E-Prix de Berlim (Corrida 1 e 2): E vão duas vitórias para a mesa do António!

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A Fórmula E está de regresso após a paragem devido à pandemia de COVID-19, e no espaço de pouco mais de uma semana, verá esta temporada decidida em seis corridas no circuito de Berlim. Antes da paragem, o português António Félix da Costa (DS Techeetah) seguia em primeiro lugar no campeonato com 11 pontos de vantagem para Mitch Evans (Jaguar), e termina este primeiro par de corridas com 68 pontos de vantagem para o novo segundo classificado, Lucas Di Grassi (Audi). É seguro dizer que estas duas corridas correram bem ao português.

CORRIDA 1: NADA COMO UM GRAND SLAM PARA REGRESSAR

Na Fórmula E, devido às regras que procuram promover o equilíbrio e manter as corridas imprevisíveis, nunca tinha acontecido um piloto conseguir a volta mais rápida na qualificação, a volta mais rápida na Super Pole, a volta mais rápida na corrida e a vitória nunca abandonando o primeiro posto, porém, António Félix da Costa, veio para Berlim para provar que a vantagem no campeonato que trazia das cinco primeiras corridas, não era por acaso.

O piloto português conseguiu todos os feitos mencionados acima, e durante a corrida liderou e convenceu, mantendo o colega de equipa e ainda bicampeão de Fórmula E, Jean-Eric Vergne, a uma distância confortável, onde os dois seguiam solitários na frente durante a primeira metade da corrida.

Esse conforto diminuiu quando foi chamado o Safety Car causado pelo choque de Robin Frijns (Virgin) contra uma parede, após um toque de Max Guenther (BMW). O pelotão voltou a aproximar-se, e a hipótese de alguém tentar chegar aos homens da frente reacendeu, mas Félix da Costa quis mostrar como se cumpre o distanciamento social, e desapareceu no horizonte, deixando o seu colega de equipa para lidar com os pretendentes.

A partir deste momento a corrida de Vergne desintegrou-se, sendo que o francês, prejudicado por um “Full Course Yellow” durante o seu segundo Attack Mode, começou a cair pela tabela, até que na última volta, com um toque de Lucas di Grassi, que aparecia em nono vindo de 21.º, o piloto da DS Techeetah foi atirado para 20.º.

Mitch Evans podia e devia ter sido um dos pilotos a aproveitar a má corrida de Vergne, contudo, após ultrapassar o francês, entrou em batalha com Max Guenther, caindo para a 15ª posição, e perdendo a oportunidade de fazer a aproximação a António Félix da Costa.

O top 10 acabava então por não apresentar grandes surpresas, sendo Stoffel Vandoorne uma delas, que, tal como di Grassi, começara a corrida em 16º, terminando em sexto, envolvendo-se na fantástica batalha que desenrolava pelo quinto lugar de Jerome D’Ambrosio (Mahindra).

Os lugares do pódio acabaram fechados por André Lotterer (Porsche) em segundo, após uma corrida em que controlou quase sempre o ritmo atrás dos DS Techeetah, e aproveitou da melhor maneira a queda de Jean-Eric Vergne, já o terceiro lugar ficou para Sam Bird (Virgin), que fez uma corrida segura, sem muito a apontar e acaba por entrar no pódio, com o top 4 fechado por Nick de Vries (Mercedes), que chegou a ter o pódio nas mãos.

Acabou por ser uma vitória tranquila de António, apesar de todo o caos e batalhas atrás de si, e de passar a bandeira axadrezada com precisamente 0.0% de bateria no seu carro dourado. Esta primeira vitória aproveitou da melhor forma a má corrida dos adversários diretos, aumentando a vantagem para Mitch Evans para 40 pontos, após conseguir o máximo possível de 30 pontos em todas as sessões.

Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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