Publicidade

WWE Saturday Night’s Main Event: Punk volta ao trono pela sétima vez

Bernardo Figueiredo · 6 min

Punk
Foto: WWE

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

modalidades cabeçalho

Num ano cheio de eventos especiais para a WWE em 2025, o primeiro dia de novembro marcava mais um, com o Saturday Night’s Main Event em Salt Lake City. O cartaz tinha quatro combates com títulos em jogo, um deles sem campeão à entrada para o duelo, numa noite que prometia histórias e deixava água na boca para algum bom wrestling.

RHODES VENCE COM BATOTA

Para começar, Cody Rhodes defendia o título da WWE contra Drew McIntyre, sabendo que, se fosse desclassificado ou contado fora do ringue, perderia o título. O “Real American Dream” tentou jogar com essa estipulação nos instantes iniciais do combate, até que, mais para o final, usou o título para distrair o árbitro e acertar um Claymore, mas Cody evitou a derrota. Depois de ser lançado para cima da mesa de comentadores e de vender uma lesão no joelho depois de um erro de posicionamento do árbitro, o juiz foi ao chão após uma colisão num dos cantos do ringue. Rhodes aproveitou para efetuar um DDT em cima do título, vencendo o combate com um Cross Rhodes e mantendo o título.

Muitos podem pensar que este foi só mais um instante em que McIntyre foi prejudicado pelo booking, mas o Saturday Night’s Main Event era um palco demasiado pequeno para haver uma mudança de título aqui. Ainda não tenho a certeza se vai haver uma desforra (e, se não houver outro combate no Survivor Series, é um erro gigantesco), mas isto para mim foi uma forma de justificar uma desforra no Survivor Series, com Drew a ganhar o título aí. O combate em si foi bom, sem ser espetacular, e a batota do campeão não me provoca uma grande reação, uma vez que ainda me custa a acreditar que ele se vá tornar heel.

Nota do combate: 3.75/5

JADE É A NOVA RAINHA DO SMACKDOWN

O segundo título em jogo era o título feminino da WWE, com Tiffany Stratton, que vinha para o combate com uma lesão na perna, a defender contra Jade Cargill, agora heel. O combate foi muito mais desequilibrado do que eu pensei que ia ser, com Cargill a atacar o joelho e a dominar quase por completo, antes de vencer com o Jaded.

A WWE tinha duas hipóteses aqui. Ou fazia Cargill parecer dominante, ou fazia-a provar que era melhor do que uma pessoa que ainda só tinha uma derrota em 2025. Escolheu a primeira, eu preferia que fossem pela segunda via. Os dois combates anteriores que estas duas tiveram foram dois dos melhores combates que Jade Cargill teve na WWE e este foi apenas um squash. A lesão no joelho também me pareceu uma desculpa desnecessária para evitar um combate competitivo. A nova campeã é muito melhor como heel do que como face e os spots foram bem executados, mas um squash nunca vai ter uma nota muito alta. Resta saber o que Jade Cargill vai fazer daqui para a frente, uma vez que a divisão feminina do SmackDown não tem grandes babyfaces, tirando a própria Tiffany, Bianca Belair, que está lesionada, e as campeãs de tag team, Alexa Bliss e Charlotte Flair.

Nota do combate: 2.75/5

MYSTERIO VS. PENTA VS. RUSEV

Numa noite que só tinha combates com títulos em jogo, Dominik Mysterio defendia o título Intercontinental contra Penta e Rusev. Num duelo de boa qualidade, como se esperava, Mysterio ainda tentou usar um truque de Eddie Guerrero, “esquecendo-se” de que não havia desclassificações. De seguida, Rusev tinha Penta preso no Accolade, mas Dominik tocou a campainha, fazendo o búlgaro pensar que tinha vencido. No final, Penta queria atingir Dom com o martelo da campainha, acertou em Rusev, Mysterio atirou o mexicano contra o poste e venceu com um Frog Splash em Rusev.

Já sabíamos que Dominik ia escapar aqui, previsivelmente com batota, mas isto foi bem executado. É mais um combate que Dom vence sem ajuda dos Judgment Day, o que o ajuda em termos de credibilidade. Foi o melhor combate da noite, todos trabalharam bem e talvez Dominik possa ter um futuro combate contra John Cena no Survivor Series pelo título Intercontinental.

Nota do combate: 3.75/5

QUEM VAI DEFRONTAR JOHN CENA?

Antes do main event, foi anunciado através de uma promo package que John Cena vai defrontar o vencedor de um torneio no próximo Saturday Night’s Main Event, no dia 13 de dezembro, no que será o último combate da carreira do homem de West Newbury. O torneio começa a 10 de novembro, terá 16 lutadores do Raw, NXT, SmackDown e “possivelmente” outros lutadores que não trabalham na WWE.

Eu gostei deste conceito, sobretudo se tivermos em conta que ele só vai aparecer mais quatro vezes e não há muito tempo para criar uma grande história com alguém que fosse escolhido a dedo. Também gosto do facto de ser um torneio de 16 pessoas e de poder haver algumas surpresas. Em relação aos nomes de fora da WWE que vão entrar no torneio, nomes como Jeff Hardy e Dolph Ziggler fariam bastante sentido. Em relação ao vencedor, Gunther seria para mim a melhor hipótese, até porque daria o melhor combate possível. Outras hipóteses seriam Bron Breakker ou Oba Femi, se ele fosse chamado para o main roster em breve.

TERMINA A ESPERA PARA CM PUNK

Por fim, o título mundial estava em jogo, depois de Seth Rollins ter sido forçado a abdicar do mesmo devido a lesão. CM Punk e Jey Uso eram os candidatos. O combate foi disputado a um ritmo lento inicialmente, o que já se esperava, mas foi melhorando. Teve vários finishers, com Jey Uso a usar o GTS de Punk para um false finish e Punk a usar um Spear (pior do que os do seu adversário). Depois de contra-ataques a um Sleeper e a um Anaconda Vise, Punk venceu com dois GTS, o segundo depois de Jey ter vindo das cordas. O lutador de Chicago recupera assim o título que só tinha tido durante cerca de cinco minutos no SummerSlam.

O maior problema deste combate para mim foi não ter respeitado a história que o antecedia, com Jey a não ter nenhum momento em que procurasse fazer batota ou ser heel de alguma forma, como vinha a ser nas semanas mais recentes. De resto, os primeiros minutos foram lentos, mas, assim que terminou, este até foi o combate que mais excedeu as minhas expetativas, tendo em conta que um combate singles com o Jey Uso só vai chegar a um determinado nível. Punk fez os possíveis para obter o melhor combate possível. Gostava de ter visto mais moves em vez de tantos finishers, mas, num combate limpo, o homem certo ganhou. Mas eu estava à espera de algo mais controverso por parte de Jey Uso.

Nota do combate: 3.5/5

NOTA FINAL

No geral, diria que este evento deixou algo a desejar em relação às expetativas iniciais. O público estava algo apático desde o início, e isso é algo que nem sempre se pode controlar, mas houve alguns botches ao longo da noite (o momento com o árbitro no primeiro combate, alguns momentos no main event). O combate final podia ter tido alguém que proporcionasse um melhor combate do que Jey Uso proporcionou. O combate inicial desenvolveu a história daqui para a frente, ou pelo menos é essa a minha expetativa, mas ainda não sabemos. O duelo pelo título feminino tinha potencial para ser melhor, mas foi um squash, e a luta pelo título intercontinental foi entusiasmante, mas previsível e já sabíamos o que ia acontecer. Quando juntas tudo isto num evento especial, acabas com algo que podia ter sido mais satisfatório.

Nota final: 85/100

Bernardo Figueiredo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a tática explica tudo e, mesmo assim, passa para 2.º plano | Torreense

Não é que a tática não seja importante. Ela é, aliás, crucial para entender o jogo e o seu caminho. Ainda assim, depois de dois golos dos descontos e de uma nova vitória - a primeira em casa - do Torreense, qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer nota sobre o jogo tende a lembrar a magia de, não um, mas dois golos anotados nos descontos para mudar completamente o resultado e o apelo de um clube a uma prova. Só a tática, na forma como o Torreense se organizou 11x10, 10x11 e 10x10, explica uma vitória construída com base em pensamento, em estrutura e em alterações constantes, num dinamismo tal que precisa de múltiplos cantos para escrever uma epopeia. Mas também só a emoção ou, pelo menos, a capacidade de a exteriorizar, explica a forma como, quando todos já poderiam deitar a toalha ao chão, um clube da Segunda Liga se consegue superiorizar na Europa e, depois de sofrer uma reviravolta, responder na mesma moeda, depois de, em casa, perder pontos nos descontos, recuperá-los e triplicá-los. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.