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E que primeiro capítulo teve esta caminhada rumo ao “Show of Shows”.
Becky Lynch e Seth Rollins foram os grandes vencedores da noite e os principais campeões retiveram os seus títulos, o que já dá para imaginar possíveis cenários quando chegarmos a Abril.
As vitórias nos dois combates Royal Rumble ficaram muito bem entregues aos respectivos vencedores, ambos merecem o destaque que irão receber daqui para a frente.
Sendo assim, vamos rever o que aconteceu no Royal Rumble.
Nota do evento: 7/10
Asuka mantém-se campeã de forma convincente

Dos combates mais esperados da noite, Beky Lynch e Asuka não desapontaram e presentearam-nos com um combate técnico e entusiasmante.
As duas começaram a trocar golpes de submissão, sem que nenhuma ganhasse vantagem. Tal só aconteceu quando Becky se focou no seu striking, aplicando um big-boot e um beck-sploder na barreira que lhe deu a vantagem inicial.
Asuka foi quem começou a sofrer e só após um armbar é que equilibrou as contas, uma vez que Becky não ficou muito longe de desistir. Depois as duas voltaram a trocar submissões, desta vez com auxílio das cordas, e foi do topo delas que a campeã aplicou a sua versão do beck-sploder que quase derrotava The Man.
Após nova troca de manobras e muito brilhantismo técnico, Asuka conseguiu aplicar o Asuka Lock. Sendo que nem isso lhe deu a vitória, a campeã decidiu fazer uma ponte, sem largar a submissão, aplicando máxima pressão no pescoço da adversária, e finalmente fazendo-a desistir.
As duas lutadoras deram-nos um óptimo combate, que me chocou um pouco devido à submissão por parte de Becky Lynch. No entanto, esta derrota pouca importância teria para Lynch no final da noite.
Nota do combate: 7,5/10
The Miz e Shane McMahon conquistam os SmcakDown Tag Team Titles

Seguiu-se um combate improvável, tanto pelos participantes como pelo combate em si e o resultado final.
Como seria de esperar, os The Bar começaram melhor, fazendo uso de trabalho Tag Tam clássico e castigando The Miz. Shane teve de interferir para impedir a derrota e foi ao topo das cordas para surpreender Sheamus com uma flying-clothesline.
Depois Shane voltou a atacar os adversários e quase conectou um duplo Coast-to-Coast, não fosse Cesaro apanhá-lo no ar e decidir fazer um swing com mais de 10 voltas. Os The Bar ainda aplicaram o dulpo White Noise, mas nem isso derrotou o filho do patrão.
Já com Miz em ringue, este teve um papel crucial ao fazer com que Sheamus acertasse no seu colega de equipa com um Brogue-Kick. Isso deu oportunidade para Shane aplicar um impressionante Shooting Star Press em Cesaro que deu a vitória e os títulos à sua equipa.
Nota do combate: 7,5/10
Ronda Rousey leva a melhor sobre Sasha Banks

Esta rivalidade (de curta duração) ficara bastante pessoal no último Monday Night Raw. Devido a isso, os nervos estavam à flor da pele ainda antes do início do combate.
As duas lutadoras começaram com jogos mentais, tentando distrair a adversária. E isto pode ter resultado a favor da Legit Boss, que fez um murro de Ronda embater violentamente no poste, lesionando severamente a mão da campeã.
A partir desse momento, o objectivo de Sasha foi castigar a mão e o braço direito da adversária. E fê-lo através de várias submissões criativas que não só levavam Rousey ao limite como a fizeram estar muito perto de desistir.
Ronda teve de usar a sua rapidez para aplicar também a suas submissões que, vindas de uma ex-campeã do UFC, castigavam e muito Sasha Banks. No entanto, esta conseguiu reverter uma dessas submissões e aplicou um longo Bank Statement que quase lhe deu a vitória.
Mas o final do combate chegou após Rousey escapar e aplicar um gutwrench-suplex seguido do Piper’s Pit que lhe deram a vitória por assentamento.
Admito que não gostei deste final de combate. Sabia que provavelmente o resultado seria o mesmo, mas não me pareceu convincente que Banks estivesse tão castigada das costas que não conseguisse escapar das duas últimas manobras que sofreu. Para mim, faria mais sentido se desistisse devido ao armbar letal com que Rousey costuma vencer.
Mesmo assim, foi um combate entretido e que cumpriu bem com o seu propósito.
Nota do combate: 7/10
Becky Lynch a caminho do main-event da Wrestlemania(?)

Contrariamente ao ano passado, coube às senhoras terem o primeiro Royal Rumble da noite, que só apanhou o ritmo desejado perto do fim.
De início, começaram Lacey Evans e Natalya. Ambas tiveram boas prestações, com Evans a dar uma boa primeira impressão para muitos fãs e Natalya a ser a iron woman do combate ao durar 55 minutos.
As primeiras entradas de lutadoras não tiveram outro propósito a não ser o de “encher” o ringue, o que fez com que o combate se tornasse um pouco aborrecido. Das primeiras dez, só quero destacar Ember Moon, que entrou em número 7 e durou até perto do final, tendo também uma boa prestação.
O primeiro nome de peso a entrar em combate foi Charlotte Flair, em 13º. Com a heel-turn praticamente confirmada, a sua presença foi imediatamente sentida por Lacey Eavans e as Iconics, que foram eliminadas às mãos da Queen.
Pouco depois entrou Kairi Sane, que teve um bom momento com Charlotte, pondo em perspectiva o que seria um excelente combate entre as duas. Das entradas seguintes, há que dizer que Naomi fez a sua melhor impressão de Kofi Kingston, só para ser imediatamente eliminada por Mandy Rose.
Em nº19 entrou uma das grandes surpresas do combate. Kacy Catanzaro, a estrela de American Ninja Warrior, fez a sua estreia na WWE e provou ser uma excelente atleta devido ao modo como usou o poste para se manter na luta.
Os grandes nomes foram deixados para o fim. Ruby Riott entrou acompanhada pela Riott Squad e juntas causaram o caos entre as lutadoras, eliminando várias no processo. Depois veio a sensação do NXT UK. Rhea Ripley entrou na 24ª posição e ainda foi a tempo de causar um forte impacto antes de ser eliminada por Bailey.
Depois assistimos a um momento idiota com Hornswogle, que só serviu para dar risos a Vince McMahon. No entanto, rapidamente apareceu Alexa Bliss, que provou a todos já estar recuperada da lesão, e pronta para ter um papel de destaque na Wrestlemania.
Em número 29 entrou Nia Jax, que “atropelou” qualquer uma que lhe fizesse frente. Na última posição veio Carmella, mas pouco depois Becky Lynch! The Man pediu para substituir Lana (que, devido a uma lesão, não pôde competir), e o seu pedido acabou por ser aceite.
Após mais uns minutos, já só restavam três lutadoras em ringue: Charlotte Flair, Nia Jax e Becky Lynch. Enquanto esta foi inteligentemente para fora do ringue, Charlottte e Nia batalharam. A certo ponto, Nia escapou da eliminação ao ficar na berma do ringue, mas Lynch apareceu por trás e puxou os seus pés para o chão. Não satisfeita, Nia respondeu e lesionou seriamente o joelho de Becky.
Resumia-se a isto. Uma das maiores rivalidades de 2018 ia decidir a vencedora do Royal Rumble. Charlotte atacou logo o joelho de Becky, mas esta respondeu e conseguiu atirá-la por cima das cordas. Na berma, a Queen fazia de tudo para reentrar em ringue, mas Lynch não deixou, e, mesmo com uma perna a menos, conectou um forearm em Charlotte, eliminando-a e dando-lhe a vitória do combate Royal Rumble.
Ao início, o combate foi um pouco aborrecido e faltaram alguns dos habituais retornos surpresa para o elevar. Mas o final foi muito bem orquestrado, e se havia alguém merecedor desta vitória, só poderia ser Becky Lynch.
Nota do combate: 8/10
Daniel Bryan vence AJ Styles devido a um aliado improvável

Este foi o combate mais desapontante daquilo que foi um bom evento no geral. E eu acho incrível estar a dizer isto, tendo em conta que os lutadores envolvidos eram Daniel Bryan e AJ Atyles. Mas é verdade.
O início do combate foi, como seria de esperar, bastante técnico, o que fazia prever algo melhor do que o resultado final.
Desde início que Bryan não hesitava em sair de ringue para recuperar o fôlego e, quando o tentou fazer mais uma vez, acabou por levar Aj Styles contra o poste, lesionando o seu braço esquerdo. E a partir daí o campeão dedicou practicamente toda a sua atenção a essa lesão.
Foi preciso recuperar bastante, mas AJ conseguiu ganhar alguma vantagem, após uma boa sequência de golpes. Depois os dois lutadores tentaram o seu melhor para se derrotarem ao trocarem vários assentamentos e false-counts.
Após sofrer muito castigo no seu braço, AJ decidiu focar-se também numa parte do corpo do adversário e castigou severamente o joelho de Bryan com múltiplos dragon-screws. Bryan teve de ir fundo ao seu arsenal para recuperar a vantagem perdida e aplicou um dragon suplex, algo pouco visto num ringue da WWE.
Após Bryan ter ficado muito perto de desistir devido ao Calf Crusher, apareceu Erick Rowan. O seu regresso já havia sido reportado, mas foi totalmente inesperado (e despropositado) fazê-lo a meio dum combate pelo título da WWE.
Após o inevitável “golpe acidental” no árbitro, Rowan entrou em ringue e aplicou um Chokeslam em AJ. Com o árbitro recuperado, Bryan só teve de fazer o pin e arrecadar a vitória.
Surgirá daqui uma aliança entre Bryan, Rowan e, possivelmente, Luke Harper. Mas se a ideia foi criá-la neste combate, o mesmo acabou por ficar completamete arruinado.
Nota do combate: 5,5/10
O melhor de Bálor não foi suficiente para derrotar A Besta
Disse, na antevisão deste evento, que o combate beneficiaria se Bálor aparecesse como Demon King. O resultado poderia ser o mesmo, mas tal ajudaria a que o combate fosse mais imprevisível e, francamente, melhor. No entanto, não o decidiram fazer.
O início foi frenético devido aos golpes com que Bálor ia surpreendendo Lesnar, mas bastou um belly-to-belly para terminar com o ímpeto do irlandês.
Mas Bálor ainda estava longe de desistir, e ao empurrar Lesnar violentamente contra o canto da mesa de comentadores tirou muita da força e da explosividade do campeão.
Após tentar Lesnar pegar em Finn, falhando, este levou-o mais uma vez para fora do ringue. Nesse momento, Bálor aproveitou para demonstrar a sua agilidade ao aplicar três voos impressionantes por cima das cordas e que desgastaram ainda mais o campeão.
Lesnar foi empurrado de volta ao ringue e Bálor conectou o Coup de Grâce. No entanto, logo após escapar ao pinfall, Lesnar prendeu Bálor com o Kimura Lock, e este acabou por sucumbir à submissão.
Foi mais um combate do género “Lesnar fica muito perto de perder para alguém metade do seu tamanho”, o que já era previsível. Mesmo assim foi agradável, e Bálor conseguiu provar ser alguém que pertence ao main-event.
Nota do combate: 7/10
Seth Rollins é o grande vencedor da noite

Chegávamos finalmente ao main-event do Royal Rumble. Mais 30 Supestars estavam prestes a lutar pela oportunidade de chegarem a Wrestlemania.
O início do combate foi divertido, com a presença de Elias e Jeff Jarret. Quando estes estavam prestes a improvisar um dueto, Elias traiu Double-J e eliminou-o.
Logo a seguir veio o vencedor do combate no ano passado, seguido de uma das surpresas: Kurt Angle. O combate começava bem e a todo o gás.
Desta vez, a WWE não se fez rogada e os grandes nomes aparecerem cedo no combate. Johnny Gargano fez a sua estreia no main-roster e foi presenteado ao eliminar Jinder Mahal. De seguida veio Samoa Joe e a sua presença fez-se sentir ao castigar tudo e todos e eliminando Big E.
Na décima posição entrou Seth Rollins, que ainda demorou um pouco a causar algum impacto. Depois tivemos um momento divertido entre Titus O’Neil e Cust Hawkins, que culminou com a eliminação de ambos.
Pouco depois entraram Kofi, Mustafa Ali, e Dean Ambrose. Este focou-se imediatamente em Seth Rollins e Kofi evitou mais uma eliminação de forma bastante criativa. Em número 16 veio Drew McIntyre, que distribui Claymore-Kicks em todos os adversários.
Mais uma vez fomos surpreendidos com a entrada de Pete Dunne e há que o destacar. Sendo actualmente o rei do NXT UK, tenho poucas dúvidas que a WWE tem em mãos um futuro campeão mundial.
Dos seguintes participantes tenho de mencionar Andrade e Aleister Black. O primeiro porque foi uma das sensações do combate, ao durar até aos últimos três. O segundo porque pode estar a preparar-se para subir ao main-roster em breve. O ex-campeão do NXT também recebeu o merecido destaque, muito por culpa do face-off com Pete Dunne.

Fonte: WWE
Dos últimos participantes, Bobby Lashley foi eliminado tão rápido quanto entrou, mas fez questão de castigar Seth Rollins com um Chokeslam através da mesa de comentários. No número 27 veio Braun Strowman, que se colocava como o principal candidato a vencer o combate.
Os últimos a entrar foram Rey Mysterio, Dolph Ziggler, que eliminou rapidamente McIntyre, Randy Orton, e surpreendentemente Nia Jax, depois de ter atacado R-Truth. No entanto, rapidamente se arrependeu de o ter feito, uma vez que sofreu um super-kick, seguido do 619 e de um RKO.
Os últimos lutadores em combate foram Andrade, Braun Strowman, Dolph Ziggler e Seth Rollins. Ziggler foi o primeiro eliminado, seguido de Andrade, ambos às mãos de Strowman.
Restavam dois. Rollins estava em muito pior condição física, uma vez que entrara em décimo lugar, e sofrera uma manobra devastadora fora do ringue. No entanto, não ia ser isso que o impediria de conquistar a vitória.
Strowman esteve perto de ser eliminado mais que uma vez, mas, quando os dois vieram para a berma do ringue, Rollins aplicou um Stomp que eliminou o Monster Among Men e lhe deu a muito esperada vitória do Royal Rumble.
Foi um bom combate e que entreteve muito bem. Praticamente todos os participantes tiveram destaque, algo que foi muito bem feito pela WWE. Só pecou um pouco por ser demasiado previsível, mas às vezes as coisas são previsíveis porque são boas. E a vitória neste combate ficou muito bem entregue a Seth Rollins.
Nota do combate: 8,5/10
Foto de Capa: WWE
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro










