbitro terminou com o combate assim que os OC não ouviram os seus avisos.
Este estava a ser um combate agradável até ao final, que foi, no mínimo, despontante.
Nota do combate: 6,5/10
Chad Gable surpreende King Corbin
Baron Corbin tem sido o lutador mais desprezado pelo público no último ano e há quem diga que ele tem mérito por ser um bom heel, e, a isto, há quem responda que o público o apupa, simplesmente, porque é um mau lutador.
Confesso que durante muito tempo concordei com a segunda posição, mas a verdade é que cada vez que ele vem ao ringue eu só quero que alguém o cale o mais rápido possível e, francamente, é isso que distingue um bom heel.
É verdade que os seus combates podem ser aborrecidos, mas a sua química com Chad Gable tem sido muito boa, o que foi comprovado esta noite.
Gable tem imenso potencial e esta vitória foi mais do que merecida. Agora, esperemos que a WWE não desperdice o seu talento.
Nota do combate: 7/10
Charlotte Flair vence Bayley
Este combate quase teve um sentido: o de Charlotte. Toda a sua ofensiva – focada no joelho de Bayley – foi bem concretizada e a sua adversária só conseguia responder ao recorrer a tácticas “sujas”.
Após um breve domínio de Bayley, a “Queen” deu tudo o que tinha e assim que aplicou o Figure-Eight, Bailey desistiu.
Desta forma, Charlotte reforçou o seu estatuto de maior campeã feminina da história da WWE, ao conquistar o seu décimo título.
Nota do combate: 6,5/10
Tentemos esquecer isto
Como já referi, este combate teve um final horrível. Mas revejamos, primeiro, o que ocorreu antes do mesmo.
The Fiend começou a dominar, absorvendo os golpes de Seth Rollins e infligindo-lhe vários danos (como um Sister Abigail, na Cela).
De repente, Rollins conectou o Stomp, mas The Fiend escapou à contagem de um, e aqui as coisas começaram a piorar.
Rolins aplicou imensos Stomps (11 segundo a minha contagem) e até um Pedigree, sendo que a maior parte das vezes The Fiend escapava do pin antes que o árbitro contasse até dois, o que pode querer dizer duas coisas: o Stomp passou a ser o golpe final mais ineficaz da WWE, ou então The Fiend é três vezes mais forte que Brock Lesnar. E, esta última até poderia fazer sentido, caso a WWE apostasse em Bray Wyatt.
No entanto, Rollins começou a inventar vários ataques, até colocar várias armas na cabeça do adversário e ataca-la com uma marreta. Neste ponto, o árbitro terminou o combate por DQ (algo que não foi clarificado).
A razão pela qual detestei este final foi o facto da WWE, mais uma vez, ter medo de apostar em novas personagens. Como não queriam retirar o título a Seth Rollins, inventaram uma maneira deste ficar com ele sem derrotar The Fiend.
Caso a WWE tivesse dado a vitória a The Fiend, este estaria imparável e teria tudo para ser uma das principais caras da empresa nos próximos anos. Mas não. Em vez disso, venceu Rollins por DQ, porque a WWE não teve a coragem de lhe dar uma vitória como deve ser.
Para acabar, The Fiend atacou Rollins até que este começasse a sangrar da boca, fazendo com que o público apupasse o lutador mais excitante da WWE.
Nota do combate: 1/10
Foto de Capa: WWE
Artigo revisto por Joana Mendes










