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A Fórmula 1 vai estrear um novo formato de fim de semana para o Grande Prémio da Gra-Bretanha a partir da próxima sexta-feira.

Com o objetivo de adicionar um pouco mais de “corrida” a esta série competitiva, os sábados vão passar a contar com uma Qualificação Sprint. Se não sabem bem o que é ainda, eu vou tentar tratar de esclarecer nas próximas linhas.

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A qualificação convencional, que nos habituamos a ver ao sábado, salta para sexta-feira, no lugar dos segundos treinos livres.

Esta qualificação define a grelha de partida para a Qualificação Sprint no sábado, onde o resultado desta mini-corrida de 100 quilómetros determinará a grelha inicial para a prova convencional de domingo.

Isto é a base do novo formato, agora vamos para as pequenas nuances existentes, que podem tornar esta nova prova muito interessante.

Para os tradicionais treinos livres, as equipas terão de os abordar de forma diferente. Agora, a primeira sessão de treinos, terá obrigatoriamente de servir para preparar a qualificação, que passa a ser a segunda sessão do fim de semana de corrida.

No entanto, este não pode ser o único foco das equipas, pois após a primeira sessão de treinos, os carros entram em parc fermé, ou seja, não podem alterar em grande escala os setups do carro durante o fim de semana, exeptuando detalhes determinados pela FIA.

A sessão seguinte é a qualificação normal, com o formato igual, mas algumas pequenas mudanças. Agora, as equipas do top 10 não são obrigadas a utilizar os pneus com que se qualificaram na Q2, passando a ter escolha livre para o início da corrida.

O sábado de manhã passa a pertencer ao segundo e último Treino Livre, onde não podendo realizar grandes alterações de setup devido à regra de parc fermé descrita anteriormente, as equipas poderão afinar os detalhes antes da Qualificação Sprint.

A novidade chega no sábado à tarde, com a Qualificação Sprint. Esta consiste numa prova de 100 quilómetros (que em Silverstone equivale a 17 voltas), com uma duração de cerca de 30 minutos.

A ordem de partida é decidida pela qualificação de sexta-feira, e a ordem de chegada no final da prova, decide a grelha de partida da corrida de domingo.

Os pilotos não são obrigados a parar, mas podem fazê-lo se sentirem que a estratégia funciona. O expectável é que as equipas apostem no pneu médio ou duro, sendo que estes poderão aguentar as 17 voltas sem problemas, ao contrário dos macios.

Com os duros, é mais provável que os pilotos testem os limites do carro durante mais tempo, que é o principal objetivo da implementação desta prova.

Para além de decidir a grelha de partida para domingo, há pontos a distribuir: três para o primeiro, dois para o segundo e um para o terceiro. Assim, procura-se motivar os pilotos a lutar pelas posições cimeiras, em particular num campeonato disputado como se espera que este seja.

Estes pontos dificilmente chegarão às equipas do pelotão, devido à grande diferença na gestão de pneus da Mercedes e Red Bull para as “outras”, no entanto, melhorar a posição para  domingo pode fazer toda a diferença.

Isto pode beneficiar em particular pilotos como Sérgio Pérez e Daniel Ricciardo que tem mostrado grandes dificuldades em qualificação, mas bom ritmo de corrida. Assim, podem corrigir no sprint os problemas da qualificação.

Para os puristas, esta é uma medida controversa, vai “contra aquilo que a Fórmula 1 representa” e são só modernices.

Se a Fórmula 1 ouvisse sempre essas vozes ainda tínhamos carros em forma de banheira, por isso o que eu digo é: vamos ver no que dá!

É trocar uma sessão de treinos por mais competição, isto só é interessante, em particular para quem vai ao circuito. Se vai apimentar as coisas para a corrida é uma incógnita, pode até ter o efeito inverso, mas, sem tentar nunca se vai saber.

Foto de Capa: Formula 1

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