GP Estados Unidos: O Red Bull voltou a ter asas e Max Verstappen não as desperdiçou

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A CORRIDA: VERSTAPPEN LIDERA DO INÍCIO AO FIM E LECLERC E NORRIS TRAVAM A LUTA MAIS ANIMADA NO CIRCUITO DAS AMÉRICAS

O Circuito das Américas voltou a ser palco de domínio absoluto da Red Bull. A vitória de Max Verstappen nunca esteve em causa. Liderou do início ao fim e mostrou, mais uma vez, quem manda na luta pelo campeonato. Andrea Stella pode nem sempre acertar nas palavras, mas numa coisa tem razão: neste momento, o Red Bull é o melhor carro em pista.

Os Ferrari surpreenderam no arranque e ganharam posições logo nos primeiros metros. Charles Leclerc arriscou com pneus macios e o risco compensou. Saltou para a frente de Lando Norris e manteve o ritmo. Já George Russell, depois da boa corrida em Singapura, não conseguiu repetir a eficácia. O britânico perdeu posições e nunca teve andamento para os rivais diretos.

Yuki Tsunoda também arrancou bem, reforçando a ideia de que a Red Bull voltou a ganhar asas, não é só o monolugar de Max Verstappen.

Os McLaren, por outro lado, continuam sem se reencontrar. Oscar Piastri até recuperou uma posição no início, mas mais pela falta de ritmo do Mercedes de George Russell do que pelo seu ritmo.

Por sua vez, Lando Norris perdeu terreno para Charles Leclerc e ficou preso atrás do monegasco, que se transformou no verdadeiro “ministro da defesa” dos Países Baixos, permitindo a Max Verstappen abrir vantagem.

O que mais se viu no Circuito das Américas foram bandeiras pretas e brancas. A primeira apareceu logo à sexta volta, com Isack Hadjar, e daí para a frente não mais pararam.

O momento que poderia animar a corrida surgiu com o toque entre Kimi Antonelli e Carlos Sainz. O espanhol tentou ultrapassar o jovem da Mercedes, mas o contacto resultou no abandono do Williams e num Virtual Safety Car. As esperanças de uma reviravolta na corrida morreram ali.

Na frente, Charles Leclerc mantinha Lando Norris nos espelhos. A batalha mais interessante em pista terminou à volta 21, quando o britânico conseguiu finalmente ultrapassar o Ferrari. Nesta mesma volta o McLaren número quatro também viu a bandeira preta e branca.

O primeiro piloto a ir às boxes foi Alexander Albon. Charles Leclerc foi o primeiro da frente a parar, trocando os pneus macios por médios na volta 22. Contra as previsões da Pirelli, ficou claro que ambos os compostos aguentariam a corrida com apenas uma paragem.

Mais atrás, Alexander Albon brilhou com uma ultrapassagem incrível sobre Franco Colapinto na volta 27. Já Lance Stroll deu uma verdadeira lição de gestão de pneus.  Aguentou 29 voltas com macios e ainda recuperou várias posições.

Na volta 30, o grupo da frente foi às boxes. O undercut da Ferrari funcionou e Lando Norris perdeu posição para Charles Leclerc. Max Verstappen parou à volta 34 e manteve a posição, liderando todas as voltas da corrida.

Numa batalha por posição entre Oliver Bearman e Yuki Tsunoda, o rookie da Haas acabou fora dos limites de pista. Não houve investigação, mas ficou a sensação de movimento tardio por parte do japonês da Red Bull.

As últimas voltas voltaram a ser marcadas por bandeiras pretas e brancas. Desta vez os protagonistas foram Alexander Albon, Gabriel Bortoleto, Kimi Antonelli e Lewis Hamilton.

Na frente Charles Leclerc tentou resistir, mas Lando Norris recuperou o segundo lugar a cinco voltas do fim.

Kimi Antonelli, apesar de uma corrida para esquecer, ficou com a melhor volta.

No final, Charles Leclerc afirmou que Austin é “um circuito onde se pode correr”. Posso concordar, mas o problema está noutro lado. A semelhança entre os pneus e a falta de risco nas estratégias tornam difícil criar verdadeiras batalhas. A emoção ficou no pelotão de trás. Na frente, só Charles Leclerc e Lando Norris animaram o público.

PILOTO DO DIA

Lance Stroll – Um título que cairia bem a Verstappen, mas é difícil premiar quem não teve concorrência. O maior vencedor, e ao mesmo tempo o maior perdedor, foi Lance Stroll. Geriu bem os pneus macios e mostrou ritmo consistente. Sem a penalização de cinco lugares na grelha, podia ter sido o “melhor dos outros”.

DESILUSÃO

Oscar Piastri – A grande desilusão foi o líder do campeonato, Oscar Piastri. O australiano teve uma corrida apagada, muito longe do ritmo do companheiro de equipa. O McLaren “papaia” já não brilha como antes, e tudo o que o líder do campeonato vai querer é esquecer este fim de semana. Para a semana

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