Nunca ninguém duvide do talento de Max Verstappen | Fórmula 1

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    Depois de uma vitória de Lando Norris em Miami, Max Verstappen voltou ao seu registo habitual de vencer corridas de Fórmula 1, cruzando primeiro a linha de meta no GP da Emilia Romagna. Mas, uma vez mais, a McLaren esteve particularmente perto (e a Ferrari também não esteve assim tão longe), com estas duas equipas a parecerem estar a aproximar-se da performance da Red Bull. Por isso, Verstappen não se baseou apenas na performance do seu monolugar para vencer.

    Tendo tido claramente o melhor carro na segunda metade de 2022 e durante todo o ano de 2023, não poderíamos culpar Verstappen se este se tivesse esquecido de saber como lidar com corridas em que há adversários competitivos por perto. Em Miami, Norris ganhou a posição em pista devido ao timing do safety car e Verstappen, tendo um carro mais lento, não pôde fazer nada para o apanhar. Em Imola, não tendo um carro claramente superior, o neerlandês fez tudo bem em todos os momentos, com a vitória a surgir muito devido ao seu talento.

    Depois de uma sexta-feira bastante difícil, com vários problemas de equilíbrio no Red Bull e com o piloto de testes Sébastien Buemi a passar várias horas no simulador para os tentar resolver, a Red Bull já apresentou um carro melhor no sábado, mas não claramente superior, suspeitando-se que a McLaren e a Ferrari ainda poderiam ter vantagem para a qualificação. Até que, na última volta da Q3, Verstappen faz uso do seu primeiro truque, apanhando um enorme cone de aspiração do Haas de Nico Hulkenberg no início da sua volta, algo que foi decisivo para assegurar a pole position.

    Chegada a corrida, Verstappen fez tudo bem durante mais de metade da prova, mantendo a liderança no arranque, ganhando uma distância de cerca de seis segundos no primeiro stint e mantendo essa vantagem no segundo stint, já com os pneus duros. Até que, a cerca de 20 voltas do fim, as coisas começaram a complicar-se. Lando Norris começou a utilizar um ritmo que parecia que não tinha e Verstappen não conseguia igualar os tempos do britânico, com o McLaren a aproximar-se rapidamente. Com os pneus já ‘acabados’ (em resultado da Red Bull ter alterado bastante o equilíbrio do carro no sábado, não foi possível fazer uma simulação de corrida com pneus duros), como o próprio piloto dizia pela rádio, era altura de recorrer a outros truques.

    A pouco menos de dez voltas do fim, Norris estava quase a menos de um segundo de Verstappen e a prioridade do neerlandês passava a ser a de garantir que o britânico não cruzava a zona de deteção de DRS a menos de um segundo (zona de deteção à saída da chicane da Variante Alta, com DRS em Tamburello, na zona da reta da meta). O próprio Norris ia desgastando os seus pneus com a perseguição ao Red Bull, mas Max estava a queixar-se de falta de bateria, uma vez que estava a utilizá-la para ser rápido nas partes cruciais de modo a impedir que Norris estivesse a menos de um segundo na zona de deteção de DRS.

    Gianpiero Lambiase, o engenheiro de Verstappen, sugeriu um modo de motor diferente ao seu piloto, com a bateria a recarregar, mas a entrega da potência seria cortada mais cedo. Norris voltou a aproximar-se, com o momento decisivo a surgir na penúltima volta. Quando parecia que Norris iria ficar a menos de um segundo de Verstappen na Variante Alta, o piloto campeão do mundo travou mais cedo, obrigando o britânico a perder ímpeto e a cruzar essa zona ainda a mais de um segundo.

    Há muito tempo que vemos Max Verstappen a vencer corridas, mas há algum tempo que não o víamos a vencer corridas em que não tinha o melhor carro de forma muito destacada. O último fim de semana recordou-nos daquilo que Verstappen é capaz de fazer quando tem adversários competitivos por perto, com a expetativa de saber se vamos ter mais exemplos destes nas próximas corridas.

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    Bernardo Figueiredo
    Bernardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
    O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.