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24h Daytona: Celebrar a 60.ª edição com a vitória do… #60

A CORRIDA: DAYTONA CONTINUA A NÃO DESILUDIR

Estava escrito nas estrelas que a edição número 60 das 24h de Daytona só podia terminar com uma vitória do carro #60 da Meyer Shank Racing. Hélio Castroneves, que estava no volante, passou a linha da meta e depois foi celebrar com Oliver Jarvis, Tom Blomqvist e Sam Pagenaud. Filipe Albuquerque, que partiu de primeiro para a corrida, terminou em segundo. João Barbosa também terminou em segundo na categoria de LMP3.

A história da corrida começou menos bem para o carro #18 com o piloto Dwight Merriman, que fez um pião ao sair das boxs para a volta de formação. Depois do relógio começar a contagem decrescente, o azar passou para o piloto de Coimbra, que não durou uma volta no comando da mesma. À primeira hora, tinha perdido três posições, atrás dos três Cadillac. 48 minutos depois do início da corrida, o primeiro incidente – novamente com carro #18 da Era Motorsport que bateu no muro, danificando a frente do carro. A bandeira amarela saiu e o pelotão juntou-se até ao fim da primeira hora.

A partir da segunda hora, os pilotos e equipas tentavam manter o ritmo dos seus carros dentro da corrida, mesmo depois do McLaren #70 ter rodado nas boxs após ter recebido um toque por trás; ou depois do toque entre o #01 e o líder na altura #48; ou mesmo Lance Willsey a perder grande parte do trabalho de Barbosa tinha alcançado no #33.

Outro Full Course Yellow é acionado já dentro da terceira hora de corrida, juntamente com o Porsche #34 da GMG Energy 1 com a frente completamente danificada e parado na pista. Com o reinício da corrida, o #60 teve um furo e o #10 voltou à liderança com Will Stevens ao volante. Porém, a bandeira verde teve o seu tempo contado, isto porque aconteceu um grande acidente entre quatro carros – #23, #75, #6 e #39 tiveram um momento em que se o toque era inevitável e levou a mais um FCY.

Já era de noite na América quando o #64 da TeamTGM ficou na relva, depois de um pião e um furo, trazendo mais um SC em pista, acompanhado de FCY. Enquanto estavam todos reunidos com as bandeiras amarelas, deu para aproveitar o típico fogo de artifício de Daytona. Entretanto, com temperaturas a rondar os 5º C, viu-se a dificuldade dos pilotos em aquecerem os pneus na pista e a deslizarem, quase como se estivessem no gelo.

Pela madrugada dentro, tivemos carros a terminarem precocemente a sua corrida, como o #6 da Muehlner Motorsport America, que acabou por se retirar, ou o #7 que entrou em chamas. Também houve quase um toque entre o Ferrari #21 e um provável DPi quando ambos seguiam em direção às boxs.

Começou a amanhecer em Daytona, a sete horas do fim da corrida. Com o sol agora a iluminar a pista, os líderes à geral nos DPis começaram a ficar cada vez mais juntos, com apenas 30s a separá-los. A procura pelo vencedor estava intensa, e com mais de 20 horas em cima, o #10 voltou ao primeiro lugar enquanto outros paravam. Tivemos um momento interessante de Filipe Albuquerque a motivar Tom Blomqvist, ambos carros Acura, para chegarem mais perto dos Cadillac. E que outra motivação senão a ultrapassagem a Conway no #31 da Whelen Engineering Racing, ou seja, um Cadillac.

Depois de ultrapassados os principais rivais, ambos os Acura preparavam-se para uma tática decisiva – parar mais cedo que os Cadillac durante o FCY e sair à frente dos seus rivais, com mais gasolina, ou os próprios Cadillac saírem atrás dos Acura. Com a paragem do #31, Taylor seguiu líder durante as bandeiras amarelas e o #60 parou, tendo vantagem tática. Daí para a frente,a luta final foi entre Hélio Castroneves e Ricky Taylor. Foi o piloto da Meyer que levou a melhor

Mas o “melhor” ficou mesmo para a última, na categoria de GTD Pro, com os líderes #9 e #2 em batalha cerrada, numa luta roda com roda até ao fim. Tanto isso que, na última volta da corrida, na última chicane, uma má entrada dos dois na curva fez com que o #2 rodasse e assim perdesse o segundo lugar para o #62.

Foram 24 horas, com 761 voltas, 17 Full Couse Yellow (120 voltas), 179 voltas lideradas pelo vencedor dos DPi, carro #60; 205  voltas lideradas pelo vencedor dos LMP2, carro #81; 488 voltas lideradas pelo vencedor dos LMP3, carro #74; 175 voltas lideradas pelo vencedor dos GTD Pro, carro #9; 247 voltas lideradas pelo vencedor dos GTD, carro #16.

Os campeões de Daytona levam para suas casas o troféu mas, mais importante de tudo, um novo Rolex de vencedores.

Filipe Albuquerque viu a hipótese de ver renovado o título de campeão a fugir-lhe das mãos, ficando em segundo lugar. João Barbosa, nos LMP3, também ficou dentro do pódio e em segundo lugar. Nos LMP2, tivemos um pódio luso angolano, com Rui Andrade a terminar em terceiro no #8 da Tower Motorsport; o mesmo nos GTD Pro, pódio luso britânico, com James Calado a ficar na segunda posição com o Ferrari #62.

Outros nomes conhecidos pelo público é o de Felipe Nasr, que venceu no GTD Pro; Geido Van der Garde em segundo no LMP2, Kevin Magnussen e Marcus Ericsson, que terminaram em sexto no #02.

Foto de Capa: IMSA 

Artigo redigido por Ana Catarina Ventura

Esta é a Ana Catarina. Apaixonou-se pela Fórmula 1 com 14 anos e a partir desse momento, descobriu o mundo do desporto motorizado. Graças a isso, seguiu o caminho do jornalismo até se licenciar em Jornalismo e Comunicação, na capital do Alto Alentejo.

Esta é a Ana Catarina. Apaixonou-se pela Fórmula 1 com 14 anos e a partir desse momento, descobriu o mundo do desporto motorizado. Graças a isso, seguiu o caminho do jornalismo até se licenciar em Jornalismo e Comunicação, na capital do Alto Alentejo.

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