GP Estados Unidos: Surpresa? Só para quem não viu

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A CORRIDA: NORRIS E VERSTAPPEN FORAM PROTAGONISTAS NO GP ESTADOS UNIDOS, MAS O DOMÍNIO FOI DA FERRARI

Quatro semanas depois da última corrida, a Fórmula 1 regressava com a dúvida se haveria ou não luta pelo título entre Max Verstappen e Lando Norris. Chegada a corrida de domingo, não ganhou nenhum deles, com a Ferrari a mostrar-se mais forte no dia de corrida.

Depois de Max Verstappen ter vencido a corrida sprint no sábado e de Lando Norris ter conquistado a pole position com Verstappen na segunda posição, este desfecho era improvável, com os dois Ferrari a saírem de terceiro e quarto. Contudo, o arranque foi crucial.

Norris parecia ter arrancado bem, mas Verstappen arranjou espaço para meter o seu carro por dentro, com ambos a saírem largo na curva 1, abrindo o espaço ideal para Charles Leclerc, que saía da quarta posição, assumir a liderança. Verstappen manteve o segundo posto, com Carlos Sainz em terceiro e Norris em quarto, à frente de Oscar Piastri. O primeiro stint foi todo passado nesta ordem, com Leclerc a aumentar bastante a sua vantagem sobre os perseguidores.

Sainz foi o primeiro dos da frente a parar no GP Estados Unidos, conseguindo fazer um undercut a Verstappen para ganhar posição em pista e ficar em segundo. A Red Bull aceitou a perda da posição para o Ferrari, parando umas voltas mais tarde, com Leclerc e a parar e a manter a liderança e Norris a ser o últimos dos da frente a ir à box, saindo atrás de Verstappen, com pneus com seis voltas de diferença.

Com Oscar Piastri num quinto lugar solitário, a verdadeira luta estava entre Norris e Verstappen, com o britânico a apanhar rapidamente o neerlandês, que se concentrou apenas em defender a posição. Durante várias voltas, Verstappen fê-lo de forma fantástica, usando muito bem a bateria para garantir que Norris nunca teria facilidades com o DRS. Até que chegou o momento mais polémico do Grande Prémio.

Norris conseguiu atacar na curva 12, por fora, com Verstappen a travar o mais tarde possível por dentro, com ambos a saírem de pista. Norris saiu mais largo do que o campeão do mundo e ultrapassou-o, com Max a dizer pela rádio que Lando tinha de devolver a posição e o britânico a alegar que tinha sido empurrado para fora da pista. Os comissários decidiram penalizar Norris por sair de pista e ganhar vantagem com isso, com o britânico a cruzar a linha na terceira posição, mas a penalização a fazer com que fosse Verstappen a ir ao pódio, juntamente com Sainz e o vencedor Leclerc.

Norris terminou em quarto, à frente de Piastri. George Russell fez uma excelente corrida de recuperação, depois de começar da via das boxes na sequência do acidente na qualificação de sábado, ultrapassando Sergio Pérez perto do final, com o mexicano a terminar em sétimo. Nico Hulkenberg fez mais uma corrida sólida no Haas, conquistando o oitavo lugar, à frente das duas novidades neste Grande Prémio: Liam Lawson em nono (saía da última posição e fez um grande primeiro stint com pneus duros) e Franco Colapinto em décimo, numa corrida parecida à de Lawson. Lewis Hamilton foi o único a abandonar a prova, tendo ficado preso na gravilha nas primeiras voltas, ele que saía do 17.º lugar da grelha depois de uma má qualificação.

PILOTO DO DIA

George Russell – Liam Lawson e Franco Colapinto também merecem obviamente uma menção honrosa, mas Russell saía do pitlane depois de um grande acidente na qualificação e conseguiu terminar em sexto, ultrapassando inclusivamente um Red Bull, dando alguma coisa positiva à Mercedes num fim de semana bastante difícil para eles.

DESILUSÃO DO DIA

Sergio Pérez – Com a Ferrari, a Mercedes (não neste fim de semana, mas noutros), a McLaren e Max Verstappen num nível tão alto, Pérez costuma estar demasiado longe e este foi mais um desses fins de semana, sendo inclusivamente ultrapassado por um Mercedes que saía do pitlane.

Bernardo Figueiredo
Bernardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

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