Chegou ao fim o Campeonato de Portugal de Ralis. No Rali Casinos do Algarve ficamos a saber o campeão nacional de 2019. E a vitória não poderia ter sido melhor entregue: Ricardo Teodósio e José Teixeira tornaram-se pela primeira vez campeões nacionais absolutos, sucedendo a Armindo Araújo e a Luís Ramalho.

Um campeonato muito disputado, Ricardo Teodósio e José Teixeira começaram a vencer no Rali Serras de Fafe. O piloto do Skoda Fabia R5, com assistência da ARC Sport, voltou mais forte, depois de ter perdido o campeonato de 2018 na última prova.

Ricardo Teodósio foi o primeiro vencedor em 2019 no Campeonato de Portugal de Ralis
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

Nos Açores, Ricardo Moura voltou à competição. Acompanhado de António Costa, no Skoda Fabia R5, reinou em casa e levou os 25 pontos, que juntando à sua participação em Fafe, ficou com um total de 46.39. Mas, infelizmente, o piloto de São Miguel não voltaria a competir no CPR.

Ricardo Moura participou em Fafe e nos Açores, não fazendo mais nenhuma aparição em 2019 no CPR
Fonte: FIA ERC

No Rali de Mortágua, Ricardo Teodósio e José Teixeira voltaram a mostrar a sua competitividade na gravilha, alcançando a posição mais alta do pódio.

A seguir a Mortágua, vinha a última prova dos pisos de gravilha. O sempre difícil Rali de Portugal. Para os pilotos do CPR, este rali apresenta muitas dificuldades, principalmente devido às condições em que passam nas especiais. Depois dos carros do WRC, WRC2Pro e WRC2 passaram vêm os carros do nacional.

Na prova máxima dos ralis em Portugal, Armindo Araújo e Luís Ramalho (Hyundai i20 R5) mostraram a sua experiência nestes ralis de mundial e venceram. Não fosse Armindo ser bicampeão de produção, juntamente com o irmão de Luís, Miguel Ramalho. A partir daqui veio a fase de asfalto do CPR.

Armindo Araújo venceu o difícil Rali de Portugal, maior prova dos ralis em Portugal
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

Antes de passarmos à segunda fase, na gravilha, o campeonato de duas rodas motrizes teve a sua fase mais competitiva. Daniel Nunes e Rui Raimundo (Peugeot 208 R2) venceram no Serras de Fafe. Nos Açores, a dupla do Peugeot não foi, e Gil Antunes e Diogo Correia (Renault RS R3T) venceram a prova extremamente difícil para os carros de duas rodas motrizes.

Mas, Nunes voltou no Rali de Mortágua e não deu hipóteses, tal como no Rali de Portugal.

A fase de asfalto começou no Rali de Castelo Branco. Aqui, Armindo Araújo e Luís Ramalho mostraram que o seu Hyundai i20 R5 estava melhor. Venceram, deixando Ricardo Teodósio e José Teixeira na segunda posição.

A desilusão para mim, até aqui, era a dupla Bruno Magalhães e Hugo Magalhães. Tiveram bom andamento e bons resultados, mas o Hyundai i20 R5 parecia não estar bem. Ao vivo, não parecia ter o mesmo andamento do seu “irmão”, o Hyundai i20 R5 de Armindo Araújo.

O piloto de Lisboa decidiu mandar o seu motor para uma revisão na Hyundai Motorsport e os frutos dessa revisão foram a vitória para o CPR, no Rali da Madeira, ganho à geral por Alexandre Camacho e Pedro Calado (Skoda Fabia R5), campeões da Madeira de Ralis.

Bruno Magalhães é um piloto que anda muito bem na Madeira, e mostrou com a vitória no CPR
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

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