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Mais uma vez, quando menos se espera, a WWE arranja uma maneira de produzir um evento que supere todas as expectativas. A primeira noite da Wrestlemania foi muito boa, teve óptimos combates, nunca se tornou aborrecida de assistir e, mais importante, entreteve todo e qualquer fã de Wrestling que tenha visto o evento.
O facto de só ter durado três horas ajudou a que o público de casa não ficasse cansado, também não houve nenhum combate despropositado e todos os lutadores envolvidos deram o melhor que tinham.
Nota do evento: 8/10
Alexa Bliss e Nikki Cross vencem os Women’s Tag Team Championships
As Kabuki Warriors começaram melhor do que as adversárias, demonstrando muita confiança e até alguma arrogância, mas a dupla Bliss/Cross não demorou a responder, com a escocesa a aplicar um crossbody.
Quando Cross parecia ter o combate ganho, Kairi Sane interrompeu o pin com o InSaine Elbow, dando a oportunidade a Asuka de aplicar o Asuka Lock. Cross poderia ter desistido não fosse Alexa a aplicar o Twisted Bliss na japonesa, quebrando a submissão.
As Kabuki Warriors ainda conseguiram aplicar um Doomsday Device com Powerbomb em Cross, mas quando Bliss entrou em ringue voltou a conectar o Twisted Bliss (desta vez em Kairi Sane) e venceu o combate para a sua equipa.
Este combate foi a melhor forma de começar o evento e deixava boas indicações para o que ainda estava por vir.
Nota: 7,5/10
Elias surpreende King Corbin
Corbin estava confiante de que Elias não estaria presente na arena, mas este acabou por aparecer, aparentemente, sem nenhuma mazela da queda que sofrera no SmackDown da semana passada.
O “Drifte” atacou Corbin com a sua guitarra, mas o “King” conseguiu tomar o controlo aplicando o Deep Six.
Quando Corbin tentou fazer um pin com a ajuda das cordas, a árbitra não o permitiu, e depois Elias surpreendeu e aplicou um roll-up, que foi suficiente para a contagem de três.
Este foi um combate rápido que pecou, na minha opinião, com a falta de selling de Elias. Ele sofrera uma queda aparatosa há uma semana e, ainda assim, não parecia estar nada magoado da mesma.
Nota do combate: 5/10
Becky Lynch surpreende tudo e todos
Nas previsões para a Wrestlemania, este era um dos combates que reunia o maior consenso e relação à vencedora: Shayna Baszler era a favorita para vencer o RAW Women’s Championship.
No entanto, o que assistimos foi um combate equilibrado no qual Baszler teve o maior controlo, mas nunca o fez de forma dominante. Becky até conectou um Rock Bottom na berma do ringue, mas a “Queen of Spades” castigou fortemente “The Man” ao atirá-la contra a mesa de comentadores e até ao aplicar o Disarm-Her.
Mas quando Baszler parecia ter o combate ganho com o Kirifuda Clutch, Lynch contra-atacou com um pin surpresa, vencendo o combate de forma surpreendente.
É verdade que Lynch apenas se manteve campeã por uma unha negra, mas o facto de Baszler ter perdido retira-lhe muito da aura dominante que lhe era associada desde o NXT. Ainda assim foi um bom combate.
Nota do combate: 7/10
Sami Zayn continua Intercontinental Champion
O início deste combate ficou marcado pelas fugas constantes de Sami Zayn e pelas intervenções de Cesaro, Shinsuke Nakamura e de Drew Gulak. Foi preciso esperar uns minutos para vermos Bryan colocar as suas mãos em Zayn e aplicar os Yes Kicks e o suicide-dive.
Já dentro do ringue, o domínio continuou do lado do “Campeão do Planeta”, que se aproximava do Intercontinental Championship fruto dos seus dropkicks e de uns pontapés brutais na cabeça de Zayn.
Após uma pequena distracção da dupla Cesaro/Nakamura, Bryan aplicou um suicide-dive na mesma e quando ia voltar ao ringue, saltando do topo das cordas, foi ao encontro de um Helluva Kick que terminou com o combate.
Este pode ter deixado um pouco a desejar tendo em conta os lutadores envolvidos, mas acho que acabou por contar uma boa história porque Zayn venceu, mantendo o seu título, e Bryan não foi prejudicado pela derrota devido à constante interferência de Cesaro e de Nakamura.
Nota do combate: 7/10
Morrison vence Triple Threat Ladder Match
Seguiu-se um Ladder Match pelos SmackDown Tag Team Championships que, curiosamente, iam ser defendidos apenas com um membro de cada equipa – John Morrison, Kofi Kingston e Jimmy Uso. Devido a questões de saúde, The Miz não pôde participar no grande evento.
O combate começou da melhor maneira, com vários reversals que colocaram em evidência as suas capacidades atléticas dos lutadores envolvidos. Mas o melhor ainda estava para vir.
Creio que não consigo fazer justiça a este combate porque houve imensos momentos incríveis, mas tenho de destacar estes: o Starship Pain no escadote, um hurricanrana de Kofi em Morrison quando este estava a subir um escadote e o andar de Morrison na corda superior e consequente Spanish Fly no membro dos New Day.
Após estas manobras incríveis, os três lutadores subiram dois escadotes e estavam, ao mesmo tempo, a lutar pelos títulos. Depois, Morrison acabou por cair em cima de outro no escadote, mas conseguiu puxar os títulos para si e venceu o combate.
Nota do combate: 8,5/10
Kevin Owens vinga-se de Seth Rollins
Rollins começou por demonstrar muita matreirice para conseguir a vantagem inicial do combate, mas Owens rapidamente respondeu com dois sentons tendo, no entanto, sofrido de seguida um back-body drop e um falcon arrow na berma do ringue.
O “Prizefighter” voltou à mó de cima com uma sequência maravilhosa: superkick, canon-ball e swanton. Mas Rollins ainda não se dava por derrotado e respondeu com a buckle-bomb e um superkick, sofrendo de seguida o Pop-Up Powerbomb e conseguindo escapar do pin consequente.
Quando o combate estava a ficar cada vez mais interessante, Rollins atacou Owens com uma campainha, levando o árbitro a terminar o combate por desqualificação. Mas Owens não queria vencer desta forma e desafiou o “Messiah” para um No DQ Match, que foi aceite.
Rollins continuou o seu ataque com as escadas do ringue e várias cadeiradas. No entanto, Kevin conseguiu recuperar, pôs Rollins na mesa de comentadores, subiu ao topo de um “sign” enorme da Wrestlemania e conectou um elbow-drop.
Depois, levou o seu adversário para dentro do ringue, aplicou o Stunner e venceu este grande combate.
Nota: 8,5/10
Temos novo Universal Champion!
Não havia grandes expectativas para este combate, mas muito por causa do final, creio que as mesmas foram superadas.
Goldberg começou por aplicar três Spears consecutivos, não sendo suficiente para derrotar Braun Strowman. Após o quarto, Goldberg disse que ia aplicar o Jackhammer, mas Strwoman contra-atacou com quatro Powerslams e venceu o combate.
Como disse, somente o final fez com que este não fosse um mau combate, porque de resto, não houve muito mais para dizer.
Nota: 5,5/10
The Undertaker vence o Boneyard Match
Este combate não aconteceu no Performance Center, mas sim num cemitério e o objectivo era “enterrar” o adversário num buraco, ao estilo de um “Buried Alive Match”
Ambas as entradas foram espectaculares, com AJ Styles a gozar com o Undertaker ao aparecer dentro de um caixão. Depois, ao som de Metallica, tivemos o muito aguardado regresso do “American Badass” Undertaker.
Foi este quem começou por dominar, atirando Styles contra o vidro de um carro e fazendo uso dos seus murros. AJ não demorou a cair no buraco, mas Luke Gallows e Karl Anderson apareceram em auxílio do seu líder, trazendo com eles vários druidas para atacarem o Undertaker.
Este, mais uma vez, conseguiu dominar tudo e todos, até que Styles o atacou por trás com uma lápide, aplicando de seguida um spear através de um bloco de madeira.
Neste momento, Undertaker mal se conseguia levantar, mas recusava-se a desistir. Styles só gozava com o seu adversário, enquanto o levava para dentro do buraco. Depois, entrou numa retro-escavadora e quando parecia estar tudo acabado, Undertaker “ressuscitou” e apareceu atrás de Styles, pregando-lhe um susto de todo o tamanho.
De seguida, os dois subiram para o telhado de uma casa, onde Undertaker voltou a castigar Gallows e Anderson, até que pegou em Styles e aplicou um Chokeslam para cima de umas tábuas de madeira.
Undertaker foi ter AJ, levou-o para dentro do buraco e, finalmente, enterrou-o. Depois destapou a lápide ao pé desse buraco, na qual estava escrito: “AJ Styles 1977 – 2020”.
De seguida, voltou para a sua mota, levantou o punho e toda a casa ficou envolta de chamas e, no meio, apareceu o símbolo do “Phenom”. Depois ligou a mota e foi-se embora.
Este combate foi muito bom, diria mesmo que foi o melhor de Undertaker nos últimos anos. Desde as entradas, ao cenário, à acção do combate, até ao final, foi tudo muito bem feito e contou uma história maravilhosa. Foi, sem dúvida, a melhor maneira de terminara a primeira noite da Wrestlemania.
Nota: 8,5/10
Foto de Capa: WWE






















