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Testes de Barcelona: Mercedes “salta” para a liderança no último dia

PRÉ-ÉPOCA: NOVOS CARROS, NOVAS DORES DE CABEÇA PARA OS ENGENHEIROS

A Fórmula 1 está de volta, dois meses e meio depois do inesquecível último Grande Prémio de 2021. Nesse curto espaço de tempo muita coisa mudou, a vários níveis: a FIA reviu procedimentos após a controvérsia de Abu Dhabi, o que resultou no afastamento de Michael Masi e na subida de Niels Wittich e de um nome bem conhecido do público nacional, Eduardo Freitas, a directores de corrida. Alguns pilotos abandonaram o desporto, outros “trocaram de fato”, e os carros, esses, são totalmente novos para 2022 – uma revolução aerodinâmica que trouxe de volta o “efeito solo” dos anos 80 e, com ele, um novo desafio de engenharia.

Durante os três dias de testes, que incluíram um período em pista molhada, todos os pilotos sentiram dificuldades em conduzir o carro em velocidade de ponta antes das zonas de desaceleração, devido a um violento bambolear da parte dianteira do carro, conhecido tecnicamente como “porpoising”, e que tinha inicialmente passado despercebido nos testes aerodinâmicos das equipas nos túneis de vento das suas fábricas. Só agora, em Barcelona, as equipas descobriram este novo problema, que terão de resolver idealmente ainda antes do segundo teste de pré-época a realizar no Bahrain entre 10 e 12 de Março.

Dificuldades à parte, as equipas de topo mostraram-se preparadas para os novos desafios de 2022 com boas prestações em termos de tempos de volta, mas também de quilometragem. Lando Norris (McLaren) foi o mais rápido no primeiro dia, Charles Leclerc (Ferrari) conseguiu a volta mais rápida na quinta-feira e o heptacampeão Lewis Hamilton (Mercedes) suplantou tanto Norris como Leclerc no último dia de testes, com uma volta de 1:19.138 no composto de pneus C5 para confirmar o bom andamento do novo monolugar da equipa campeã em título.

No que toca então à quilometragem, a Ferrari assumiu o topo da contagem com um total de 439 voltas (o equivalente à distância de seis Grandes Prémios e meio!) seguida de perto pela Mercedes (393) e pela McLaren (367). No outro lado da tabela, e com motivos para preocupação, ficaram a Haas (159) e a Alfa Romeo (175), últimas duas classificadas no campeonato de construtores da temporada passada. A Haas teve um último dia particularmente complicado, completando apenas nove voltas ao traçado da Catalunha, enquanto que Fernando Alonso (Alpine) também foi forçado a abandonar cedo com problemas hidráulicos no novo monolugar.

À margem da pista, a grave situação política vivida na Ucrânia teve também já repercussões no mundo da Fórmula 1, com a organização a comunicar o cancelamento do GP da Rússia originalmente agendado para 25 de Setembro, e a Haas a afastar temporariamente o seu patrocinador principal (russo) Uralkali, correndo o último dia de testes com uma pintura totalmente branca, não confirmando ainda a continuidade de Nikita Mazepin no alinhamento de pilotos para 2022.

São esperadas muitas novidades nas próximas semanas, portanto, com os testes do Bahrain (10 a 12 de Março) a assumirem lugar de destaque antes do início “a valer” da temporada de 2022. A sessão de Qualificação para o primeiro Grande Prémio está agendada para dia 19 de Março, também no traçado de Sakhir, naquela que será a primeira verdadeira e inalterada demonstração do andamento e da competitividade dos novos carros de Fórmula 1.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Artigo revisto por Joana Mendes

Concluída a licenciatura em Comunicação Social, o Carlos mudou-se para Londres em 2013, onde reside e trabalha desde então. Com um pai ex-piloto de ralis e um irmão no campeonato nacional de karts, o rumo profissional do Carlos foi também ele desaguar nas "águas rápidas" da Formula One Management, onde trabalhou cinco anos. Hoje é designer numa empresa de videojogos, mas ainda não consegue perder uma corrida (seja em quatro ou duas rodas).

Concluída a licenciatura em Comunicação Social, o Carlos mudou-se para Londres em 2013, onde reside e trabalha desde então. Com um pai ex-piloto de ralis e um irmão no campeonato nacional de karts, o rumo profissional do Carlos foi também ele desaguar nas "águas rápidas" da Formula One Management, onde trabalhou cinco anos. Hoje é designer numa empresa de videojogos, mas ainda não consegue perder uma corrida (seja em quatro ou duas rodas).

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