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David Pacheco · 3 min

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O Campeonato de Portugal de Ralis está de volta em 2019 com algum regressos e carros novos. Mais sonante é o regresso de Bruno Magalhães, vice-campeão europeu em 2017 e terceiro classificado do FIA ERC em 2018. Para 2019, Bruno está ao volante do Hyundai i20 R5 da Hyundai Portugal, sendo assistido pela equipa Sports & You. Ao seu lado continua Hugo Magalhães, que deixou o lugar ao lado de Miguel Barbosa no CPR.

Miguel Barbosa passa a contar com a preciosa ajuda do experiente Paulo Babo. Inês Ponte volta à baquet direita de José Pedro Fontes no Citroen C3 R5. Nos carros, estreia para o Volkswagen Polo GTI R5 em Portugal, pelas mãos de Pedro Meireles e Mário Castro, que deixam assim o Skoda Fabia R5. Pedro Almeida troca o Ford Fiesta R5 por um Skoda Fabia R5 e Miguel Correia sobe à categoria máxima do CPR com um Fiesta R5.

Em Fafe, primeira prova do campeonato, podemos contamos com o regresso de Ricardo Moura à competição após um ano de ausência, para preparar o Azores Rallye, segunda prova do CPR e a primeira do FIA ERC. Destaque também para a participação do piloto do mundial de ralis, Dani Sordo, que tripulou um Hyundai i20 R5 em preparação para a terceira prova do WRC, o Rali do México.

Depois de uma ausência prolongada do Campeonato de Portugal de Ralis, Bruno Magalhães volta a bordo de uma nova montada, o Hyundai i20 R5
Fonte: Hyundai Portugal Motorsport

Feito o resumo alargado das pequenas mudanças, a nossa atenção segue para o Rali Serras de Fafe, prova que os pilotos conhecem muito bem. O rali começou com a Qualifying Stage, onde o piloto oficial da Hyundai no WRC foi o mais rápido, escolhendo assim a ordem de saída para os troços. Quero também destacar a presença de Daniel Nunes neste lote de pilotos que se qualificam para esta especial. Com um Peugeot 208 R2, Nunes não tinha muitas hipóteses de ter uma grande escolha. Terminou em penúltimo, pois Pedro Meireles ainda capotou o Volkswagen Polo GTI R5.

Primeiro dia de prova completamente dominado por Dani Sordo, que ganhou todas as classificativas efetuadas, acabando o dia com cerca de 18 segundos de vantagem. No CPR, Ricardo Moura mostrou que um ano afastado da competição parecia não lhe ter feito nada de mal e impunha-se numa luta com Ricardo Teodósio.

O piloto do Algarve mostrava o ritmo que teve durante 2018 e que os azares do ano transato estavam já esquecidos. Na terceira posição estava Miguel Barbosa. O regressado Bruno Magalhães rodava em quinta em frente ao seu colega de equipa e campeão nacional, Armindo Araújo. José Pedro Fontes era sétimo e Pedro Meireles oitavo na geral – conta-se uma posição acima do mencionado, pois Dani Sordo não estava inscrito no CPR.

No final do dia, a especial citadina noturna em Fafe deu aos adeptos um bom espetáculo e, para quem esteve longe, a MovieLight efetuou uma transmissão em direto, com comentários, no YouTube. Será que algum dia vamos poder contar com câmaras em direto como se faz no WRC e no FIA ERC nas especiais?

Segundo dia e domínio absoluto na parte da manhã de Dani Sordo, vencendo todas as classificativas. Na primeira classificativa da tarde, a única vitória em especiais para um piloto que não o espanhol. Foi o campeão português, Armindo Araújo, que teve essa honra. No CPR, Ricardo Teodósio, Ricardo Moura e Miguel Barbosa continuavam a lutar pelos lugares do pódio. Na sétima especial, fruto de alterações efetuadas ao Fabia R5, Moura não consegui manter o lugar no pódio e descia para a quarta posição no CPR. A meio do dia, o açoriano recuperou o terceiro lugar do pódio do CPR.

Ricardo Moura regressou à competição e mostrou que quase um ano de ausência não lhe fez muita falta. Terminou e cumpriu o dever de tentar estar ao mais alto nível para o Azores Rallye
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

Na parte da tarde, foi uma questão de confirmar os restantes lugares. Ricardo Teodósio não desarmou e conseguiu assim a sua segunda vitória à geral no Campeonato de Portugal de Ralis. O “Canário Amarelo” lidera assim o Campeonato de Portugal de Ralis. Em segundo, ficou Miguel Barbosa e, a completar o pódio, Ricardo Moura, todos em Skoda Fabia R5.

Na Hyundai, Bruno Magalhães terminou em sexto, à frente de Armindo Araújo, que teve problemas com as passagens da parte da tarde. José Pedro Fontes ficou na quinta posição. Já Pedro Meireles acabou por ter o rali estragado com o acidente na Qualifying Stage. O piloto de Guimarães acabou por encarar o rali como um teste para melhor conhecimento da máquina alemã.

Daniel Nunes venceu na categoria das duas rodas motrizes. O campeão de 2018 desta categoria merecia ter outros voos este ano.
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

Notas finais desta primeira prova são: um campeonato recheado de estrelas, mas que parece estar muito equilibrado. Vamos ver se será melhor ou igual a 2018.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: ARC Sport

David Pacheco

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