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O TLC foi um evento “ok”, face às adversidades de última hora que teve de enfrentar. Ver Kurt Angle com o uniforme do Shield foi, sem dúvida, o ponto alto da noite. O PPV contou também com momentos de fraca qualidade, mas o Tables, Ladders and Chairs deste ano ficará registado com um espetáculo sólido e marcou o início da corrida rumo ao 30.º Survivor Series.
Asuka vs. Emma

Fonte: WWE
Aquilo que tinha que acontecer, aconteceu. Asuka fez, finalmente, a sua estreia no main roster da WWE. O público reagiu de forma incrível à entrada da “Empress of Tomorrow” enquanto se dirigia para o ringue. Por outro lado, Emma deu mais luta do que aquilo que pensava. Isto é bom, pois assim Emma consegue impor-se diante de uma adversária muito forte e ganha algum respeito na divisão feminina do Raw. Mas claro, Asuka assumiu as rédeas da luta e venceu confortavelmente a australiana.
O combate não surpreendeu, mas cumpriu com as expetativas. Vamos ver se Asuka continua a subir a montanha rumo ao título feminino da red brand.
Cedric Alexander e Rich Swann vs. The Brian Kendrick e Jack Gallagher

Fonte: WWE
Se não fosse mais um combate de tag-team de cruiserweights, este seria considerado um combate de qualidade elevada. Contudo, pecou pela história do costume: já vimos este combate no último Raw e a rivalidade é desinteressante. Relativamente ao trabalho dentro do ringue, estes quatro homens voltaram a estar num nível respeitável, aumentando de qualidade gradualmente até ao pinfall.
A vitória ficou do lado dos faces, após o Lumbar Check de Alexander, que conquistou mais uma vitória sobre os seus rivais. Bom combate, mas está na hora de inserir estes wrestlers na luta pelo título.
Alexa Bliss vs. Mickie James (WWE RAW Women’s Championship)

Fonte: WWE
Contra todas as expetativas, este foi um combate muito bom. Mickie James, apesar da idade, conseguiu tirar o melhor de Bliss, com moves que deixaram o resultado final em suspenso até ao último segundo. A campeã fez de tudo para garantir que saía do TLC com o título e James deu uma boa luta, mas sem os resultados pretendidos para a seis vezes campeã.
Foi das poucas vezes em que Bliss venceu um combate de forma esclarecedora, demonstrando o porquê de ser campeã feminina do Raw. Não me importava de ver mais um combate entre as duas.
Enzo Amore vs. Kalisto (WWE Cruiserweight Championship)

Fonte: WWE
À partida para este embate pelo título dos cruiserweights, já sabíamos que a rivalidade entre Kalisto e Amore não iria ficar para a história. Enzo não tem muita qualidade no ringue e o “luchador” ainda não está no nível de carregar os seus adversários ao longo de um combate. Foi por isso que este combate não foi mais além do que um “ok”, com o “Certefied G” a conquistar novamente o título.
Penso que estes reinados curtos, com a duração de semanas, não ajuda a legitimar a divisão dos cruiserweights, que precisa de um campeão de longa duração. A decisão de colocar o título em Enzo, para mim, é a mais correta neste momento, mas este não deveria ter perdido o título para Kalisto há umas semanas atrás.
Finn Balor vs. AJ Styles

Fonte: WWE
Para mim, este foi o combate da noite. Mais uma vez, já se sabia que os dois ex-Bullet Club iriam redimir este prémio e voltaram a não desapontar o Universo WWE. Balor mostrou que, com os adversários certos, consegue sempre apresentar-se a um grande nível e o combate do TLC não foi exceção.
Lá no fundo, Balor só precisou de uma coisa para tornar este combate especial: motivação. Acredito que o irlandês prefere defrontar adversários como o “Phenomenal One” do que Sister Abigail (quem não prefere). Num combate bastante antecipado pelos fãs do wrestling puro, o vencedor esteve em aberto até ao último suspiro dos cerca de 20 minutos de luta que os wrestlers nos disponibilizaram.
Na minha opinião, colocar Balor como vencedor foi a opção mais correta, visto que ajuda o “Demon” a consolidar a sua posição do upper-midcard, para que num futuro próximo tenha uma oportunidade pelo título Universal.
Jason Jordan vs. Elias

Fonte: WWE
Nada de especial para contar aqui. Jordan interrompeu, por duas vezes, as músicas de Elias ao longo do PPV, o que originou mais um combate entre ambos. A luta entre o “Gold Blodded” e o “Drifter” foi curta, com o filho do General Manager do Raw a sair vencedor, após um roll-up.
Este combate, que não estava no card do PPV, não acrescentou nada senão tempo ao evento. Pouca gente está interessada nesta rivalidade e é uma pena ver Elias, que tem desempenhado o seu papel na perfeição, “preso” nesta rivalidade. Gostava de o ver a lutar pelo título Intercontinental.
Dean Ambrose, Seth Rollins e Kurt Angle vs. The Miz, Braun Strowman, Kane, Sheamus e Cesaro – TLC Match

Fonte: WWE
Por incrível que pareça, este foi o único combate TLC no PPV com o mesmo nome e não desapontou os fãs presentes no Target Center. Ver Kurt Angle, no seu regresso ao ringue da WWE, com o uniforme do Shield foi qualquer coisa de surreal.
No que toca ao combate, o mesmo teve altos e baixos. Gostei do facto de todos os wrestlers envolvidos terem tentado proteger Kurt, visto que já não tem a força e agilidade de alguns anos atrás. Contudo, aquela sua saída e consequente regresso fez lembrar a prestação de Roman Reigns no último Royal Rumble. Isso foi só um pormenor, mas penso que podia ter sido melhor trabalhado pela equipa criativa da WWE. Enquanto o “Olympic Hero” esteve de fora, assistiu-se a uma luta desigual entre o fragilizado Shield e os heels. Esta desigualdade apenas ganhou outros contornos quando Kane atingiu Braun acidentalmente, o que animou os ânimos entre os dois. Em certos pontos, o combate foi muito repetitivo, mas era algo que já se esperava.
Por fim, Angle regressou e fez o pin em Miz, após um Triple Powerbomb, imagem de marca do Shield. Vamos esperar por voltar a ver Angle no ringue e, quando Reigns voltar, o que será feito do regressado grupo que dizimou tudo e todos durante 2012 e 2014.











