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Será a maldição finalmente quebrada? | Saltos de Esqui

Saltos de Esqui em Engelberg

Com o Torneio dos Quatro Trampolins aí à porta, a Taça do Mundo de Saltos de Esqui cumpriria este fim-de-semana em Engelberg as duas últimas etapas, a nona e a décima do campeonato antes da pausa natalícia.

Depois de ter recaído um mar de dúvidas em torno da realização do evento, fruto da escalada de casos da nova variante Ómicron, foi com regozijo que chegava a notícia de que não só se cumpriria o  previamente agendado, como o público teria presença assegurada. Foi então, em clima de grande animação e com algum frio à mistura, onde os tradicionais chocalhos também não faltaram, já uma marca em eventos desta índole por estas paragens, que o fantástico e emblemático Gross-Titlis receberia os destemidos homens “pássaro”!

Estrutura esta, um K140, que via o K-Point estar situado aos 125m contando com um recorde co-partilhado, marca essa de 144m, assinada primeiramente já no distante ano de 2016 pelo então inexperiente Domen Prevc replicada dois anos volvidos pelo samurai Ryoyu Kubayashi, que chegava ao país do chocolate com os esquis a “ferver”, dado que arrecadara o triunfo na pretérita competição em Klingenthal. Ainda de referir que na época anterior, neste mesmo local, o vencedor do anterior campeonato Halvor Egner Granerud  havia logrado fazer a “dobradinha”.

A sexta-feira, como é norma, era  destinada à qualificação, da qual sairiam os participantes para a competição do dia seguinte, os melhores cinquenta!

Quem arrecadava mais 3.000 francos suíços, visto ter vencido a ronda qualificativa, era o nipónico Ryoyu Kubayashi que voara 136.5m realizados do portão 16. Uma posição mais, face ao utilizado inicialmente, com o vento a dar um impulso extra aos registos. Em segundo terminava, efetuando distância igual à do “comandante”, mas mais penalizado quer em termos técnicos quanto nas condições de vento, o inconstante esloveno Timi Zajc, com o “delfim” a averbar 136m.

O atleta do país do esqui, Jan Hoerl, rubricaria menos meio metro, com o natural de Bischofshofen a terminar no bronze, seguido respetivamente pelo norueguês Robert Johansson que se ficava pelos 135m quarto colocado e  por Kamil Stoch, que conta com três águias douradas no palmarés, a registar menos três metros.

Ainda dentro do lote dos dez melhores, espaço para os nomes de Marius Lindvik com o compatriota de Johansson a ser sexto. Peter Prevc, ex vencedor do grande globo de cristal concluía em sétimo seguido do caseiro Killian Peier. O atual detentor do título global, Halvor Egner Granerud a ser nono, ao passo que o atual líder da Taça do Mundo de Saltos de Esqui, o germânico Karl Geiger era décimo. Stephan Kraft, já vencedor no decurso da temporada seria 11.º posicionado, “sacando” uns 130.5m que indiciavam que caso forçasse a nota o baixinho poderia entrar para o extenso rol de saltadores a poderem assumir papel de destaque nesta equação!

O bávaro Markus Eisenbichler, que vinha de não pontuar em território pátrio, classificava-se na 13.ª posição, sendo que o melhor dos Russos, Evgeniy Klimov, terminava num moralizador 18.º posto três adiante de Simon Ammann, herói local que pretendia recuperar a forma atuando em casa, com o tetra campeão olímpico a realizar uns encorajadores 130m.

Quem ia dando indicadores de uma acentuada quebra, algo já conferido nos eventos mais recentes, era o também já vitorioso no decurso da época vigente Anze Lanisek, com o esloveno a ficar-se pelo 34.º registo nesta tarde de saltos no país dos relógios. Tarde essa que faria Dean Decker emergir dos demais compatriotas, com o californiano a assegurar a segunda presença consecutiva em provas da Taça do Mundo de Saltos de Esqui.

Ainda de realçar mais uma paupérrima exibição de David Kubacki, com o número dois polaco em atividade a registar apenas a 49.ª melhor marca enquanto o ucraniano Vitali Kalinichenko se posicionava um posto adiante do ex vencedor da “Champions” dos saltos de esqui.

Já o checo, que em tempos idos chegou a liderar a geral do campeonato  somando um par de sucessos, Roman Koudelka , a concluir em 41.º lugar ele que após uma ausência de mais de um ano devido a lesão passara pela II Divisão desta modalidade a nível mundial, a Taça Continental, por forma a adquirir o ritmo pretendido.

No polo das desilusões, reservando lugar VIP no hotel ou nas bancadas para assistirem comodamente ao apronto de sábado estariam Domen Prevc e o “homem do disco-polo”, Piotr Zyla, campeão mundial em trampolim normal que saltaria apenas 107m.

Agora havia que retemperar forças, pois o dia seguinte seria de incontáveis emoções e muito trabalhinho! Finalmente, após o aperitivo, chegava o grande banquete, a prova a “doer”! Com as temperaturas a baterem nos dois graus centígrados, o problema mais complexo no caminho dos atletas seria um terrível vento de cauda que ia estando bastante irregular, não ajudando ao espetáculo, com condições agrestes para se verem boas marcas.

Numa ronda em que o portão de saída seria o 16 quem ia ocupando o trono, totalizando incríveis 139m, era Timi Zajc confirmando sinais muito animadores desvendados na véspera. A 1.4 pontos de distância do esloveno, “rodava” o alemão Geiger que arrancava um registo de 137m, com o helvético Peier a somar menos meio metro sendo terceiro, ele sob quem recaía a incógnita quanto ao que conseguiria ou não rubricar na segunda tentativa, com o caseiro a procurar apenas o segundo pódio da carreira. O quarto posto ia pertencendo a Ryoyu, que averbara 137.5m, mais um metro que o quinto classificado por estes instantes, Jan Hoerl.

Ainda na disputa pelas medalhas pareciam estar os restantes membros do Top dez: Lanisek em sexto, Stoch era sétimo, Schmid “navegava” em oitavo, sendo que Granerud e Kraft fechavam respetivamente a parte de cima da tabela, com estes, fruto da sua maior experiência e consistência a poderem sonhar ainda com algo maior! Cene Prevc, uma das revelações da temporada para os eslovenos, ia seguindo no 11.º posto, com Klimov e Johansson a se lhe sucederem.

Abaixo, uns “furos” do que se lhes exigia, necessitando de um grande segundo salto para finalizar em lugares de relevo, estavam Marius Lindvik 18.º posicionado, Markus Eisenbichler dois postos mais atrás, Peter Prevc e Simon Ammann, esloveno e suíço  garantiam resvés a presença numa segunda ronda onde não participariam nomes como os dos polacos Stekala e Kubacki, o do norueguês Daniel Andre-Tande e o do alemão Andreas Wellinger, arredados do momento solene!

Componente 5 – 1 (1)

O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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