Os 5 destaques pré-Mundiais | Saltos de Esqui

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Com os Mundiais de Esqui Nórdico ao virar da esquina e fruto da proximidade a um dos eventos mais solenes do ano, foi e registando ausências de quase todo o Top dez da geral, que a Taça do Mundo de Saltos de Esqui fez escala em Rasnov na Roménia onde se localiza o trampolim de menores dimensões a receber o certame na presente edição. Os atletas teriam pela frente uma estrutura de apenas 97 metros e onde a técnica desempenharia  certamente papel fulcral.

Venham, pela nossa mão, conhecer quais os cinco atletas que e aproveitando a “poupança” dos mais renomados, acabaram por aproveitá-la, conferindo um leque mais alargado de escolhas aos respetivos técnicos e seleções!

5. ALEX INSAM

Já com perto de uma centena de provas de Taça do Mundo nas pernas e com os melhores resultados a surgirem nos voos de esqui, foi com surpresa, mas com todo o mérito que o saltador italiano alcançou, apenas, o segundo Top dez de toda a carreira! Talvez fruto da motivação proveniente dos  feitos  obtidos pelo compatriota Bresadola, o praticante  italiano que mais pontos amealhou nas duas últimas décadas, ou da mudança técnica operada ao leme  da seleção italiana, certo é que os transalpinos parecem agora dotados de maiores ambições, de mais qualidade e de uma crença como não se via há muito! Será que Alex poderá aproximar-se do mais laureado companheiro de equipa e juntos continuar a quebrar records para o país em forma de bota de senhora nesta modalidade?

4. DANIEL ANDREI CACINA

Normalmente notícia por ser recorrentemente o saltador mais alto em competição, foi desta feita e quiçá fruto do entusiasmo de atuar perante o seu público, que o romeno experimentaria pela primeira vez a sensação de pontuar entre a nata. Creio, e salvo melhor opinião, que este resultado surge na sequência de um apreciável e louvável esforço que tem vindo, de uns anos a esta parte, a ser feito pela Federação de Saltos de Esqui deste país no qual também se insere a criação do trampolim de Rasnov. Mantendo a aposta e fazendo evoluir os atletas e infraestruturas, no que a este desporto diz respeito, o desempenho de Cacina pode ser igualado ou mesmo superado num futuro, relativamente próximo!

3. JONAS SCHUSTER

A cumprir a primeira prova ao nível de Taça do Mundo, foi e aproveitando em pleno a oportunidade propiciada pelo corpo técnico austríaco, que trouxe a Rasnov atletas das formações jovens e de Taça Continental, que  Schuster alcançaria um fantástico Top dez. Algo que mostra a capacidade, profundidade e quantidade de escolhas ao dispor de um país que por algum motivo leva tantas e tantas conquistas embolsadas! Mesmo sabendo que é algo bastante complicado, mostrou merecer no futuro mais chances para demonstrar o valor que vimos nesta etapa. Terá sido apenas um fogacho ou estamos perante mais um talento descoberto nas fileiras do país do esqui?

2. KARL GEIGER

Após viver uma verdadeira travessia no deserto, foi e com grande espírito combativo que aproveitou em pleno para se restabelecer em véspera de Mundiais. O pódio a título individual e a vitória nas super equipas, numa parceria bem sucedida  com Wellinger podem ter sido o tónico motivacional que faltava a alguém que já foi vice-campeão do globo de cristal. Geiger mostrou, mais uma vez, que nesta modalidade a confiança, a crença e a mentalidade são aspetos que podem modificar as coisas de um momento para o outro, tornando fases menos boas em períodos gloriosos! Ainda irá ele a tempo de arrecadar confiança a modos de sair de Planica com medalhas ao pescoço?

1.  ANDREAS WELLINGER

Depois da boa impressão, recentemente deixada ,com o regresso aos triunfos e numa etapa repleta de desfalques, eis que o antigo campeão olímpico fez valer as credenciais que ostenta aproveitando para se galvanizar, e de que forma, na antecâmara dos Mundiais de Esqui Nórdico. A transpirar confiança por todos os poros, foi juntando uma calma invejável, uma técnica assombrosa e um estilo inconfundível, um regalo para a vista, que confecionaria uma receita digna de ser servida a qualquer amante da modalidade! Esta exibição confirma que de entre os atletas bávaros, parece ser, o que reúne mais condições, argumentos e confiança para tentar lutar por medalhas em solo esloveno. Conseguirá transpor o momento atual de forma para uma disputa de caraterísticas tão peculiares como a que se avizinha?

Como já é hábito o seu BNR contar-lhe-á tudo o que se passar nas provas de saltos de Esqui integradas nos Mundiais de Esqui Nórdico em  Planica. Espero por si desse lado para juntos viver-mos as emoções de uma competição imperdível! Marcamos encontro?

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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