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Johannes Thingnes Boe faz das suas e Lisa Vittozzi promete | Biatlo

Miguel Monteiro · 4 min

Johannes Thingnes Boe faz das suas e Lisa Vittozzi promete | Biatlo
Foto: IBU WC

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O “tiro de partida” da temporada de 2022/2023 da Taça do Mundo de Biatlo deu-se no passado dia 29 de novembro em Kontiohlati, na Finlândia, onde decorreram 8 provas, até dia 4 de dezembro: prova masculina individual de 20 km, prova feminina individual de 15 km, estafeta masculina de 4×7,5 km, estafeta feminina de 4×6 km, sprint masculino de 10 km, sprint feminino de 7,5 km, perseguição masculina de 12,5 km e perseguição feminina de 10 km.

Foto de Capa: IBU WC

OS VENCEDORES

Martin Ponsiluoma (Suécia) – O sueco Martin Ponsiluoma abriu a temporada da melhor forma possível. Já é dado adquirido que este biatleta de 27 anos é dos mais rápidos sobre os esquis no circuito da Taça do Mundo; todavia, é também sabido que, no que toca ao disparo, o sueco é capaz tanto do melhor como do pior. Na primeira prova da temporada, a prova individual de 20 km, Ponsiluoma teve um dos seus bons dias, acumulando apenas um erro no disparo e sendo o único biatleta a completar as cinco voltas ao circuito de Kontiolahti em menos de 50 minutos. Apesar deste início ter sido muito prometedor, esperava-se ainda mais, uma vez que nas outras três provas que disputou acumulou classificações pouco dignas de registo, tendo em conta a sua qualidade, como resultado dos erros acumulados na carreira de tiro.

Hanna Oeberg (Suécia) – A mais velha das irmãs Oeberg, Hanna, à semelhança do seu compatriota e namorado Martin Ponsiluoma, também venceu a primeira prova da época, a prova feminina individual de 15 km. A dorsal n.º 31 esquiou a um ritmo vigoroso, como já é seu hábito, e na carreira de tiro não facilitou, não falhando nenhum dos 20 tiros disparados. A sua restante estadia na Finlândia não foi tão imaculada, mas venceu ainda a estafeta feminina, na companhia da irmã, Elvira, de Linn Persson e de Anna Magnusson.

Johannes Thingnes Boe (Noruega) – Johannes Thingnes Boe é um verdadeiro fora de série, tendo vencido três das quatro provas que disputou. O norueguês de 29 anos ingressou na primeira prova da época, a prova individual, com o pé esquerdo, ao falhar quatro tiros. Ainda assim, apesar das quatro penalizações, ficou a menos de 15 segundos do top 10, algo ao alcance apenas de um extraterrestre a esquiar, como é o irmão mais novo dos irmãos Boe, Johannes. Apesar da má classificação na primeira prova, isso não o afetou no resto da semana competitiva: venceu a estafeta masculina na companhia de Vetle Christiansen, Sturla Laegreid e do irmão Tarjei e aniquilou a competição nas provas de sprint e de perseguição.

Lisa Theresa Hauser (Áustria) – Extremamente consistente na prova de sprint na Finlândia, a austríaca de 28 anos, ao conseguir tempos bastantes satisfatórios a esquiar e na carreira de tiro e sem acumular erros, conseguiu subir ao lugar mais alto do pódio e mostrar que quando está no seu dia, é um perigo para as aspirações de qualquer adversária. Veremos se conseguirá manter-se no mesmo patamar durante o resto da temporada…

Lisa Vittozzi (Itália) – Nas provas individuais (sem contabilizar as estafetas), o balanço de Lisa Vittozzi na Finlândia é: três provas, dois pódios e um top 5. A italiana de 27 anos ouviu dizer que o segredo para vestir o colete amarelo de líder da Taça do Mundo de Biatlo era ser regular e entendeu bem a mensagem. Rápida sobre os esquis e segura na carreira de tiro, acumulou bons resultados e é, à saída de Kontiolahti, o alvo a abater pelas rivais nas próximas provas. Depois de um par de temporadas aquém das expetativas, teremos a Lisa Vittozzi de 2018/2019 de regresso?

A DESILUSÃO

Quentin Fillon Maillet (França) – O francês natural de Champagnole não poderia ter entrado na nova temporada de pior forma. Vencedor da Taça do Mundo na época passada e com duas medalhas de ouro e três medalhas de prata, conquistadas nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, em Pequim, chegou a Kontiolahti sem fôlego e o melhor que conseguiu foi um terceiro lugar na estafeta masculina. A nível individual, um décimo lugar foi o máximo que atingiu. Teremos um Fillon Maillet à procura de melhores resultados na Taça do Mundo na próxima etapa, que se realiza na Áustria?

Miguel Monteiro

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