GP do Brasil: agora é tarde, Nico

- Advertisement -

cab desportos motorizadosCom o campeão mundial já encontrado, mantinha-se a dúvida sobre quem ocuparia o segundo lugar na classificação geral de pilotos: Nico Rosberg ou Sebastian Vettel. O duelo de alemães ficou decidido este fim-de-semana, no Grande Prémio do Brasil, com o piloto da Mercedes a sair vitorioso. O GP brasileiro acabou por não corresponder às expectativas; depois de um agitado GP do México, este revelou-se insípido e, em algumas ocasiões, aborrecido.

Nico Rosberg começou a cimentar a vitória logo na qualificação. O alemão garantiu a quinta pole consecutiva e continua a roubar a 50.ª pole-position ao campeão Lewis Hamilton. Este último saiu da segunda posição da grelha; imediatamente atrás, os dois Ferrari. Kimi Raikkonen beneficiou da penalização de Valtteri Bottas, que ultrapassou com a bandeira vermelha e foi obrigado a sair de sétimo.

O circuito de Interlagos prometia animação: Rosberg e Vettel lutavam pelo segundo lugar no Mundial, Hamilton corria atrás da primeira vitória no Brasil; Bottas e Raikkonen ainda disputam a quarta posição da classificação geral e têm feito as delícias dos adeptos de F1 com os seus despiques. Apesar de tudo isto, com a falta de chuva faltou também a agitação.

Nico Rosberg fez (mais) um excelente arranque, resistindo ao ataque inicial de Hamilton, que tentou tomar a liderança do GP logo na primeira curva. Os dois Ferrari mantiveram as posições iniciais, bem como a maioria dos pilotos, salvo duas excepções: Felipe Massa, a correr em casa, perdeu alguns lugares; Valtteri Bottas, por sua vez, ultrapassou Kvyat e Hulkenberg e apoderou-se da quinta posição, para não mais a largar.

Mais uma vez, a Pirelli falhou na previsão de paragens nas boxes. A grande maioria dos carros saiu com pneus macios, à excepção de Carlos Sainz e Pastor Maldonado, mas à 15.ª volta já praticamente todos os carros haviam mudado para médios. Este factor fez com que a generalidade dos monoveículos chegasse à terceira paragem, devido ao desgaste dos pneus. Os que não o fizeram passaram a corrida em contenção de desgaste – como é o caso de Lewis Hamilton. O inglês, já depois de trocar para macios, queixou-se via rádio de que os seus pneus não iriam durar se continuasse a perseguir Rosberg de tão perto. O piloto decidiu então baixar o ritmo e deixar o colega de equipa aumentar a vantagem. Já no final do GP, mesmo nas últimas voltas, Hamilton voltou a recorrer à equipa para dizer que tinha “os pneus completamente desfeitos”.

Nico Rosberg foi o grande vencedor do GP do Brasil Fonte: Mercedes AMG Petronas
Nico Rosberg foi o grande vencedor do GP do Brasil
Fonte: Mercedes AMG Petronas

Como já vem sendo hábito, os picos de maior interesse na corrida foram nas recorrentes lutas pelos pontos. Max Verstappen evidenciou-se, com uma brilhante ultrapassagem a Sergio Perez – o jovem piloto praticamente obrigou o mexicano a abrir-lhe espaço para passar, com uma manobra digna de ver e rever. Já Romain Grosjean, piloto da Lotus, “tirou da manga” uma recuperação fantástica – o francês partiu de 14.º e terminou em nono. Reafirmo: a F1 está cheia de jovens talentos e tem o seu futuro assegurado.

Quem não conseguiu pontuar este fim-de-semana foi Pastor Maldonado. O venezuelano da Lotus não esteve bem na qualificação e não se redimiu em pista, tendo terminado em 11.º. Além da corrida já pouco conseguida, Maldonado ainda foi alvo de uma penalização de cinco segundos, por ter batido em Ericsson (Sauber) e causado o seu despiste.

O GP do Brasil pautou-se, então, por inúmeras corridas “invisíveis”: Sebastian Vettel, Kimi Raikkonen, Valtteri Bottas, entre outros, correram sempre sozinhos e com os seus lugares assegurados. Lewis Hamilton passou todo o GP a tentar aproveitar algum erro de Rosberg, mas o alemão mostrou-se absolutamente perfeito. O que volta a levantar a dúvida: se Nico Rosberg se tivesse apresentado assim durante todo o Mundial, será que Lewis Hamilton era campeão?

Nota positiva para a consistência de Rosberg, a confiança de Verstappen e a garra de Grosjean. Nota negativa, mais uma vez, para a McLaren: Fernando Alonso e Jenson Button voltaram a não conseguir pontuar, tendo o espanhol, inclusive, partido de último, por ter mudado de motor pela 12.ª vez esta temporada. Também a Toro Rosso não pode estar feliz: Carlos Sainz partiu da pit-lane devido a dificuldades técnicas e acabou por desistir sem ter cumprido sequer duas curvas.

Com apenas um abandono, o Grande Prémio do Brasil deixou muito a desejar. Rosberg venceu e é segundo na geral, Vettel foi terceiro e ocupa a mesma posição no Mundial. Raikkonen e Bottas deixam a decisão do quarto lugar para o último GP da temporada. Esse realiza-se em Abu Dhabi, no fim-de-semana de 27 a 29 de Novembro, e será o palco de todas as últimas decisões deste Mundial de Fórmula 1 2015.

Foto de Capa: Mercedes AMG Petronas

Mariana Fernandes
Mariana Fernandes
O Desporto é o eixo sobre o qual gira o mundo da Mariana. Seja sobre futebol ou desportos motorizados, não dispensa um bom debate. Aos pontapés na bola ou sobre rodas, está sempre em cima das últimas notícias.                                                                                                                                                 A Mariana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Sir Alex Ferguson parabeniza PSG e critica Arsenal: «Jogaram contra uma equipa enfadonha que se limitou a defender»

Sir Alex Ferguson, histórico treinador, analisou a final da Champions League. PSG venceu Arsenal nos penáltis e é bicampeão continental.

Quem foi? PSG só mudou 1 jogador no 11 inicial das duas finais

Safonov por Gianluigi Donnaruma é a única diferença nos dois 11s iniciais. PSG bateu este sábado o Arsenal e conquistou a Champions League.

Kvaratskhelia após ganhar a final da Champions League: «Jogo pela equipa sempre»

Khvicha Kvaratskhelia sobrepõe o coletivo ao individual. Palavras após o PSG bater o Arsenal e conquistar a Champions League.

João Aurélio termina carreira profissional e assume o cargo de diretor desportivo do CD Nacional

Aos 37 anos, João Aurélio pendurou as botas mas manteve a ligação ao CD Nacional, depois de 343 jogos ao serviço do clube.

PUB

Mais Artigos Populares

Pedro Proença e Reinaldo Teixeira felicitam portugueses pela conquista da Champions League: «Feito extraordinário»

Pedro Proença, presidente da FPF, e Reinaldo Teixeira, presidente da Liga, felicitaram portugueses pela conquista da Champions League.

Arábia Saudita chama por Diogo Leite: Defesa-central português tem vários pretendentes

Um clube do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita entrou na corrida para a contratação de Diogo Leite, que está livre no mercado.

Florentino Pérez sobre craque do Real Madrid: «Adoraria que ficasse para sempre»

Florentino Pérez gosta muito de Vinícius Júnior. Presidente do Real Madrid «adoraria» que o avançado brasileiro «ficasse para sempre».