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Fonte: McLaren

Carlos Sainz (McLaren)- O campeão da “Fórmula 1.5” ficou à frente do campeão da Fórmula 1 e é normal que muitos possam achar isso estranho, mas há uma boa explicação para tal.

Carlos Sainz foi o piloto com mais consistência e excelência do ano, poucos o viram, mas ele estava quase sempre lá, nos pontos, muitas vezes a vir do fundo da grelha para os pontos, sem ter um carro de topo. E é isso que o destaca de Lewis Hamilton. Enquanto Lewis Hamilton foi um campeão dominador num carro muito superior aos seus competidores, o pelotão do meio da grelha é muito mais equilibrado, com Renault, Toro Rosso, Racing Point e Alfa Romeo consistentemente a tentar lutar pelo lugar de “best of the rest”.

Ainda assim, apesar desse equilíbrio, Carlos Sainz conseguia ser absolutamente dominador, acabando com 42 pontos de vantagem para o rival mais próximo e um pódio (primeiro da McLaren desde 2014). O espanhol desapontou um pouco na Renault no ano passado, mas este ano, ele mostrou aquilo que achava que ele podia ser: um dos melhores pilotos da grelha.

Ele é a prova de que não é preciso aparecer muito nas câmaras durante a corrida para se destacar, sendo que ele por várias vezes começava no fundo da grelha ou fora do top 10, e quando dávamos conta, lá estava ele em sexto ou sétimo, sem grande dificuldade. No final de corrida vamos ver os destaques dele. Por um lado, tem uma condução agressiva com algumas das melhores ultrapassagens do ano, por outro tem uma condução extremamente segura, capaz de cuidar dos pneus até à última partícula de borracha. O espanhol surpreendeu, a McLaren surpreendeu, e que se ouça muito mais vezes a “Smooth Operator” nos próximos anos, de preferência regado de champanhe.

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Artigo revisto por Inês Vieira Brandão